sexta-feira, 22 de abril de 2011

Perséfone

Não sei se todos sabem, mas Perséfone é a Deusa grega que foi raptada por Hades (nos mitos patriarcais) e se tornou Rainha do Submundo. Seu mito explica as Quatro Estações, sendo a Primavera e o Verão quando a Deusa está com sua mãe (Deméter) na Terra e o Outono e o Inverno quando ela está com Hades no Submundo (Mais na Wikipedia).




Perséfone é uma Deusa que vive entre os mundos. Ela tem o que ama sempre dividido entre dois lugares. Quando está na Terra, no conforto de sua mãe, ela está sem seu Amor, Hades; quando está no Submundo, ela está sem o conforto e o apoio de sua mãe.

Fácil perceber como me identifico com isso, não? Brasília, Belo Horizonte, Rio Grande. Lugares que eu aprendi a amar, lugares que me proporcionam coisas boas, todas diferentes em cada lugar.

Eu costumava pensar que Perséfone tinha dois lares, um na Terra e um no Submundo. Mas, com minha vivência toda, eu comecei a refletir sobre outros aspectos.

Kore chegou no Submundo sem conhecer nada, com medo de tudo, com tantas coisas novas. Mas ali Ela cresceu, amadureceu, se tornou Rainha de Si mesma e, depois, Rainha do Submundo. Ela construiu sua vida ali, com seu Amor. Juntos, eles tornaram o reino dos mortos um lugar melhor. Perséfone tornou o Submundo seu Lar.

"Here, in this dark uncanny world, I remember the sunny Earth as one might remember a dream. I long for it, as one longs for music, in a world of silence."

Mas a saudade de casa sempre vem. E de vez em quando aperta, a ponto de achar que a vida na Terra será muito melhor que a do Submundo. E ela sente vontade de voltar... voltar para o conforto de sua Mãe, para a proteção, para a tranquilidade.

"Yet once I am back on the Earth again, surrounded by the comforting and familiar, it is your absence that gnaws at me like a ravenous bird. Then the lack of you expands in me like a void, and the knowledge that you are here, that you love me, that you eagerly await me, is achingly precious."

Mas... como ficar para sempre longe do seu Lar? Como abandonar tudo aquilo que foi construído, e ainda está sendo construído? Como deixar o reino que ela aprendeu a Amar?

Afinal, foi naquele lugar que ela amadureceu. Se não fosse pelo Submundo, ela seria ainda Kore, a donzela inocente que não conhecia quase nada. E ela gosta do que se tornou sem a proteção de sua mãe. Ela gosta do desafio de estar longe de casa, mesmo que doa um pouquinho.

É... ser Perséfone nem sempre é fácil. Sempre dividida entre os mundos, entre o conforto e o crescimento, entre o familiar e o desafio, entre Deméter e Hades. Talvez fosse realmente mais fácil escolher apenas um e permanecer ali, mas ela sabe que isso não é possível. Sua natureza é a de transitar entre os dois mundos, e sentir a felicidade e a tristeza de estar com uma coisa que se ama de cada vez. Há uma certa magia em permanecer um pouquinho em cada lugar, em aprender a caminhar nas Sombras.

"Thus my joys are tainted with sadness in the spring when I leave you always to return. And my sadness is mingled with joy in the autumn when I return - always and ever to leave you."

“Aqui, nesse mundo escuro, eu me lembro da Terra ensolarada como alguém se lembra de um sonho. Anseio por isso, como alguém anseia por música em um mundo de silêncio. Ainda assim, quando estou de volta à Terra, circundada pelo confortável e familiar, é sua ausência que me consume como um pássaro esfomeado. Então, a falta de você se expande em mim como um vácuo, e o conhecimento de que você está aqui, de q vc me ama, que vc avidamente espera por mim, é dolorosamente precioso.

Então, minhas alegrias são manchadas com tristeza na primavera quando te deixo para sempre voltar. E minha tristeza é misturada com alegria no outono quanto eu volto – sempre e eternamente para deixá-lo.”

sábado, 16 de abril de 2011

O Poder do Amor

Eu sei, eu sei, parece nome de novela ou coisa do tipo. Ou talvez o título de algum post religioso. Mas não. São maaaais reflexões minhas a respeito do Amor.

Já deu pra perceber que eu penso muito nesse assunto, né? Que cada vez penso sobre um aspecto que o Amor engloba. Dessa vez eu ando pensando nisso: no Poder.

