sábado, 28 de maio de 2011

Racionalizando

Ah, a mente humana.

Ou: ah, a minha mente.

Ser racional demais às vezes incomoda. Uma coisa que sempre foi muito forte em mim foi a indecisão. Eu sempre penso em todas as coisas de todos os lados de uma situação, e vejo o bom e o ruim dos dois lados. Isso faz de mim uma pessoa muito justa (eu pelo menos acho que sou bastante justa), mas também me faz uma pessoa muito confusa.

Se vc pegar dois pedaços iguais de chocolate e me pedir pra escolher, eu vou ficar sem saber qual pegar. Se vc me oferecer duas canetas azuis, eu também não saberei qual delas usar. Um tanto quanto idiota, eu sei. Mas bom, assim são as coisas. E nisso eu me forço a escolher.

Mas eis que esse meu modo de racionalizar as coisas andou pegando coisinhas chatas ultimamente.

Primeiro, foi a decisão sobre ficar em Rio Grande ou voltar pra Brasília depois do mestrado. E eu pensei, e pensei, e pensei. E bom, muitos já sabem qual foi a minha decisão.

Mas bem, agora que essa questão foi resolvida, outras coisas estão tomando conta da minha mente.

Sabe quando vc descobre que existe algo em vc e não tem certeza do que fazer a respeito? Sei lá. Eu percebo vários caminhos que eu posso seguir a respeito disso. Vejo um caminho onde há muitas coisas agradáveis e pode terminar em um precipício. Vejo também um caminho cheio de pedrinhas e obstáculos, vento, chuva, mas que termina num lago brilhante e lindo.

Aí eu olho pra estrada que eu já segui. Vejo o precipício no qual eu quaaase caí, e como aquele caminho é semelhante a um dos que está agora aqui, na minha frente. E eu penso: poxa, já passei por isso, já sei o que dá, por que é que ainda quero passar por aqui? Será que toda a paisagem bonita compensa o precipício que pode haver no fim? Ou será melhor ir pelas pedras pra chegar até o lago?

De qualquer forma, há uma intersecção, um momento em que os dois caminhos se tornam um só. E, se isso vai acontecer, por que não ir pelo caminho agradável, tropeçando aqui e ali? Pedras e pedras até a intersecção, será melhor? Será q eu vou chegar lá na intersecção e pensar que deveria ter ido pelo outro caminho?

E aí acho que uma parte de mim tá num auto-sabotamento, arrumando motivos pra fazer o que quero e não o que devo. Ou quem sabe é hora de uma nova lição? Sei lá. Tô confusa. Lá no fundo, eu sei qual deve ser o melhor caminho. Mas quem sabe, tendo certeza da intersecção, eu saiba lidar melhor com o outro?

Sei lá. Espero saber logo.

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