Tá. Eu escrevi aqui um dia desses e acabei desistindo de deixar o post. Eu o reli algumas vezes e vi que parecia que eu tava tipo, muito, muito triste mesmo. E não é bem assim.
Eu descobri a sutil diferença: estou sensível.
Antes eu não chorava em filme nem nada. Assim, chorava em um ou outro, bem esporadicamente. Achava absurdo as pessoas chorarem com Titanic, A Vida É Bela não me fez chorar, filmes típicos assim. Tá. Eis que atualmente eu ando chorando até em seriado.
Falar de amor me deixa mole, falar de finais felizes me deixa mole, de finais tristes também me deixa mole. Ver bichinhos sofrendo, pensar em bichinhos sofrendo, essas coisas todas. É, tô sensível. Em parte é bom, porque eu acho que era muito insensível. Sei lá.
Enfim, já que no último post eu reclamei, vou falar do que eu gosto aqui:
Eu gosto de ter o meu cantinho. De ter minhas coisas como eu quero, na medida do possível.
Eu gosto do friozinho, mesmo que eu ainda esteja me preparando e precise comprar mais apetrechos.
Eu gosto de estar na FURG, e todo mundo lá é muito gente boa.
Eu gosto do meu orientador, que é mega gente boa.
Eu gosto de andar pelo Cassino de bicicleta, do verde, de estar pertinho da praia.
Eu gosto de estar perto de tudo que preciso e de não ter que preocupar com lugar pra estacionar.
Eu gosto de abrir a porta e olhar pro céu, e ver a Lua sem precisar andar demais.
Eu gosto de finalmente estar dependendo bem menos dos meus pais, agora recebendo bolsa.
Eu gosto dos meus vizinhos, que me ajudam até quando eu não preciso.
Eu gosto da proprietária da kit, que é gente boníssima também.
Eu gosto de já ter espaço pro meu piano vir pra cá!
Então, tem muita coisa que eu gosto aqui. Sinceramente, se fosse um pouco mais perto de BH ou de Brasília, eu ficaria mais satisfeita, com certeza. E eu adoraria encontrar um pão de queijo decente por aqui. E eu sinto falta de dirigir, também. E dos amigos, mas sabe, muitos deles estão presentes mesmo longe. E isso tem feito uma enorme diferença!
Eu tava refletindo sobre umas coisas e sobre meu caminho sacerdotal, também. E eu sei que não vim parar aqui por acaso. Eu acho que comecei a entender o que a Deusa quer de mim nesse momento, e espero que isso fique cada vez mais claro. E também sei que, pra ter algo que eu quero muito, eu preciso determiná-lo com mais clareza em mim mesma. Talvez esteja sendo essa uma grande dificuldade.
Enfim, estou mais otimista, com mais clareza mental, e isso tende a melhorar!
O copo tá sempre meio cheio. Mas a ideia é continuar enchendo-o!
sábado, 24 de abril de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
The Sea Priestess
Dion Fortune
Eu sou a estrela que nasce do mar, do mar do crepúsculo.
Eu trago aos homens sonhos que governam seus destinos.
Eu trago as marés da lua às almas dos homens.
As marés que fluem e diminuem e fluem novamente;
Que fluem e diminuem e fluem alternadamente,
Esses são meus segredos, eles pertencem a mim.
Eu sou a Mulher Eterna — Eu sou Ela
As marés das almas de todos os homens pertencem a mim.
As marés que fluem e diminuem e fluem novamente;
As marés secretas e silenciosas que governam os homens;
Esses são meus segredos, eles pertencem a mim.
Fora de minhas mãos, ele enfrenta o seu destino;
O toque das minhas mãos traz serenidade —
Essas são as marés da lua, elas pertencem a mim.
Ísis no Paraíso, na terra, Persífone,
Diana na lua e Hecate,
Ísis velada, Afrodite no mar,
Tudo isso sou eu e essas coisas são vistas em mim.
A alta lua cheia brilha claramente no meio do céu;
Eu ouço as palavras de invocação, ouço e apareço...
Shaddai el Chai e Rhea, Binah, Ge,
Eu venho para o sacerdote que me chamou.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Spicing it up - em clima de Beltane....
Nudez Mortal - J.D. Robb
Ele não se importou com a raiva nos olhos dela, ou a acusação. Ele preferia aquilo ao olhar de preocupação que outra mulher teria mostrado.
