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sábado, 14 de abril de 2012

Memórias da infância


Quando eu era criança, passava tardes debaixo do prédio brincando de pique-pega, sete pecados (aquele com a bola), nadando na piscina do prédio e ouvindo música infantil. Eu fazia cidades de formigas com caixas de papelão e, quando elas morriam, elas eram presas em algodão e colocadas em um cemitério.

Quando eu era criança, eu adorava brincar de Lego. Eu e meus primos montávamos cidades de Lego e passávamos dias criando histórias. Eu brincava de ser professora da minha prima e do meu irmão. Brincava de boneca com a Gaby, e vivíamos a fantasia de ser mães da Turma da Mônica em uma casa que ficava montada pelo tempo das férias, se pudesse. Também fazíamos cabaninhas de colchonete e dormíamos dentro dela. E às vezes, a Lady (cadelinha) entrava lá e tomava nosso lugar. Minhas Barbies tinham histórias contínuas e uma mala enorme de roupinhas que minha mãe me dava sempre.

Quando eu era criança, eu desfilei com fantasia de fada, com direito a varinha de condão. E a roupa ainda existe, e a sapatilha ainda serve em mim. Eu dancei Carmem Miranda na formatura do 3º período, cantei "Gosto de Você" no Dia das Mães da primeira série e "I Just Called to Say I Love You" na quarta série. Fiz aula de dança por muito tempo e apresentei até mesmo Backstreet Boys com o The Best Forever no Pin. E a gente ficou revoltada por não ter ganhado a competição! :P

Quando eu era criança, eu brincava de Xou da Xuxa com aquele microfone de cabelo amarelo e o Meu Primeiro Gradiente. Eu amava Trem da Alegria e cantava Balão Mágico com meu pai. Acabei herdando dos meus pais o gosto musical por Sá & Guarabyra, The Mamas and the Papas, The Carpenters e aquelas músicas que tocam na Antena 1 até hoje. Cresci ouvindo, cantando e dançando um monte de coisa diferente.

Quando eu era criança, eu adorava pintar minhas unhas com esmaltes coloridos. Uma unha de cada cor, muitas vezes. Também passava batons diferentes, às vezes até misturava: em cima preto, embaixo roxo. Com dez anos eu já amava usar batom vermelho. E tinha uma mecha loira absurdamente grande na franja - que eu amava e não achava nada ridícula, mesmo que hoje eu veja as fotos e pense: "putz!"

Quando eu era criança, eu queria ter um amigo imaginário, porque eu ouvia minha mãe contar do que minha tia tinha. Acabei inventando um amigo imaginário, e me divertia bastante com a minha invenção. Eu também inventei uma irmã gêmea, extremamente exibida e esnobe, que usava o cabelo de lado e mascava chiclete de boca aberta e achava isso lindo. Ela não durou muito.

Quando eu era criança, eu tive um monte de animaizinhos de estimação, mas quase sempre eles foram embora. Pato, pintinho, coelho, cachorro, hamster, porquinho da índia... um monte de gente passou pelas nossas casas. De todos, o único que ficou mais tempo foi o Kiru, que está há quase 15 anos com a gente. Nem todas as lembranças dos bichinhos que se foram são boas. Houve momentos tensos, que acho até que minha mente se recusa a lembrar direito.

Quando eu era criança, eu pedi um irmãozinho pra minha mãe. Aí ele veio, e eu disse pra ela que eu queria era uma irmãzinha. Até tentei fazer ele se afogar uma vez, chamando minha mãe na cozinha no meio do banho dele. Tadinho.

Quando eu era criança, eu e minha prima revezávamos dias pra usar roupas uma da outra. Um dia as duas usávamos roupa minha, no outro roupa dela. E sempre, se uma estava de vestido, a outra também. E eu adorava que me vissem linda, bem vestida e arrumada. Minha mãe diz que, com meus 3 anos, por aí, eu esperava todo mundo me ver, me elogiar, e depois pedia pra ela tirar meus enfeites.

Eu já gostava de ler, e meu personagem favorito da Turma da Mônica sempre foi o Cebolinha. Eu morria de rir com as historinhas do Louco e, uma vez, vi um desenho de uma menininha e disse que era eu na revistinha (como eu lembro disso?).

Quando eu era criança, eu gostava de inventar moda. Já curtia calças largas e macacão, usava boné pra trás e me sentia a adulta. E mesmo vestida mais largadinha, estava sempre de batom.

Quando eu era criança, eu brincava que era sereia, princesa, fada. No caminho de Passos pra BH, a gente sempre passava por uma loja de móveis que tinha o formato de um castelo, e eu queria muito entrar lá. Sempre quis entrar em um castelo... e sempre adorei magia e fantasia.

Tenho me lembrado de mais coisas da infância esses dias, e escrevo aqui pra honrar esse passado. A infância é um período da minha vida que eu guardo com muito carinho e amor. Ainda ouço músicas infantis e me transporto pra esse tempo de inocência e sem preocupações. E deixo minha criança interior brincar um pouquinho... porque afinal, todo mundo precisa de um pouco dessa criança, em qualquer fase da vida. Não o tempo todo, não para tudo. Mas brincar e rir, lembrar daquela inocência feliz, é muito gostoso! =)

sexta-feira, 30 de março de 2012

Aos Garotos da Minha Vida

Estou pensando nesse post há algum tempo. Tantos ciclos se encerrando... e eu comecei a pensar nos garotos, ou homens, que fizeram diferença pra mim. Pessoas que passaram pela minha vida e deixaram marcas, mudaram minhas formas de ver as coisas, de sentir, e tudo mais. Alguns foram especificamente importantes no meu processo como um todo.

Acho que meu processo pra entender o masculino começou em 2007. Foi quando comecei a curar certas revoltas que eu tinha a respeito dos homens. Comecei a sentir o que era gostar e ser correspondida. Dançar junto, brincar, rir. Foi forte, e depois que me ensinou o que precisava, acabou.

Depois, acabei desvalorizando o sentimento de uma pessoa. Um dia desses achei os textos que ele escrevia pra mim. E aí fui lembrando das outras coisas... o lírio, o girassol, o amarelo. Eu sinceramente não sei o que essa pessoa pensa a meu respeito hoje. É chato quando a gente percebe o quanto nosso comportamento foi sacana, né? Eu acho que sabia, sim, na época, mas era imatura ainda. Esse moço apareceu num momento em que eu não estava aberta para o que ele tinha pra mim. Coisas da vida, creio eu... Mas a forma com que lidei com isso na época, admito hoje, não foi a melhor, não. Esse processo nosso gerou algumas mágoas, eu acho... e hoje eu ainda tenho vontade de me desculpar. Não sei se cabe.

