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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Êxtase Mortal - Para Beltane

Leia ouvindo:



(...)
Duas horas mais tarde, dirigindo-se para casa através das ruas escuras iluminadas apenas com o brilho dos letreiros, Eve acelerou seu carro além dos limites permitido por lei. A necessidade era uma lembrança constante latejando entre suas coxas, um desejo desesperado que precisava ser satisfeito.

- Você está quebrando a lei, tenente.-Roarke disse suavemente.

Era como uma rocha outra vez, se sentia como um adolescente que fazia uso de hormônios.

A mulher que se orgulhava de nunca abusar de seu emblema murmurou:

- Dobrando-a. - Roarke se inclinou e acariciou seus seios.

- Dobre mais.

- Oh Jesus.- Já podia imaginá-lo dentro dela, assim afundou o pé no acelerador e disparou pelas ruas como uma bala. O motorista de um carro aéreo ergueu seu dedo médio para Eve, quando ela fez uma curva brusca e se dirigiu para o leste. Com uma maldição, Eve ligou a sirene, instalando sobre o carro o globo vermelho e azul, fazendo-o piscar.

- Não posso acreditar que estou fazendo isto. Eu nunca fiz isso.

Roarke deslizou uma mão entre suas coxas.

- Sabe o que vou fazer com você?

Ela deu um risada rouca, engolindo em seco.

- Não me diga, PELO AMOR DE DEUS. Vou acabar nos matando!

As mãos coladas ao volante tremiam, seu corpo vibrava como uma corda tensa. Sua respiração estava entrecortada. As nuvens que ocultavam a lua deslizaram-se para deixar passar seu brilho.

- Use o controle para abrir os portões -ela arfou.-Use o controle. Eu não vou reduzir.

Ele codificou-o rapidamente. Aberto rapidamente os majestosos portões de ferro, ela passou a centímetros de ambos.

- Excelente trabalho. Pare o carro.

- Só um minuto, só um minuto.- Ela conduziu rapidamente pelo caminho da entrada, voando sobre as frondosas árvores e as fontes musicais.

- Pare o carro,- exigiu outra vez e pressionou a mão entre suas pernas.

Veio imediatamente, violentamente, mal conseguiu se manter na direção e quase colidindo com um carvalho. Arquejante, freou o veículo deslizando e parando-o inclinado sobre o chão.

Voou sobre ele.

Rasgaram suas roupas, lutando para se encontrar no interior estreito do carro. Mordeu seu ombro, arrancado suas calças. Ele amaldiçoava e ela ria, quando se arrastaram para fora do carro. Caíram na grama num redemoinho de membros e roupas retorcidas.

-Depressa. Depressa.- Era tudo que podia pedir pela tensão incontrolável.

Sua boca estava sobre seus seios através da camisa rasgada, os friccionava com seus dentes. Ela puxou suas calças, cravando os dedos em suas coxas. Sua respiração era rápida e áspera. A necessidade crua que o aprisionava era tão urgente quanto à dela. Podia sentir seu sangue rugindo, uma onda gigantesca, através de suas veias. Suas mãos a machucaram quando empurrou suas pernas para trás, e se dirigiram ao interior profundo.

Ela gritou. Um selvagem e primitivo som do prazer. Suas unhas raspando-lhe as costas, seus dentes fincados em seu ombro. Poderia senti-lo pulsar dentro dela, preenchendo-a com o cada impulso desesperado. A ascensão do orgasmo era dolorosa e não mitigava a necessidade monstruosa. Estava molhada, quente, seus músculos que se contraiam, bem como seus dentes, com cada estocada em seus quadris.

Ele não podia parar, não podia pensar, mergulhava repetidas vezes como um garanhão que cobre uma égua no cio. Não podia vê-la através da névoa vermelha que toldava sua visão, apenas a sentia, o acompanhando, pressionando seus quadris. Sua voz soava em seus ouvidos, toda gemidos, sussurros e arquejos.

Cada som que partia dela penetrava em sua mente como um canto primitivo.