- Não, porque eu o estou vigiando, enquanto ele vigia você. Resolvi que ia ser muito mais satisfatório aprender sobre você através da própria fonte, com o tempo, do que lendo relatórios. - Ele se aproximou, passando os dedos pelos cabelos picados dela. Respeito a privacidade das pessoas com quem me importo. E eu me importo muito com você, Eve. Não sei por quê, exatamente, mas você faz brotar alguma coisa em mim.
Quando ela começou a recuar, ele apertou mais os dedos, e completou:
- Estou cansado de todas as vezes que temos um momento a sós você colocar um assassinato no meio.
- Existe um assassinato entre nós.
- Não. No máximo, ele foi apenas o que nos trouxe até aqui. É esse o problema? Você não consegue se livrar da Tenente Dallas por tempo suficiente para se deixar sentir?
- É quem eu sou.
- Então, é quem eu quero. - Seus olhos tinham escurecido ainda mais com o desejo impaciente. A frustração que sentia era consigo mesmo, por ser tão inacreditavelmente levado a um ponto em que poderia, a qualquer momento, implorar.
- A Tenente Dallas não teria medo de mim, mesmo que Eve tivesse.
O café a tinha ligado. Era aquilo que estava deixando seus nervos tão tensos.
- Não tenho medo de você, Roarke.
- Não tem? - Ele chegou mais perto, enfiando as mãos por baixo da lapela de sua blusa. - O que acha que vai acontecer se você passar por cima da linha?
- Muita coisa - murmurou. - Mas não o suficiente. Sexo não é o ponto alto da minha lista de prioridades. É uma distração.
- Certamente que é! - A raiva em seus olhos se acendeu e se transformou em um sorriso. - Quando bem executado. Já não está na hora de você me deixar mostrar isso a você?
Ela apertou os braços dele, sem ter certeza se queria chegar mais perto ou se afastar.
- Isso é um erro.
- Então temos que fazer com que valha a pena - ele balbuciou antes que sua boca capturasse a dela.
Eve se colou nele.
Os braços dela envolveram-no, com os dedos se perdendo em seus cabelos. O corpo dela batia de encontro ao dele, vibrando, enquanto o beijo foi ficando mais intenso, e a seguir quase brutal. Ele tinha uma boca quente, beirando o cruel. O choque daquele calor enviou chamas internas de reação direto ao centro dela.
Ao mesmo tempo, as mãos rápidas e impacientes dele já estavam puxando sua blusa para fora dos jeans, apalpando sua pele. Em resposta, ela se arrastava em direção a ele, desesperada para passar pela seda e alcançar-lhe a carne.
Ele teve uma visão de si mesmo empurrando-a lentamente para o chão, e dando fortes estocadas dentro dela até que seus gritos ecoassem pela sala como disparos, e ele se aliviasse, jorrando como sangue. Seria rápido e feroz. E tudo acabaria.
Com a respiração causando-lhe tremores internos dentro do pulmão, ele recuou de repente. O rosto dela estava afogueado, sua boca já intumescida. Ele rasgara a blusa dela na altura do ombro.
Uma sala cheia de violência, com o cheiro de pólvora ainda impregnando o ar, e várias armas ao alcance da mão.
- Aqui, não. - Ele a carregou, quase à força, até o elevador. No instante em que a porta se abriu, ele já havia arrancado fora a manga rasgada. Atirou-a contra a parede do fundo enquanto as portas se fechavam, e ficou tateando o seu coldre. - Tire essa droga. Tire logo isso.
Ela alcançou o fecho e deixou o coldre ficar pendurado em uma mão, enquanto lutava para abrir os botões da roupa dele com a outra.
- Por que você usa tantas roupas? - perguntou ela.
- Da próxima vez, não vou usar. - Ele acabou de rasgar a blusa dela, jogando-a para o lado. Por baixo, ela usava uma combinação colante fina, quase transparente, que revelava seios pequenos e firmes. E mamilos endurecidos. Ele fechou a mão sobre eles, e observou os olhos dela ficarem vidrados.
- Onde gosta de ser tocada?
- Onde gosta de ser tocada?
- Você está indo muito bem. - Ela teve que espalmar a mão na parede lateral para não perder o equilíbrio.