Não penso no poder de "ahhh o Amor é lindo e tudo é perfeito". Não. Pensando no poder com o sentido amplo da palavra. Daquele tipo de poder que, quando as pessoas têm demais, acaba corrompendo, sabe? É desse poder que eu tô falando.

Cara, sério, o Amor tem um poder absurdo de fazer tudo ser lindo e maravilhoso, mas também tem um poder de destruição muito, muito grande, né?

Uma pessoa que ama é capaz de fazer chantagens por amor, pra prender alguém. É capaz de seguir, de matar, de SE matar. Uma pessoa que ama é capaz de aceitar chantagens, também. Podem ser coisas absurdas, ou mesmo coisas bobinhas.

Mas o que eu me peguei pensando hoje pode acontecer com mais frequência. Eu estava pensando em mim mesma, nessa coisa toda de término e tudo. Nas minhas últimas reflexões, tinha percebido que a melhor coisa que fiz foi terminar. Que eu me sentia sozinha quando estava namorando, que agora estou fazendo muitas e muitas coisas agradáveis, cantando, saindo, socializando. Conheci um monte de gente legal. Estou feliz, estou me divertido como há muito tempo não fazia. Provavelmente, nada disso estaria acontecendo se eu ainda estivesse namorando aquela pessoa. Se eu estivesse, provavelmente, eu iria escolher trocar todas essas coisas pela companhia do namorado, que, tenho certeza, seria o de sempre. Provavelmente, eu estaria sofrendo com um monte de coisas que me incomodavam, pois elas ainda estariam presentes.

Tá, isso não acontece mais. E bom, o que tudo isso de poder tem a ver com isso? A minha conclusão: talvez, se uma coisinha ou outra mudasse, se algo fizesse o relacionamento ser um pouco melhor, talvez eu voltasse.

E eu parei pra pensar em quantos relacionamentos continuam por causa disso. Às vezes, já tá tudo tão desgastado, as duas pessoas estão infelizes, mas continuam no relacionamento por Amor. Porque se amam, mesmo que nada daquilo faça bem pra elas. Mesmo que sintam falta de muitas coisas que não terão com aquela pessoa. O poder de destruição do Amor: pessoas escolhem ficar tristes pra ficar com quem amam. Talvez nem sabiam mais o que amam, mas amam.

Pra falar a verdade, eu entendo isso um pouco, sim. Como eu disse, eu até cogitei um pouquinho de nada algo assim. Mas bom... é aí que eu volto ao Amor Próprio. Eu amo aquela pessoa, mas eu me amo mais. E porque eu me amo mais, eu não vou escolher algo que eu sei que me fará mal. Eu vou ser forte e resistir, porque eu sei que essa pessoa não pode me dar o que eu quero, e preciso desligar pra poder encontrar alguém q me dê o que eu quero

Mas o Amor é uma força muito, muito poderosa. De vez em quando a gente faz coisas que nem se dá conta. Sofre, briga, implora, chora, bate, sei lá. Tenho visto de tudo um pouco. Tantas e tantas faces.

É... o Amor é uma força divina, mesmo. E como toda força divina, tem Luz e tem Trevas. E ali no meio tem o equilíbrio.. e a maioria das vezes quem faz o equilíbrio é a força de vontade e o Amor Próprio. Esse é o mais importante de todos. =)

domingo, 10 de abril de 2011

Don Juan

By seeing beyond what is visible to the eye. Now there are those, of course, who do not share my perceptions, it's true. When I say that all my woman are dazzling beauties, they object. The nose of this one is too large; the-the hips of another, they are too wide; perhaps the breasts of a third, they are too small. But I see these women for how they truly are... glorious, radiant, spectacular, and perfect, because, I am not limited by my eyesight. Women react to me the way that they do, Don Octavio, because they sense that I search out the beauty that dwells within until it overwhelms everything else. And then they cannot avoid their desire, to release that beauty and envelope me in it. So, to answer your question, I see as clear as day that this great edifice in which we find ourselves is your villa. It is your home. And as for you, Don Octavio DeFlores, you are a great lover like myself, even though you may have lost your way and your accent. Shall I continue?

Don Juan de Marco. Quem viu esse filme sabe do que eu tô falando. O maior amante do mundo.



O Don Juan é o cara que vai te fazer se sentir linda de qualquer forma, que sabe exatamente onde e como te tocar. É o cara que vai saber o que dizer e a hora certa de dizer. Ele é o cara que não presta, o canalha experiente.

Eu ia escrever um texto sobre isso, mas vou deixar sucinto:

Toda mulher precisa de um Don Juan. Uma vez ou outra na vida. E só uma vez ou outra na vida.