As próximas memórias marcantes vêm de uma foto em espiral. De uma mensagem sem palavras. Ou com? Talante. Coisa que marcou de uma forma... paradoxal. Como muitas coisas na vida! Memória que ficou. Que deu origem a uma promessa. Que me fez perceber o que me fazia bem e o que não fazia.

Achei que não cairia na armadilha novamente quando saí dos padrões e conheci um ser de outro mundo. Ou de dois mundos diferentes. Uma percepção completamente diferente de tudo que eu já tinha visto... a pessoa que me ensinou a ir atrás da minha própria felicidade. E ao me ensinar isso, também era hora de ir embora.

E caí em uma nova armadilha. Ou não! Não foi exatamente isso, foi sim uma escolha. Escolhi um padrão terrível do meu passado. Mas... quer saber? Foi por causa dele que enxerguei as feridas que estavam escondidas dentro de mim e precisavam de cura. Eu acabei cutucando um pouco aquilo, e doeu, mas foi assim que elas se mostraram para que eu pudesse encará-las de uma vez por todas.

E com essas feridas abertas, veio outra pessoa e as curou. E novamente, veio no momento necessário, e foi embora quando era a hora de ir. Quer dizer... dessa vez, eu que fui embora.

Nem sempre amei ou fui amada. Mas sempre aprendi alguma coisa.

E então vem o objetivo desse post: encerramento.

Acho que esse é o momento... fins para novos começos.

Hoje percebi que realmente é hora de mudar os ciclos, os padrões, e deixar o passado na memória. Momentos marcantes estarão sempre lá. Na minha caixinha de lembranças. Guardados no coração.

Eu tenho pensado que ter alguém sempre foi algo muito importante pra mim. Estar comigo mesma era um incômodo. Mas... por que isso, se eu sempre me bastei sozinha? Por que era tão chato pra mim não ter um namorado? Quantas vezes eu procurei o que eu queria em pessoas erradas? Projetei? E deixei passar aqueles que me fariam tão bem? Deixei... até perceber que o que eu queria era mesmo o que me faria bem. Coroando o processo.

Encerrando este ciclo, acabei lembrando de todos os que me fizeram pensar como penso agora. E deixo um agradecimento a estes garotos, ou homens, que me ensinaram um pouco sobre seu universo. Até mesmo os que me ensinaram o que não vale a pena.

E nessa nova fase, tenho percebido também como é bom estar comigo mesma. Tenho gostado mais disso, vendo certas coisas que não estariam acontecendo de outra forma. Tenho valorizado coisas de formas que não valorizava antes.

Então agora eu relembro lições. Relembro promessas, percebendo que é realmente melhor cumpri-las. Encerro padrões. Agradeço aos que fizeram parte disso, pois sem isso eu não pensaria como agora. E me despeço.

Abençoado seja você, cujas experiências o deixaram prontos para entrar em minha vida.
Abençoado seja você, que saiu da minha vida com novas experiências para estar pronto para o que veio depois.
Abençoado seja você, sem ligações comigo, para ser feliz da maneira que fôr melhor. Para que eu também seja feliz separada de você.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Mudanças...

Cinco meses atrás, eu estava completamente dividida. Não sabia se ia embora, se ficava. Tinha os caminhos abertos pra ir e pra ficar. Estava feliz lá e aqui, mesmo que sempre desse uma dorzinha de ir embora de lá.

E aí eu decidi o que fazer. E tenho a impressão de que as coisas começaram a se moldar a partir da minha decisão.

Tanta coisa mudou em tão pouco tempo. Ilusões se desfizeram, pessoas se afastaram, caminhos se fecharam. Sinto cada vez mais vontade de ir embora. Não tem muita coisa que me prende a Rio Grande, na verdade. Quase nada. E o peso disso às vezes fica bem grande.

O lance é que o peso do que me prende também é muito grande. Eu poderia ir embora agora, mas pensar nisso também dói.

Semana passada eu me mudei de casa, de novo. Tava sentindo uma necessidade de mudança. Ainda não é a graaande mudança, mas acho que eu precisava dela. Voltei pra kitnet do ano passado, pequenininha e com vizinhos barulhentos do lado. E mesmo querendo essa mudança, sabendo ser necessária, estava custando a aceitar.

E aí percebi que estava mesmo era relutando em aceitar ficar sozinha. A gente se acostuma com certas coisas... mas eu vi que tava errando nisso. E se eu resolvesse ir embora agora não ia resolver nada. Porque tem certas horas em que a gente tem que ficar sozinha mesmo, e cuidar da gente, e lembrar que ficamos bem sozinhos, também.

Eu ando me sentindo um pouco como Kore qdo ela chegou no Submundo. Um tanto perdida, sozinha, com um porto seguro e só ele. Com uma vontade absurda de voltar para o familiar, pro conforto da Terra.

Kore se tornou Rainha do Submundo e também Rainha de si mesma quando aprendeu a lidar com tudo isso. E eu achei que tinha conseguido lidar com a solidão e todo o resto. Que tinha passado a fase de tudo. Mas na verdade, tudo isso voltou... e eu, que achava que tinha ficado completamente familiar com o Submundo, percebi que estou como Kore de novo. Como uma criança meio perdida.

Eu fiz a minha escolha e agora, mais do que nunca, sei que não tem volta. Os caminhos se fecharam aqui e estão se abrindo lá. E eu escolhi ficar mais um pouco, apenas. O suficiente pra deixar tudo em ordem, reforçar as bases de certas coisas e não deixar pendências. E lidar com as coisas que sei que preciso lidar sozinha, mesmo que seja difícil. Também seria muito difícil ir embora agora.

Então é hora de deixar a criança Kore crescer e Perséfone voltar.

domingo, 14 de agosto de 2011

Para todo mal, a Cura

Ah, o Submundo. Um paradoxo.

Ele já faz parte de mim. Eu tenho um pedacinho do meu coração nesse lugar, o responsável pela escuridão na minha vida. O responsável pela minha dor e pela saudade, mas também pelo meu crescimento, pelo meu amadurecimento, pela cura das minhas feridas. A luz na minha vida.

Porque é só quando a gente mergulha fundo que percebe as coisas lá, lá dentro que achava que não existiam mais. Eu percebi, encontrei todas, e finalmente elas foram curadas. Tudo aqui, no Submundo.

Talvez em outro lugar eu não achasse tudo isso. Talvez, em outro lugar, eu não vivesse o que precisava pra me libertar dessas feridas, pra cicatrizá-las de uma vez por todas. Não existem coincidências, eu acredito muito nisso. Cada vez mais.