Chegou sem aviso, além de seu controle. Seu corpo explodiu, simplesmente como um motor que chega a sua potência máxima, e descarregou. A onda quente da libertação o inundou, engolido-o, afogado-o. Era a primeira vez que não sabia se ela o acompanhara até o final. Desmoronou, rolando fraco para o lado, tentando encontrar ar para seus pulmões. Estavam ao luar, estendidos na grama, suados, meio despidos e trêmulos, como sobreviventes solitários de uma guerra particular. Com um gemido, ela rolou sobre seu estômago e deixou que a grama úmida refrescasse sua face ardente.

- Cristo, o que foi aquilo?

- Sob outras circunstâncias, eu chamaria de sexo. Mas... -Tentou abrir seus olhos. -Eu não tenho palavras para definir...

- Eu mordi você?

Ele começou a sentir dores à medida que corpo se recuperava. Virou sua cabeça, olhou de relance para seu ombro e viu a marca de dentes.

- Alguém o fez. Imagino que provavelmente você.

Observou uma estrela cadente, atravessando o céu em direção a terra. Tinha sido assim, ele pensou, como mergulhar cegamente no esquecimento.

- Você está bem?

- Não sei. Tenho que pensar sobre isso.

Sua cabeça ainda girava.

- Nós estamos no gramado,- disse lentamente. - Nossa roupa está rasgada. E tenho quase certeza que a marca de seus dedos está em meu traseiro.

- Eu fiz o meu melhor,- ele murmurou.

Eve sorriu primeiramente, em seguida soltou uma risada, e por fim gargalhava.

- Jesus, Roarke, Jesus Cristo, olhe para nós.

- Em um minuto. Acho que ainda estou parcialmente cego.- Mas estava sorrindo quando se virou. Ela ainda gargalhava. Seu cabelo tinha mechas arrepiadas em vários ângulos estranhos, seus olhos vidrados, havia manchas de grama e impressões de dedos em seu traseiro. – Você não parece uma policial, tenente.

Ela rolou para se sentar e o observou com a cabeça inclinada para o lado.

- Você tão pouco parece um menino rico, Roarke. – Rancou uma manga solta de seu braço, era a única coisa que restara da sua camisa. – Mas é uma visão interessante. Como é que vai explicar isso a Summerset?

- Vou dizer, simplesmente, que minha esposa é um animal.

Ela bufou.

- Ele já tinha chegado a esta conclusão sozinho.

Suspirando, olhou para a casa. As luzes brilhavam no andar térreo dando-lhes boas-vindas.

- Como iremos entrar?

- Bem...- Encontrou o que era os restos da camisa de Eve, amarrou-a em torno de seus seios, e começou a rir sem controle. Começaram a vestir as roupas arruinadas- Eu não posso carregá-la até o carro.Estava esperando que você me carregasse.

- Primeiro temos que nos levantar.

- Certo.

Nenhuns deles se moveu. As gargalhadas começaram outra vez, continuou enquanto se agarravam como bêbados em busca de apoio e se levantavam.

- Deixe o carro ai- ele decidiu.

- Uh-huh.

Começaram a andar com passos vacilantes.

- Roupa? Sapatos?

- Deixe-os também.

- Boa idéia.

Rindo como crianças que desobedeciam ao toque de recolher, tropeçaram escadas acima, silenciosos enquanto atravessavam a porta.

- Roarke!- seguiram-se murmúrios de surpresa e passos apressados.

- Eu sabia,- Eve murmurou aborrecida. – Eu disse.

Summerset apressou-se em sair das sombras, seu rosto normalmente plácido estava coberto de choque e preocupação. Observou suas roupas esfarrapadas, pele ferida e olhos selvagens.

- Foi um acidente?

Roarke empertigou-se, mantendo seu braço em torno dos ombros do Eve tanto para sustentá-la quanto para buscar apoio.

- Não. Foi proposital. Vá dormir, Summerset.