Quando as portas se abriram novamente, eles estavam fundidos, um contra o outro. Saíram formando círculos, e os dentes dele estavam enterrados, arranhando a lateral da garganta dela. Eve deixou a bolsa e o coldre caírem no chão.
Deu uma rápida olhada no quarto: janelas amplas, espelhos, cores neutras. Conseguia sentir o cheiro de flores e sentiu a textura de um carpete sob seus pés. Enquanto lutava para livrá-lo das calças, conseguiu avistar a cama.
- Minha Nossa!
Era gigantesca, e parecia um lago pintado de azul-marinho, encapsulado entre colunas altas de madeira entalhada. Ficava sobre uma plataforma e embaixo de uma clarabóia em forma de domo. Em frente havia uma lareira de pedra verde-claro, onde madeira perfumada crepitava.
- Você dorme aqui?
- Esta noite eu não pretendo dormir.
Ele interrompeu o olhar de admiração dela levantando-a e levando-a pelos dois degraus acima, até a plataforma, atirando-a na cama.
- Tenho que me apresentar na Central às sete horas.
- Cale a boca, tenente.
- Está bem.
Com um semi-sorriso, ela rolou por cima dele e apertou a boca de encontro à de Roarke. Uma energia selvagem e incontrolável estava surgindo dentro dela. Eve não conseguia se mover rápido demais, suas mãos não eram tão velozes a ponto de satisfazer seu desejo.
Chutando as botas, deixou que ele abaixasse os jeans ao longo dos quadris. Uma onda de prazer atravessou-a quando o ouviu gemer. Muito tempo se passara desde que ela sentira a tensão e o calor do corpo de um homem pela última vez. Muito tempo desde que desejara isso.
A necessidade de libertação daquela força era compulsiva e feroz. No momento em que ambos ficaram nus, ela poderia ter se sentado de pernas abertas sobre ele e tê-lo satisfeito. Mas ele trocou suas posições, e abafou seus protestos com um longo e violento beijo.
- Para que a pressa? - murmurou ele, fazendo a mão deslizar até envolver-lhe o seio. Ficou olhando para o rosto dela enquanto o polegar calmamente lhe torturava o mamilo. - Eu ainda nem consegui olhar para você.
- Eu quero você.
- Eu sei. - Ele se ajeitou, ainda por cima, e deixou a mão escorrer lentamente do ombro dela até a coxa, enquanto seu olhar acompanhava o próprio movimento. Sentiu o sangue bombear em toda a sua região púbica. - Você tem um corpo comprido, magro... - A mão dele apertou levemente o seio. - Pequeno, muito delicado. Quem poderia imaginar?
- Quero você dentro de mim.
- Você quer apenas uma parte de mim dentro de você.
- Droga! - começou ela, e a seguir gemeu quando ele enterrou a cabeça e tomou-lhe um dos seios na boca.
Ela se retorceu toda de encontro a ele, e de encontro àquela boca que a sugava, tão gentilmente a princípio que era uma tortura, para a seguir ficar mais forte e mais rápida, até que ela mesma teve que morder os lábios para não gritar. As mãos dele continuavam explorando-a por toda parte, acendendo pequenas fogueiras de carência em locais exóticos.
Não era aquilo que ela costumava obter. Sexo, quando Eve resolvia aproveitar, era rápido, simples, e satisfazia uma necessidade básica. Mas aquilo era um dedilhar de emoções, uma guerra completa em seu sistema, uma batalha entre os sentidos.
Ela tentou colocar uma das mãos entre eles, para alcançá-lo, quando o sentiu duro e pesado de encontro a ela. Puro pânico se instalou quando ele a agarrou pelos pulsos e levantou suas duas mãos acima da cabeça.
- Não faça isso! - disse ela.
Ele quase a liberou por reflexo, antes de olhar bem para seus olhos. Viu pânico, até mesmo medo, mas desejo também.
- Você não pode estar sempre no controle, Eve. - Enquanto falava, roçou lentamente a mão livre pela sua coxa. Ela tremeu, e seus olhos perderam o foco por um momento quando os dedos dele acariciaram a parte de trás dos seus joelhos.
- Não! - repetiu ela, lutando por um pouco de ar.
- Não, o quê? Não encontre um ponto fraco, não o explore?