Estou novamente encerrando um ciclo. Encerrando uma fase muito, muito longa na minha vida. Como se algo te apertasse há tanto tempo que vc nem lembrava mais q incomodava, e quando aquilo sai, é um alívio, uma sensação de leveza. Às vezes parece até que vc perdeu uma parte de si, até dói. Dá medo. Mas é bom.

Não sei se tudo vai mudar com isso, mas definitivamente, muita coisa vai ser diferente. Na minha postura, na minha auto-estima, na minha forma de lidar com certas situações. Um nó, o maior deles, finalmente se desfez. Outros nós, menores, virão à tona, porque sempre tem uma ou outra coisa que a gente pode melhorar.

Mas com a Lua Cheia, veio uma promessa. E uma sensação de felicidade. Uma coisa que ainda não caiu a ficha direito, acho. Mas que bom que tá acontecendo. ^^

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Feridas Abertas

É como dizem: "Ignorance is bliss."

Ignorância é algo que não é possível no caminho que eu trilho. Não: as coisas vão se iluminando, iluminando, até que tudo seja mostrado. Nada fique escondido. E nessa brincadeira, um monte de coisinhas andaram sendo mostradas sobre mim mesma nos últimos tempos.

Esse último mês foi cheio de surpresas. Mas o curioso de tudo foi que eu não me surpreendi com os outros, e sim comigo mesma. Excessos, reações exacerbadas e certos arrependimentos.

Quando parei pra ver quantas coisas eu queria mudar nas minhas atitudes do último mês... well, são muitas, mas nada pode ser mudado.

O que eu parei pra refletir foi nos motivos pelos quais eu fiz algumas coisas. Algumas delas eu não tenho certeza ainda, mas outras... bom, percebi que muita coisa que eu achava que já tinha superado na vida não foi. Estavam só ali, bem no fundo, escondidas em cantinhos escuros, e finalmente foram iluminadas. Eram feridas, que agora se abriram.

E é claro que toda ferida aberta dói, principalmente quando vc achava que já tinha se curado. Mas algumas feridas precisam ser abertas pra que possam cicatrizar devidamente e realmente se curarem, não é verdade?

Pois é... eu ainda estou em busca da cura. Não tenho certeza do melhor remédio pra elas ainda. Mas sei que vai ser um processo demorado. Sei que as últimas coisas que aconteceram foram cruciais pra que eu percebesse essas feridas. E, nossa, como eu preciso dessa cura. Como eu quero essa cura.

E eu passei um tempo fugindo do que eu sabia que precisava, ou talvez eu precisasse do auge pra que eu finalmente fazer o que eu preciso: refletir. Parar de fugir dos meus pensamentos, parar de projetar coisas onde não devo. Ficar no meu cantinho, eu comigo mesma.

E eu reflito e percebo coisinhas sobre Rio Grande. Sobre coisas efêmeras. Sobre o pouco que vai ficar quando eu fôr embora. Sobre quem e o que realmente importa.

Ah, como tudo muda tão rápido...

domingo, 29 de maio de 2011

Respostas

Ah, eu adoro esse blog!!!

É tão divertido, sempre eu posto algo sobre o qual estou confusa, a resposta vem assim, rapidinho.

E lá estão os meus caminhos, agora claros.

Ontem mesmo tive a resposta que precisava pra saber por que caminho seguir. E o caminho é o do RESPEITO.

É isso ai.

E o mais legal é que eu estava me condenando pelas minhas escolhas, mas ei, foram as MINHAS escolhas, completamente conscientes. Fiz minhas escolhas, e bom, as outras pessoas também fazem suas escolhas.

E fazendo escolhas nós vamos traçando nosso rumo.

Confesso que, nos últimos tempos, fui percebendo em mim várias coisas que achava que já não existiam. Atitudes que eu tomava anos atrás, que pararam, e voltaram. E esse processo foi beeem chatinho. Mas foi libertador. Depois de tudo, percebi onde fica o meu controle.

Percebi que não se encontra chocolate em strogonoff, mas que vc pode aproveitar strogonoff. Sim, se vc sabe que ele não é um chocolate, ele fica até bem aproveitável. Até que o strogonoff caia no chão, derrame todo e aí vc pensa: estragou, agora chega de strogonoff.

Bom... o que acontece é q eu entrei no momento oposto ao do meu início de ano. Em janeiro, eu estava sozinha, cansada de ficar só em casa, de não ter nada pra fazer, procurando o que fazer, pessoas pra sair e tal. Agora, a impressão é de que eu não tô conseguindo parar. Quando quero, não posso porque tenho coisas pra fazer. Preciso de um tempo pra ficar eu e meus pensamentos, na minha casinha. Focar no interno de novo. Procurar entender direitinho tudo que anda se passando na minha mente. Pra, assim, parar de querer sair correndo.

Reencontrar meu equilíbrio. A força eu já reencontrei. Ufa!

sábado, 28 de maio de 2011

Racionalizando

Ah, a mente humana.

Ou: ah, a minha mente.

Ser racional demais às vezes incomoda. Uma coisa que sempre foi muito forte em mim foi a indecisão. Eu sempre penso em todas as coisas de todos os lados de uma situação, e vejo o bom e o ruim dos dois lados. Isso faz de mim uma pessoa muito justa (eu pelo menos acho que sou bastante justa), mas também me faz uma pessoa muito confusa.

Se vc pegar dois pedaços iguais de chocolate e me pedir pra escolher, eu vou ficar sem saber qual pegar. Se vc me oferecer duas canetas azuis, eu também não saberei qual delas usar. Um tanto quanto idiota, eu sei. Mas bom, assim são as coisas. E nisso eu me forço a escolher.

Mas eis que esse meu modo de racionalizar as coisas andou pegando coisinhas chatas ultimamente.

Primeiro, foi a decisão sobre ficar em Rio Grande ou voltar pra Brasília depois do mestrado. E eu pensei, e pensei, e pensei. E bom, muitos já sabem qual foi a minha decisão.

Mas bem, agora que essa questão foi resolvida, outras coisas estão tomando conta da minha mente.

Sabe quando vc descobre que existe algo em vc e não tem certeza do que fazer a respeito? Sei lá. Eu percebo vários caminhos que eu posso seguir a respeito disso. Vejo um caminho onde há muitas coisas agradáveis e pode terminar em um precipício. Vejo também um caminho cheio de pedrinhas e obstáculos, vento, chuva, mas que termina num lago brilhante e lindo.

Aí eu olho pra estrada que eu já segui. Vejo o precipício no qual eu quaaase caí, e como aquele caminho é semelhante a um dos que está agora aqui, na minha frente. E eu penso: poxa, já passei por isso, já sei o que dá, por que é que ainda quero passar por aqui? Será que toda a paisagem bonita compensa o precipício que pode haver no fim? Ou será melhor ir pelas pedras pra chegar até o lago?