J.D. Robb - Êxtase Mortal

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Definições

Olha que legal:  algumas horas depois de escrever o último post, fui continuar lendo  o livro O Monge e O Executivo, de James C.  Hunter, e lá tinha isso aqui:

- Uma  vontade - Simeão explicou - é simplesmente um anseio que não considera as consequências físicas ou psicológicas daquilo que se deseja. Uma necessidade, por outro lado, é uma  legítima exigência física ou psicológica para o bem estar do ser humano.

(...)

Hierarquia das necessidades humanas, de Maslow



É claro que eu  acho que não se resume a isso, e cada um tem  necessidades particulares, mas é um  ótimo local pra começar, né?

Adoro sincronicidades!
=)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Recomeçando

Pois é... estou de volta ao Rio Grande do Sul. Confesso que fiquei meio deprê no dia que voltei (domingo), mas felizmente sou uma pessoa de fácil e rápida adaptação a locais. E a minha semana teve coisas... bem, coisas:

- Caiu suco de maracujá no teclado do meu notebook, pq a retardada aqui por um lapso esqueceu de colocar o copo mais longe - tive q comprar um teclado USB;
- Quebrei dois copos de vidro quando fui lavá-los;
- Apanhei um pouco do chuveiro, mas houve dias em que eu consegui tomar banho com a água bem quente! Ê!
- Assisti à segunda temporada de Dexter (MUITO BOM!!!);
- Li - e ainda estou lendo - Homens São de Marte, Mulheres São de Vênus (um livro que todo mundo devia ler, é muito legal pra sacar um mooonte de coisas);
- Comecei a ler O Guia do Mochileiro das Galáxias;
- Comprei um cobertor novo pra parar de sentir frio à noite (cobredon sozinho não foi suficiente);
- Comecei a cuidar dos meus ratinhos fofos que serão as matrizes do meu experimento.

E, pra terminar a semana, eu fiz uma super faxina aqui em casa, com direito a arrumação de gavetas e armários. Essa semana toda eu tive a sensação de recomeço. Desde BH eu tava pensando nisso. Amanhã é o início do ano Kemético (a.k.a. do Antigo Egito), junto com uma nova Roda de iniciada na Wicca, e com isso tudo eu pretendo fazer alguns ajustes em mim mesma. Passei a semana organizando umas coisas, mas hoje termino isso, pra começar o ano bem bacana (tá, podem me achar louca, eu comemoro ano novo tipo 3 vzs por ano =P).

Percebi que, depois que parei de me sentir sozinha demais aqui, acabei deixando de lado algumas coisas importantes. E agora vou voltar a focar nelas, tô com muitas coisas legais pra fazer, o experimento começando, novas matérias, enfim, muitas coisas. Cuidar melhor de mim. Novo pique!!

Então... Feliz Ano Novo!! =D

terça-feira, 13 de abril de 2010

Spicing it up - em clima de Beltane....




Nudez Mortal - J.D. Robb

Ele não se importou com a raiva nos olhos dela, ou a acusação. Ele preferia aquilo ao olhar de preocupação que outra mulher teria mostrado. 

-  Não,  porque  eu  o  estou  vigiando,  enquanto  ele  vigia  você.  Resolvi  que  ia  ser muito mais satisfatório aprender sobre você através da própria fonte, com o tempo, do que  lendo  relatórios.  -  Ele  se aproximou,  passando  os dedos  pelos  cabelos  picados dela.  Respeito  a  privacidade  das  pessoas  com  quem  me  importo.  E  eu  me  importo muito com você, Eve. Não sei por quê, exatamente, mas você faz brotar alguma coisa em mim. 

Quando ela começou a recuar, ele apertou mais os dedos, e completou: 

- Estou cansado de todas as vezes que temos um momento a sós você colocar um assassinato no meio. 

- Existe um assassinato entre nós. 

- Não. No máximo, ele foi apenas o que nos trouxe até aqui. É esse o problema? Você não  consegue  se  livrar  da  Tenente  Dallas  por tempo  suficiente  para  se deixar sentir? 

- É quem eu sou. 

-  Então,  é  quem  eu  quero.  -  Seus  olhos  tinham  escurecido  ainda  mais  com  o desejo  impaciente.  A  frustração  que  sentia  era  consigo  mesmo,  por  ser  tão inacreditavelmente levado a um ponto em que poderia, a qualquer momento, implorar. 

- A Tenente Dallas não teria medo de mim, mesmo que Eve tivesse. 

O café a tinha ligado. Era aquilo que estava deixando seus nervos tão tensos. 

- Não tenho medo de você, Roarke. 

- Não tem? - Ele chegou mais perto, enfiando as mãos por baixo da lapela de sua blusa. - O que acha que vai acontecer se você passar por cima da linha? 

- Muita coisa - murmurou. - Mas não o suficiente. Sexo não é o ponto alto da minha lista de prioridades. É uma distração. 

- Certamente que é! - A raiva em seus olhos se acendeu e se transformou em um sorriso. - Quando bem executado. Já não está na hora de você me deixar mostrar isso a você? 

Ela  apertou  os  braços  dele,  sem  ter  certeza  se  queria  chegar  mais  perto  ou  se afastar. 


- Isso é um erro. 

- Então temos que fazer com que valha a pena - ele balbuciou antes que sua boca capturasse a dela. 

Eve se colou nele. 

Os  braços  dela  envolveram-no,  com  os  dedos  se  perdendo  em  seus  cabelos.  O corpo  dela  batia  de  encontro  ao  dele,  vibrando,  enquanto  o  beijo  foi  ficando  mais intenso,  e  a  seguir  quase  brutal.  Ele  tinha  uma  boca  quente,  beirando  o  cruel.  O choque daquele calor enviou chamas internas de reação direto ao centro dela. 

Ao  mesmo  tempo,  as  mãos  rápidas  e  impacientes  dele  já  estavam  puxando  sua blusa  para  fora  dos  jeans,  apalpando  sua  pele.  Em  resposta,  ela  se  arrastava  em direção a ele, desesperada para passar pela seda e alcançar-lhe a carne. 

Ele teve uma visão de si mesmo empurrando-a lentamente para o chão, e dando fortes estocadas dentro dela até que seus gritos ecoassem pela sala como disparos, e ele se aliviasse, jorrando como sangue. Seria rápido e feroz. E tudo acabaria. 

Com a respiração causando-lhe tremores internos dentro do pulmão, ele recuou de repente. O rosto dela estava afogueado, sua boca já intumescida. Ele rasgara a blusa dela na altura do ombro. 

Uma sala cheia de violência, com o cheiro de pólvora ainda impregnando o ar, e várias armas ao alcance da mão. 

- Aqui, não. - Ele a carregou, quase à força, até o elevador. No instante em que a porta se abriu, ele já havia arrancado fora a manga rasgada. Atirou-a contra a parede do fundo enquanto as portas se fechavam, e ficou tateando o seu coldre. - Tire essa droga. Tire logo isso. 

Ela  alcançou  o  fecho  e  deixou  o  coldre  ficar  pendurado  em  uma  mão,  enquanto lutava para abrir os botões da roupa dele com a outra. 

- Por que você usa tantas roupas? - perguntou ela. 

- Da próxima vez, não vou usar. - Ele acabou de rasgar a blusa dela, jogando-a para o lado. Por baixo, ela usava uma combinação colante fina, quase transparente, que  revelava  seios  pequenos  e  firmes.  E  mamilos  endurecidos.  Ele  fechou  a  mão sobre eles, e observou os olhos dela ficarem vidrados.


- Onde gosta de ser tocada? 

- Você está indo muito bem. - Ela teve que espalmar a mão na parede lateral para não perder o equilíbrio. 

Quando  as  portas  se  abriram  novamente,  eles  estavam  fundidos,  um  contra  o outro. Saíram formando círculos, e os dentes dele estavam enterrados, arranhando a lateral da garganta dela. Eve deixou a bolsa e o coldre caírem no chão. 