De qualquer forma, há uma intersecção, um momento em que os dois caminhos se tornam um só. E, se isso vai acontecer, por que não ir pelo caminho agradável, tropeçando aqui e ali? Pedras e pedras até a intersecção, será melhor? Será q eu vou chegar lá na intersecção e pensar que deveria ter ido pelo outro caminho?

E aí acho que uma parte de mim tá num auto-sabotamento, arrumando motivos pra fazer o que quero e não o que devo. Ou quem sabe é hora de uma nova lição? Sei lá. Tô confusa. Lá no fundo, eu sei qual deve ser o melhor caminho. Mas quem sabe, tendo certeza da intersecção, eu saiba lidar melhor com o outro?

Sei lá. Espero saber logo.

sábado, 14 de maio de 2011

Mudanças...

Aqui estou eu, em plena sexta-feira 13, em casa. De vez em quando é bom ficar quietinha num canto, né? Sei lá, acho q precisei disso. Essa semana não foi tão agitada socialmente.

Confesso, senti falta. Hoje e terça fiquei em casa à noite pensando em como o Saloon devia estar super divertido. Senti falta da minha companhia fiel de Saloon, que andou quietinha como eu, também.

Bom, mas... foi uma boa semana. Coisas se clarearam na minha cabeça, máscaras caíram. Coisas que precisavam de atenção apareceram. Percebi uma coisa muito, muito importante e profunda que precisa de trabalho interno... feridas que precisam ser curadas.

Ao final disso tudo, percebi que essa é uma das grandes mudanças da minha vida. Marquei essa mudança interna com uma externa: troquei o piercing do nariz por uma argolinha e fiz uma tatuagem pras minhas Deusas queridas, Hethert e Nut! =)


Isso me deu um pique novo. Fiquei empolgadíssima com a nova tatuagem, apaixonada por ela. Aí, hoje chegou meu Kindle fofo e eu estou aqui, namorando ele também. =D

Nova fase. Estou muito, muito perto mesmo de decidir meu caminho (se é que já não decidi e tô só relutando em dizer em voz alta). Estou encarando coisas que eu não achava que eram problemas e descobri que o são, coisas internas. Estou aprendendo a diferenciar o efêmero do duradouro, o que vale e não vale a pena. O que vai ficar, mesmo quando todo o resto fôr embora.

Tudo está clareando pra mim. Claaaro que no momento em que isso acontece, é bem foda, mas por mais q seja foda agora, depois vai ficar muito melhor.

Não vejo a hora! =)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Perséfone

Não sei se todos sabem, mas Perséfone é a Deusa grega que foi raptada por Hades (nos mitos patriarcais) e se tornou Rainha do Submundo. Seu mito explica as Quatro Estações, sendo a Primavera e o Verão quando a Deusa está com sua mãe (Deméter) na Terra e o Outono e o Inverno quando ela está com Hades no Submundo (Mais na Wikipedia).




Perséfone é uma Deusa que vive entre os mundos. Ela tem o que ama sempre dividido entre dois lugares. Quando está na Terra, no conforto de sua mãe, ela está sem seu Amor, Hades; quando está no Submundo, ela está sem o conforto e o apoio de sua mãe.

Fácil perceber como me identifico com isso, não? Brasília, Belo Horizonte, Rio Grande. Lugares que eu aprendi a amar, lugares que me proporcionam coisas boas, todas diferentes em cada lugar.

Eu costumava pensar que Perséfone tinha dois lares, um na Terra e um no Submundo. Mas, com minha vivência toda, eu comecei a refletir sobre outros aspectos.

Kore chegou no Submundo sem conhecer nada, com medo de tudo, com tantas coisas novas. Mas ali Ela cresceu, amadureceu, se tornou Rainha de Si mesma e, depois, Rainha do Submundo. Ela construiu sua vida ali, com seu Amor. Juntos, eles tornaram o reino dos mortos um lugar melhor. Perséfone tornou o Submundo seu Lar.

"Here, in this dark uncanny world, I remember the sunny Earth as one might remember a dream. I long for it, as one longs for music, in a world of silence."

Mas a saudade de casa sempre vem. E de vez em quando aperta, a ponto de achar que a vida na Terra será muito melhor que a do Submundo. E ela sente vontade de voltar... voltar para o conforto de sua Mãe, para a proteção, para a tranquilidade.

"Yet once I am back on the Earth again, surrounded by the comforting and familiar, it is your absence that gnaws at me like a ravenous bird. Then the lack of you expands in me like a void, and the knowledge that you are here, that you love me, that you eagerly await me, is achingly precious."

Mas... como ficar para sempre longe do seu Lar? Como abandonar tudo aquilo que foi construído, e ainda está sendo construído? Como deixar o reino que ela aprendeu a Amar?

Afinal, foi naquele lugar que ela amadureceu. Se não fosse pelo Submundo, ela seria ainda Kore, a donzela inocente que não conhecia quase nada. E ela gosta do que se tornou sem a proteção de sua mãe. Ela gosta do desafio de estar longe de casa, mesmo que doa um pouquinho.

É... ser Perséfone nem sempre é fácil. Sempre dividida entre os mundos, entre o conforto e o crescimento, entre o familiar e o desafio, entre Deméter e Hades. Talvez fosse realmente mais fácil escolher apenas um e permanecer ali, mas ela sabe que isso não é possível. Sua natureza é a de transitar entre os dois mundos, e sentir a felicidade e a tristeza de estar com uma coisa que se ama de cada vez. Há uma certa magia em permanecer um pouquinho em cada lugar, em aprender a caminhar nas Sombras.

"Thus my joys are tainted with sadness in the spring when I leave you always to return. And my sadness is mingled with joy in the autumn when I return - always and ever to leave you."

“Aqui, nesse mundo escuro, eu me lembro da Terra ensolarada como alguém se lembra de um sonho. Anseio por isso, como alguém anseia por música em um mundo de silêncio. Ainda assim, quando estou de volta à Terra, circundada pelo confortável e familiar, é sua ausência que me consume como um pássaro esfomeado. Então, a falta de você se expande em mim como um vácuo, e o conhecimento de que você está aqui, de q vc me ama, que vc avidamente espera por mim, é dolorosamente precioso.

Então, minhas alegrias são manchadas com tristeza na primavera quando te deixo para sempre voltar. E minha tristeza é misturada com alegria no outono quanto eu volto – sempre e eternamente para deixá-lo.”

quinta-feira, 31 de março de 2011

Regeneração

Entãããoooo... o luto passou.