Deu  uma  rápida  olhada  no  quarto:  janelas  amplas,  espelhos,  cores  neutras. Conseguia  sentir  o  cheiro  de  flores  e  sentiu  a  textura  de  um  carpete  sob  seus  pés. Enquanto lutava para livrá-lo das calças, conseguiu avistar a cama. 

- Minha Nossa! 

Era  gigantesca,  e  parecia  um  lago  pintado  de  azul-marinho,  encapsulado  entre colunas altas de madeira entalhada. Ficava sobre uma plataforma e embaixo de uma clarabóia em forma de domo. Em frente havia uma lareira de pedra verde-claro, onde madeira perfumada crepitava. 

- Você dorme aqui? 

- Esta noite eu não pretendo dormir. 

Ele  interrompeu  o  olhar  de  admiração  dela  levantando-a  e  levando-a  pelos  dois degraus acima, até a plataforma, atirando-a na cama. 

- Tenho que me apresentar na Central às sete horas. 

- Cale a boca, tenente. 

- Está bem. 

Com um semi-sorriso, ela rolou por cima dele e apertou a boca de encontro à de Roarke. Uma energia selvagem e incontrolável estava surgindo dentro dela. Eve não conseguia  se  mover  rápido  demais,  suas  mãos  não  eram  tão  velozes  a  ponto  de satisfazer seu desejo. 

Chutando as botas, deixou que ele abaixasse os jeans ao longo dos quadris. Uma onda de prazer atravessou-a quando o ouviu gemer. Muito tempo se passara desde que  ela  sentira  a  tensão  e  o  calor  do  corpo  de  um  homem  pela  última  vez.  Muito tempo desde que desejara isso. 

A  necessidade  de  libertação  daquela  força  era  compulsiva  e  feroz.  No  momento em que ambos ficaram nus, ela poderia ter se sentado de pernas abertas sobre ele e tê-lo satisfeito. Mas ele trocou suas posições, e abafou seus protestos com um longo e violento beijo. 

- Para que a pressa? - murmurou ele, fazendo a mão deslizar até envolver-lhe o seio. Ficou olhando para o rosto dela enquanto o polegar calmamente lhe torturava o mamilo. - Eu ainda nem consegui olhar para você. 

- Eu quero você. 

- Eu sei. - Ele se ajeitou, ainda por cima, e deixou a mão escorrer lentamente do ombro dela até a coxa, enquanto seu olhar acompanhava o próprio movimento. Sentiu o  sangue  bombear  em  toda  a  sua  região  púbica.  -  Você  tem  um  corpo  comprido, magro...  -  A  mão  dele  apertou  levemente  o  seio.  -  Pequeno,  muito  delicado.  Quem poderia imaginar? 

- Quero você dentro de mim. 

- Você quer apenas uma parte de mim dentro de você. 

- Droga! - começou ela, e a seguir gemeu quando ele enterrou a cabeça e tomou-lhe um dos seios na boca. 

Ela se retorceu toda de encontro a ele, e de encontro àquela boca que a sugava, tão gentilmente a princípio que era uma tortura, para a seguir ficar mais forte e mais rápida, até que ela mesma teve que morder os lábios para não gritar. As mãos dele continuavam explorando-a por toda parte, acendendo pequenas fogueiras de carência em locais exóticos. 

Não era aquilo que ela costumava obter. Sexo, quando Eve resolvia aproveitar, era rápido, simples, e satisfazia uma necessidade básica. Mas aquilo era um dedilhar de emoções, uma guerra completa em seu sistema, uma batalha entre os sentidos. 

Ela tentou colocar uma das mãos entre eles, para alcançá-lo, quando o sentiu duro e  pesado  de  encontro  a  ela.  Puro  pânico  se  instalou  quando  ele  a  agarrou  pelos pulsos e levantou suas duas mãos acima da cabeça. 

- Não faça isso! - disse ela. 

Ele quase a liberou por reflexo, antes de olhar bem para seus olhos. Viu pânico, até mesmo medo, mas desejo também. 

-  Você  não  pode  estar  sempre  no  controle,  Eve.  -  Enquanto  falava,  roçou lentamente a mão livre pela sua coxa. Ela tremeu, e seus olhos perderam o foco por um momento quando os dedos dele acariciaram a parte de trás dos seus joelhos. 