Curioso como são as coisas, né?
Estou desde janeiro falando sobre esperar, esperar. E realmente... foi em março que acabou a espera. Tudo que eu queria fazer eu tô fazendo, ocupando meu dia, e isso tá me fazendo muito bem! Claro, estou fazendo coisas que gosto.

É muito bom olhar pra trás e perceber como sua decisão foi a melhor pra vc, e é muuito bom olhar pro agora e dizer: ESTOU TÃO SATISFEITA!

Ahhh, essas últimas semanas foram muitíssimo importantes pra mim! Eu estou mesmo percebendo todas as coisas que eu quero manter na minha vida. Tô redescobrindo minhas paixões, percebendo que certos sonhos já não se aplicam mais e que outros estão surgindo... e com isso, começo a delinear meu futuro. Ainda não dá pra decidir direito, mas já sei muito mais o que eu quero, a linha que vou procurar.

E os últimos dias... ahhh, os últimos dias foram reveladores! Eu andei percebendo certas coisas da minha essência, de como Aileen Daw realmente tem tudo a ver comigo.

A síntese de tudo? Estou muito feliz! Tenho pendências, tenho coisas a resolver, fato! Estou ainda um pouco perdida e não vou resolver isso tãão em breve assim. Mas a tristeza passou, toda aquela impaciência dos dois últimos meses passou. Estou seguindo agora o que acredito ser o caminho certo pra mim. Pelo menos o caminho certo do momento!

Claro, sempre tentando entender os motivos pelos quais algo acontece na sua vida. Mas chegou a hora de "mudar de fase do jogo": tudo vai melhorar! =D

sábado, 12 de março de 2011

Sobre dor e aceitação II

Hm... tava pensando que o título do meu post passado nem teve tããão a ver assim com o que eu falei. Na verdade, eu comecei o post pensando em escrever uma coisa, e depois acabei fluindo pra outra e nem mudei o título.

Falei de dor, mas não falei de aceitação. Então, falemos da aceitação.

Sei lá, eu fico pensando em várias coisas quando vou observando relacionamentos, meus e das outras pessoas. Fico pensando em quantas coisas a gente deixa passar por causa do sentimento, pelo tanto que gostamos daquela pessoa.

O que eu mais me perguntei nos últimos tempos foi: eu estou feliz?
E eu não sabia responder. Estranho, não? Estar com a pessoa que vc ama e não saber se está feliz.
Até que eu percebi que eu não estava feliz. Bem, estar feliz é uma coisa óbvia, então, se não está óbvio, eis a resposta! Dã, hehehe.

Eu sempre fui a favor do seguinte: se uma coisa faz mais mal do que bem, então tá na hora de mudar. E foi assim que tomei minha decisão.

Bom, ok, isso necessita de muita força, pois abrir mão de algo ou alguém de que/quem você gosta muito é extremamente difícil. Sei lá, parece que estamos arrancando uma parte de nós... só de pensar na dor disso, parece que é muito pior do que a dor de permanecer em algo que não estã te fazendo bem, por mais q vc saiba que aquilo também doi. A gente sempre espera que uma hora vai parar de doer e vai tudo acontecer como queremos pra sermos felizes.

E é aí que entra a aceitação.

Chega uma hora que a gente aceita que aquilo que queremos pra sermos felizes não vai vir da pessoa de quem gostaríamos que viesse. Que as pessoas possuem limitações, e que se a gente já esperou tanto e não aconteceu o que gostaríamos, então deve ser que não vai acontecer, mesmo.

Chega uma hora que a gente aceita que uma situação ficou no passado, e por mais que vc queira, aquilo não vai voltar, pois vc mudou, a outra pessoa mudou, as circunstâncias mudaram.

E bem... o bom de aceitar tudo isso é que traz a sensação de libertação. Vai doer mais um pouquinho... mas é extremamente importante perceber quando é hora de mudar, né?

Ok, perceber é uma coisa, ter coragem e ter força é outra. Cada um tem sua hora.

Mas aceitar sofrimento é uma coisa que eu não faço na minha vida.

E quem sabe, aceitando as mudanças, não nos abrimos para coisas ainda melhores? =)

quinta-feira, 10 de março de 2011

Sobre dor e aceitação

Aqui estou eu, deitada na cama, numa tarde nublada, após uma chuva absuuuuuuurda, pensando em como eu queria que as coisas fossem diferentes.

Geralmente, eu prefiro esconder minha dor. Prefiro que as pessoas não vejam que eu não tô muito bem. Até porque, quase todas as vzs, eram crises passageiras.

Bom... não dessa vez.
Dessa vez tá doendo muito. E eu não quero esconder. Não quero que as pessoas achem que estou bem. Aliás, eu não estou disfarçando. Nem vou disfarçar. Não que eu saia falando por aí, mas se perguntarem, eu falo.

O chato de quando vc termina um namoro nem é exatamente o término. Principalmente se foi vc quem decidiu terminar. Se a escolha foi sua, quer dizer que vc percebeu que aquilo não estava te fazendo bem, que vc estava sofrendo e que seria melhor acabar. O chato são as pessoas que vêm falar com você: "ah, tudo vai melhorar", ou "você vai ficar bem", ou "existe alguém muito melhor, vc merece", essas coisas todas.

Cara, eu entendo que todo mundo tem a melhor intenção do mundo, mas sinceramente? EU SEI! Caramba, se eu tive forças o suficiente pra terminar uma relação mesmo gostando MUITO de alguém, é porque obviamente eu sei que é o melhor pra mim! E que sim, dói agora, mas depois não vai doer mais pq eu cortei o mal pela raiz! E me irrita muito mesmo essas pessoas com esses conselhos que eu nãããooo pediiiiiii!!!!!!!

Términos machucam. Doi muito quando vc percebe que a pessoa q vc ama não pode te dar aquilo que vc queria, q ela não é suficiente pra vc. Mas acontece, faz parte da vida. Eu aceitei isso, estou sentindo a dor agora, sentindo por inteiro, porque depois eu fico curada. Não estou revoltada, não desisti do amor (pelo contrário), não acho que vou ficar sozinha pra sempre. Só preciso chorar, porque nesse momento, foi triste aceitar isso.

Sério, quer ser um bom amigo nessas horas? Me faça rir, me dê seu ombro pra chorar, mas não precisa falar nada. Ou apenas concorde: "é, foi o melhor q vc fez mesmo". Sem conselhos, sem palavras de motivação. Não preciso disso, não quero isso. Só quero alguém pra me apoiar e estar do meu lado.

Obrigada aos que têm feito isso! =)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Esperar, esperar, esperar...

Hum... faz um tempinho que não venho falar sobre meus  pensamentos, né?
Janeiro foi  um mês muito... movimentado dentro da minha cabeça.

Eu decidi algumas coisas que eu quero que aconteçam, mas  parece que a  lição da vez é essa:  Esperar. Paciência. Coisa que eu nunca, NUNCA gostei. Ahh, como  eu odeio esperar! E é justamente essa  ansiedade que já me fez estragar certas situações, mas... poxa, quando eu decido alguma coisa, eu quero aquilo AGORA! Depois... não, depois não serve!

Aí  eu decidi que quero fazer  aula de canto e de dança na Belas Artes. Mas  só começa em março.
Aí  eu decidi que quero  fazer estágio no CRAM. Mas só começa em março.
Aí eu decidi que preciso resolver algumas coisas. Mas só vou poder começar a ver isso no final de fevereiro.
Aí eu fui e paguei meu RPD, feliz, mas até isso os Deuses resolveram que é pra eu esperar.
Ô, caramba, que saco.

Fora que tem certas coisas que a distância atrapalha  muito. Quanto mais longe, mais eu penso, mais  eu penso bobeira. Mais  eu começo a achar impecilhos pras coisas, mais eu  começo a achar que  vai dar tudo errado... e o pior é que não tem  jeito de  resolver longe. Que saco, viu.

Só sei que eu tô louca pra esse mês chegar ao fim. A  última semana de fevereiro já vai ser melhor, porque  pelo menos posso fazer as inscrições no Belas  Artes. Nem preço eu consegui saber, porque ninguém atende o telefone naquele lugar. Saco, viu!

Mas  pelo menos eu estou mais otimista. Passei   o mês de janeiro mais triste com todas as dúvidas, mas agora em fevereiro comecei a agir da maneira  que  posso.  Programando um pouquinho do que posso (outra coisa que  eu odeio  é  não conseguir programar as coisas),  um  mini  pouquinho que dá pra eu  resolver agora. E  vou mexendo  meus pauzinhos nas coisas que dá.

Engraçado né, eu não senti nada de especial na virada do ano, e fui sentir só perto de Imbolc. Definitivamente, meu ano gira com a Roda Wiccaniana.

Mas que  é chato quando você define  as coisas  que quer e não pode fazê-las   na hora, é. Mas fazer  o quê?

Só esperar.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Sobre sonhos

Sabe, eu ando pensando (ooh que  novidade =P).

Em 1999, eu descobri minha paixão por golfinhos. Isso virou meu sonho.
Em 2000, eu decidi que ia fazer veterinária e me especializar em algo marinho pra poder trabalhar com eles.
Em 2004, passei no vestibular  e fui morar em BH. Passei 5 anos e meio na faculdade, por vezes  me esquecendo do motivo inicial de tudo e pensando em outros caminhos.
Em 2008,  eu descobri o quanto eu  gosto de reprodução. E também o meu  gosto  enorme  por  resgate e reabilitação.
Em 2009, eu decidi unir  minhas paixões, golfinho e reprodução.
Em 2010, eu passei no mestrado e vim morar longe de muita gente importante pra mim por causa dessas  paixões. Acabei decidindo que ia ficar com a reprodução e deixar os golfinhos pra lá.

Em 2011...
Eu não sei  mais se trabalhar com golfinhos continua sendo meu sonho.
Eu não sei mais se trabalhar com resgate e reabilitação vai me dar esse prazer que eu tinha antigamente.
Eu não sei mais... não sei mais qual é a minha paixão. Não tenho certeza do que quero profissionalmente.

Hoje eu tava pensando na definição de sonho, esse sonho da vida, assim. Acho que é aquela coisa que a gente encontra  e,  por mais que seja difícil, que  você tenha que ralar pra funcionar, pra acontecer o que é necessário, você trabalha, trabalha,  fica cansado mas chega no fim do dia extremamente feliz e satisfeito.
Eu não sei mais o que é isso pra mim... e tá na hora de encontrar. Ou de reencontrar, vai que eu só esqueci e continua sendo a mesma coisa.

Eu achava que  poderia me acomodar a alguma coisa, sabe? Sei lá. Talvez esteja cedo pra dizer isso, já que eu  mal comecei meu caminho acadêmico. O mestrado está sendo bom pra eu perceber uma coisa: eu realmente NÃO quero mais matar animaizinhos. Não, eu quero lutar pela vida deles, e por isso eu quero trabalhar com reprodução de  animais silvestres. Mas, ok, será  que isso é suficiente? E se não fôr? E se o que me traz satisfação é realmente o resgate? Será que  eu vou estar sempre destinada a ficar longe de tantas pessoas queridas,  indo de lá pra cá, pra trazer essa satisfação? Será que isso é suficiente? Ou será que se eu escolher as pessoas queridas, eu vou ficar tão satisfeita quanto? Mais? Menos? Do que será que vale a pena abrir mão?

Não sei, mas tá na hora de descobrir.  Quero encontrar realmente  aquilo que me traz paixão em fazer, por mais trabalho que eu possa ter. Eu tenho uma noção do que seja, mas  preciso perceber a fundo o que me faz me sentir assim, feliz profissionalmente. Ou mesmo se a felicidade de estar perto das pessoas importantes me traz a felicidade que quero e eu posso seguir profissionalmente algo que me satisfaça de forma diferente.

Acho que estou trilhando caminhos diferentes pra saber em qual vou ficar.
Primeiro vou pra esquerda, vejo como ele é, como me sinto. Depois  pego o da direita, vejo como ele é e como me sinto. Depois volto para o meio e escolho uma direção pra permanecer.
Tenho a impressão de que as coisas estão seguindo essa  lógica, aí. Estou com muitas dúvidas, mas  só trilhando o caminho é que eu vou descobrir se ele vai ser bom.

Então eu percebi o que vai ser 2011. Para muitos por aí, vai ser o ano de realizações. Para mim, ele vai ser o ano de redescobertas. De decisões. De reencontrar minhas paixões. E para isso, preciso relembrar certas coisas.

É o que estou começando a fazer.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Humanos são um câncer?

Pois  é,  ontem o Dr.Pepper postou uma tirinha que deu o que falar, sobre aquela coisa toda que tá rolando no Rio.




E  eu achei essa tirinha  FENOMENAL. E aí eu fiz  o seguinte comentário no blog:

"Adorei!
Humanos são mesmo um câncer. 
Isso dai é controle populacional da Natureza."

Enfim, aí rolou uma super discussão em cima do meu comentário, e eu achei que  seria legal colocar aqui a minha  opinião sobre isso (até porque aumentou o número de visitas aqui do blog ontem) de forma mais bonitinha.

Acho que todo mundo já ouviu falar da hipótese Gaia, não é?