- Não! - repetiu ela, lutando por um pouco de ar. 

- Não, o quê? Não encontre um ponto fraco, não o explore? 

- Experimentalmente, ele acariciou aquela pele sensível, tracejando com os dedos uma  trilha  em  direção  ao  ponto  mais  quente  dela,  e  depois  para  trás  novamente.  A respiração  dela  vinha  em  golpes  ofegantes  naquele  instante,  enquanto  lutava  para girar o corpo e rolar para o lado dele. 

- Parece que é tarde demais - murmurou ele. - Você quer o gozo sem a intimidade? 

- Ele começou uma trilha de beijos lentos, com a boca aberta, até a base da garganta. 

Trabalhava com os quadris por cima dela enquanto o corpo dela trepidava como um fio desencapado, por baixo dele. - Você não precisa de um parceiro para isso. E esta noite você tem um. Pretendo lhe dar tanto prazer quanto obter. 

-  Não  posso.  -  Ela  se  esfregava  contra  ele,  empinava  o  corpo,  mas  cada movimento frenético trazia novas e devastadoras sensações maravilhosas. 

- Solte-se. - Ele estava louco para tê-la, mas a luta dela para se segurar era um desafio, e o deixava enfurecido. 

- Não posso. 

- Eu vou fazer você se soltar, e vou observar o momento em que isso acontecer. - Ele deslizou para cima dela novamente, sentindo cada tremor e cada frémito, até que seu rosto estava junto do dela mais uma vez. Apertou a palma da mão com firmeza entre o pequeno monte que ficava entre as suas pernas. 

- Seu canalha! - A respiração dela era sibilante. - Eu não consigo. 

- Mentira! - disse ele, com calma, e então fez deslizar um dos dedos para baixo, sobre  ela,  para  dentro  dela.  O  gemido  dele  se  misturou  com  o  dela  quando  ele encontrou  o  seu  ponto  mais  apertado,  quente  e  molhado.  Colando  o  corpo  no  dela para ter mais controle, focalizou o seu rosto e viu a mudança do pânico para o choque, e a seguir a transformação do choque em um olhar vítreo e indefeso. 

Ela se sentiu escorregando, lutou de volta, mas a força que a empurrava era forte demais. Alguém gritou quando ela caiu, e então seu corpo implodiu. Em um momento, a  tensão  era  cruel,  mas  então  uma  lança  de  prazer  a  atravessou,  aguda  e  quente. Ofuscada, desorientada, ela se sentiu ficar mole. 

Ele enlouqueceu com aquilo. 

Puxou-a  para  cima,  na  direção  dele,  de  forma  que  ela  estava  quase  de  joelhos, ainda com a cabeça pesando em seu ombro. 

- Mais uma vez - exigiu ele. Puxando-lhe a cabeça para trás, ele invadiu sua boca com a dele. - Agora, mais uma vez. 

- Sim. - A sensação estava ressurgindo depressa. Eram suas necessidades, como dentes  que  a  apertavam  por  dentro.  Livres,  suas  mãos  deslizaram  sobre  ele,  e  seu corpo arqueou para trás de modo fluido e solto, de modo que os lábios dele pudessem saborear onde e o que desejassem. 

O clímax seguinte dela o fez estremecer por dentro como se fossem garras. Com um  som  que  parecia  um  grunhido,  ele  a  empurrou  para  trás,  colocou-a  de  costas, levantou-lhe  os  quadris  bem  para  o  alto,  ajeitou-a  e  se  lançou  dentro  dela.  Ela  o apertou como se fosse um punho quente e insaciável. 

Suas  unhas  arranharam  as  costas  dele,  e  seus  quadris  subiam  e  desciam enquanto   ele   dava   constantes   estocadas.   Quando   sentiu   que   as   mãos   dela escorregavam  sem  vida,  pendendo  dos  ombros  suados  dele,  finalmente  ele  se esvaziou por completo dentro dela.