"A hipótese Gaia, também denominada como hipótese biogeoquímica,[1] é hipótese controversa em ecologia profunda que propõe que a biosfera e os componenetes físicos da Terra (atmosfera, criosfera, hidrosfera e litosfera) são intimamente integrados de modo a formar um complexo sistema interagenteque mantêm as condições climáticas e biogeoquímicas preferivelmente em homeostase. (...) A Terra é uma interação entre o vivo e o não-vivo. Precisamos perceber que fazemos parte de um organismo vivo que se auto-regula e interage com os outros seres." - Via  Wikipedia


Na minha visão pessoal, e sagrada (porque  eu vejo os Deuses em tudo isso - mas essa é outra conversa), maremotos, terremotos, super tempestades destruidoras servem como o  sistema imune da Terra.

Melhor que o câncer, vamos  dizer que nós, pessoas, somos bactérias.  Somos bactérias que, em equilíbrio no organismo, somos benéficas, mas que quando crescemos em proporções muito grandes, acabamos causando destruição. Bom, então, tempestades e ondas gigantescas, terremotos, coisas assim, são os "antibióticos" da Terra pra voltar a equilibrar as bactérias, porque assim  a gente consegue causar coisas benéficas pra ela também.

Sabe, me incomoda um pouco as pessoas verem só um lado da questão. Cara, ok, é triste, um monte de gente morreu, é foda, mas faz parte da vida, gente. Ordem e Caos gerando equilíbrio. E eu diria a mesma coisa se tivesse pessoas queridas minhas na tragédia. Sim, eu ficaria bem mais triste, mas eu compreendo os motivos das coisas. E as pessoas também têm que perceber que elas são MUITO responsáveis pelas tragédias. Por quê?? Porque constroem coisas em qualquer lugar, do jeito que der. Porque ninguém tá nem aí  pro meio ambiente, joga lixo nos bueiros e depois reclama de alagamento. Reclama que não tem saneamento básico, mas coloca no poder pessoas que não vão cuidar  disso decentemente. Isso pra  citar  poucos problemas.

Eu sou humana e, como humana, reconheço as falhas e os problemas da minha espécie. Mas isso não significa que eu não fico parada  ou mesmo que eu contribua  com  esses problemas,  pelo contrário, eu procuro fazer  algo de bom pra Natureza. Todo mundo tem direito de reclamar, mas pelo menos tenha a decência de fazer alguma  coisa útil pro seu mundo. Até porque, galera, se a  gente destrói a Natureza, quem acaba é a gente. O mundo fica aí e em milhões de anos tá novo, mas se a coisa continuar desse jeito, é a nossa espécie que vai acabar...

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Novas Resoluções

Pois é. 2010 tá acabando. Todo mundo que lê meu blog já percebeu que provavelmente essa não é a minha virada de ano mais importante, né?

E eu, sinceramente, não boto muita fé nessa coisa de "no ano que vem eu vou fazer tal coisa". Por que não hoje? Por que não amanhã? Por que SEMPRE as pessoas falam "no ano que vem"?

Eu, não. Aliás, cada dia mais eu  penso nisso. E ontem  eu tive uma conversa muito legal com uma pessoa muitíssimo especial que me fez pensar mais ainda em como a gente coloca bloqueios pras coisas  que a gente quer e inventa motivos pra tornar as coisas impossíveis. E bom, não é no ano que vem que  eu tenho que  mudar, é nesse momento.

Então, eu tenho novas resoluções, mas não é pra 2011, é  pra a partir de agora:

- Parar de remoer situações passadas. Elas já se foram e não dá pra consertar, só dá pra fazer melhor a partir de  hoje.
- Fortalecer minha segurança e auto-estima. Eu tenho uma boa auto-estima, me sinto muito bem com o que sou hoje, mas preciso trabalhar a minha insegurança e parar de pensar bobagens.
-  Parar de querer controlar todas as variáveis. Ou talvez seria parar de ficar mal quando não posso controlá-las, já que eu realmente não posso controlar tudo ao meu redor. Aceitar isso melhor.
- Buscar um novo sonho. Hum... não sei se é essa a palavra. Eu sempre soube o que queria fazer profissionalmente, mas agora tudo mudou. Preciso descobrir o que quero mesmo depois que terminar o mestrado.
- Perseverança, paciência. Aceitar que as coisas nem sempre acontecem de imediato e é exatamente o esforço que faz com que a coisa tenha valor. Não desistir na primeira tentativa.
- Investir em música. Quero cantar  em uma banda, praticar piano decentemente, quero que as pessoas me vejam cantar. Essa minha viagem me mostrou como eu gosto disso, apesar do nervosismo. O nervosismo passa.

Bom, essas são as coisas que andam na minha cabeça nos últimos tempos, coisas que eu sei que preciso e quero trabalhar.

E Feliz 2011 pra  todos!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Férias!!!

É até estranho falar isso: férias!! Mas não deixa de ser: nada de FURG por 20 dias!
Eu me organizei pras coisas continuarem em ordem enquanto eu estiver fora, e amanhã estou partindo pra Brasília, e de lá para uma viagem com meus pais que tem tudo pra ser fantástica! E depois, uma semana em BSB!

Confesso, estou ansiosa desde o começo da semana. Os últimos dias aqui foram... sei lá. Desafiadores? Não sei se é essa a palavra. Sei que passei um pouco mais de uma semana confrontando um monte de coisas. O que provocou isso foi externo a mim, mas tudo que eu senti provavelmente foi desencadeado por meus pensamentos. Confrontei as minhas inseguranças e medos de uma forma  que não foi muito legal, não.

Eu, que hoje em dia me considero  muito segura de mim mesma, estou encarando justamente aquela partezinha que ainda não foi tratada... e é claro que isso é foda. E nos momentos com os amigos isso até fica mais tranquilo, mas como eles não estão comigo o tempo todo, o tempo que eu fico sozinha às vezes fica povoado de pensamentos desnecessários e minhas reações a eles. Então, o que eu fiquei ansiando  toda a semana foi estar com minha família de novo, os papos diferentes do meu pai, o carinho da minha mãe e as palhaçadas do meu irmão. Ir pra um lugar diferente depois de 11 anos que não fazemos uma viagem bacana. Coisas diferentes.

É isso, algo diferente. Tenho sentido falta disso. Sabe quando os dias passam, e não  tava fazendo diferença nem que dia da semana era? Eu via pessoas festejando a chegada da sexta-feira, e pra mim não tinha nada especial,  porque minha sexta-feira aqui é como qualquer outro dia da semana ou do mês. Uma vez ou outra a gente arruma alguma coisa diferente e legal, como foi nosso amigo oculto de quarta-feira (rendeu muitas e muitas risadas, como eu precisava!), mas, fora isso, eu não tinha muita coisa diferente pra ansiar e ficar empolgada.

E essa viagem vai ser exatamente isso, algo  pelo que eu estava ansiando e finalmente tá chegaaaando! Dias pra curtir um ambiente diferente, pessoas diferentes, acordar tarde sem peso na consciência, pra  ficar renovada e com um novo pique pra quando eu voltar pra cá.

É, acho que essa vai ser uma boa viagem! =)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Sabotagem

Vocês têm vontade de sair da própria mente de vez em quando?
Eu tenho.

No último mês, eu tenho confrontado um monte de coisas sobre mim mesma. Alguns nós que precisam ser eliminados, algumas coisas que precisam mudar. No outro post eu tinha dito uma coisinha, né? Não, não. Muitas coisinhas precisam mudar em mim.

Eu tenho feito o possível pra encarar a situação da melhor forma possível. Eu tenho ido contra vários dos meus impulsos porque sei que é o melhor a fazer. Mas se uma coisa fica recorrente, começa a ser preocupante.

Na última semana, eu cheguei a pensar em fazer terapia, porque eu queria falar sobre isso. Eu não fui pra terapia, mas estou falando sobre isso. Só que não tá adiantando falar sobre isso. Eu continuo meio perdida. E eu sei que a minha mente me sabota MUITO. Eu tenho o costume de pensar o pior. Eu sempre quero ter o controle, mas eis que isso não é possível sempre. E eis que se apresenta pra mim uma situação da qual eu não tenho ABSOLUTAMENTE NENHUM CONTROLE. Eu não consigo prever, eu não sei o  que é melhor fazer, é extremamente difícil ficar só esperando. Mas estou sendo obrigada a fazer isso.

E hoje, eu surtei. Meu estado mental passou de preocupação, pra nervoso, pra irritação, pra medo, pra insegurança, pra raiva de mim mesma, de sexta-feira pra cá. Isso tudo porque a minha mente tem a capacidade absurda de prever um futuro e se desesperar em reação a esse futuro previsto. E enquanto eu ficar no escuro, provavelmente ainda terei alguns outros estados mentais a percorrer.

É, eu surtei hoje, mas estou procurando adquirir o controle, pelo menos do que eu posso, que sou eu mesma. Eu sei que a minha mente vai continuar tentando me sabotar, continuar tentando encontrar razões e sei lá mais o que pra essa situação sem meu controle. Mas eu vou continuar fazendo tudo o que preciso fazer até que chegue pra mim a resolução ou o entendimento desse troço todo. Eu sei que vai acabar me fazendo bem.

Mas, puta que pariu, é um saco!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Patience...

Shed a tear 'cause I'm missing you
I'm still alright to smile
Girl, I think about you every day now
Was a time when I wasn't sure
But you set my mind at easy
There is no doubt you're in my heart now

Said, woman, take it slow
And it'll work itself out fine
All we need is just a little patience
Said, sugar, make it slow
And we'll come together fine
All we need is just a little patience (Patience)

I sit here on the stairs
'Cause I'd rather be alone
If I can't have you right now I'll wait, dear
Sometimes I get so tense
But I can't speed up the time
But you know, love, there's one more thing to consider

Said, woman, take it slow
And things will be just fine
You and I'll just use a little patience
Said, sugar, take the time
'Cause the lights are shining bright
You and I've got what it takes to make it

We won't fake it
Oh, I'll never break it
'Cause I can't take it

Little patience, yeah
Need a little patience, yeah
Just a little patience, yeah
Some more patience, yeah

I've been walking the streets at night
Just trying to get it right (Need some patience, yeah)
It's hard to see with so many around
You know, I don't like being stuck in the crowd (Could use some patience, yeah)

And the streets don't change but, baby, the names
I ain't got time for the game (Gotta have some patience, yeah)
'Cause I need you, yeah
Yeah, but I need you (All it takes is patience, yeah)

Oh, I need you (Just a little patience)
Oh, I need you (Is all you need)
Oh, this time

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Movimento

Hum...

Sabe aqueles momentos em q vc acha que tá tudo ótimo, e aí acontece uma coisa e vc percebe q, dentro de vc, existe aquela coisinha q precisa de melhoria?

Pois é. Eu passei uns dias achando que tava excelente. Eu estava muito bem, mas era esquisito. Eu sentava pra meditar e ninguém tinha nada pra falar comigo nas meditações (ache-me louca o quanto quiser, eu falo com os Deuses e é isso). Eu pensava em escrever, e na verdade, nada demais vinha na minha mente. Perguntem-me como estão as coisas, e eu vou dizer que estão bem, e é isso, nada mais a dizer. Isso pode ser um bom sinal, mas também pode ser sinal de estagnação.

Pois é, eu tava meio estagnada. Sabe quando vc não tem muita vontade de fazer as coisas? Eu tava indo pra FURG, fazendo as coisas do experimento, vindo pra casa e... mais nada de útil. Vendo House, basicamente, por horas. Pensando nas coisas que eu tenho pra pesquisar, pra anotar, pra ler, e nada me dava vontade. Até o piano tava me dando preguiça nos últimos dias (eu não escrevi que trouxe o piano pra cá, né? Pois é!). É, estagnada. E... bom, obviamente, isso não é bom.

Hoje, eu resolvi mudar as coisas. Deixar a preguiça de lado, largar a estagnação. Não foi a coisinha que precisa de melhoria que causou essa minha vontade de finalmente voltar a movimentar a vida, mas ela tem que fazer parte desse processo. Hoje, eu voltei a organizar um monte de coisas. Virginiana como sou, pra começar a me mexer preciso ordenar e organizar como vou fazer tudo, né? Pois é. Imprimi calendários pra anotar, finalmente bolei uma estrutura que tava precisando, voltei a praticar exercícios de piano e não só a música que eu tô tirando... MOVIMENTO.

Ah é, e imprimi um monte de artigos pra ler, também. Preciso voltar a ler coisas sobre as coisas tóxicas que tô dando pros meus ratinhos fofos (outro assunto que às vezes me deixa sensível e eu não ando querendo falar muito).

Bom, é isso. Quanto à coisa interna q precisa de melhoria... eu sei uma parte do que preciso fazer, mas não sei tudo. A Deusa não tava falando muito comigo... e se eu sei como Aset faz, ela provavelmente vai continuar só me olhando, porque eu provavelmente sei a resposta, e um belo dia ela vai aparecer pintada de laranja fluorescente e eu vou pensar: "mas que óbvio"... e é isso. Preciso trabalhar uma coisa comigo mesma, que vai demandar, bem, esforço, como toda mudança.

Mas chega de me manter estagnada, né? É isso.

Movimento.