- Experimentalmente, ele acariciou aquela pele sensível, tracejando com os dedos uma trilha em direção ao ponto mais quente dela, e depois para trás novamente. A respiração dela vinha em golpes ofegantes naquele instante, enquanto lutava para girar o corpo e rolar para o lado dele.
- Parece que é tarde demais - murmurou ele. - Você quer o gozo sem a intimidade?
- Ele começou uma trilha de beijos lentos, com a boca aberta, até a base da garganta.
Trabalhava com os quadris por cima dela enquanto o corpo dela trepidava como um fio desencapado, por baixo dele. - Você não precisa de um parceiro para isso. E esta noite você tem um. Pretendo lhe dar tanto prazer quanto obter.
- Não posso. - Ela se esfregava contra ele, empinava o corpo, mas cada movimento frenético trazia novas e devastadoras sensações maravilhosas.
- Solte-se. - Ele estava louco para tê-la, mas a luta dela para se segurar era um desafio, e o deixava enfurecido.
- Não posso.
- Eu vou fazer você se soltar, e vou observar o momento em que isso acontecer. - Ele deslizou para cima dela novamente, sentindo cada tremor e cada frémito, até que seu rosto estava junto do dela mais uma vez. Apertou a palma da mão com firmeza entre o pequeno monte que ficava entre as suas pernas.
- Seu canalha! - A respiração dela era sibilante. - Eu não consigo.
- Mentira! - disse ele, com calma, e então fez deslizar um dos dedos para baixo, sobre ela, para dentro dela. O gemido dele se misturou com o dela quando ele encontrou o seu ponto mais apertado, quente e molhado. Colando o corpo no dela para ter mais controle, focalizou o seu rosto e viu a mudança do pânico para o choque, e a seguir a transformação do choque em um olhar vítreo e indefeso.
Ela se sentiu escorregando, lutou de volta, mas a força que a empurrava era forte demais. Alguém gritou quando ela caiu, e então seu corpo implodiu. Em um momento, a tensão era cruel, mas então uma lança de prazer a atravessou, aguda e quente. Ofuscada, desorientada, ela se sentiu ficar mole.
Ele enlouqueceu com aquilo.
Puxou-a para cima, na direção dele, de forma que ela estava quase de joelhos, ainda com a cabeça pesando em seu ombro.
- Mais uma vez - exigiu ele. Puxando-lhe a cabeça para trás, ele invadiu sua boca com a dele. - Agora, mais uma vez.
- Sim. - A sensação estava ressurgindo depressa. Eram suas necessidades, como dentes que a apertavam por dentro. Livres, suas mãos deslizaram sobre ele, e seu corpo arqueou para trás de modo fluido e solto, de modo que os lábios dele pudessem saborear onde e o que desejassem.
O clímax seguinte dela o fez estremecer por dentro como se fossem garras. Com um som que parecia um grunhido, ele a empurrou para trás, colocou-a de costas, levantou-lhe os quadris bem para o alto, ajeitou-a e se lançou dentro dela. Ela o apertou como se fosse um punho quente e insaciável.
Suas unhas arranharam as costas dele, e seus quadris subiam e desciam enquanto ele dava constantes estocadas. Quando sentiu que as mãos dela escorregavam sem vida, pendendo dos ombros suados dele, finalmente ele se esvaziou por completo dentro dela.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Um mês. Caramba, já? Nossa, passou tão devagar! Não sei qual dos dois. O tempo passa rápido, mas ao mesmo tempo parece que to aqui há uma eternidade...
Bem, acho que um mês já é tempo suficiente pra eu ter notado algumas coisas legais e outras nem tanto daqui.
Por exemplo, aqui na pracinha do Cassino tem um moooonte de ninhos de Caturrita. Eu não cheguei a vê-las, só ouvi-las. As árvores são cheias desses ninhos assim, ó:

A praia é bem bonita, apesar de eu ter ido poucas vezes. O meu vizinho vive falando que viu golfinho lá, mas ele sempre vai de manhã. Ainda não tive oportunidade de vê-los por aqui.
Morar em casa pode ser chato porque acumula muito mais poeira (e aqui, areia tb) e aparece mais bicho, mas eu amei ver a Lua Cheia só abrindo a porta da frente!
Mas tem uma coisa que me deixa muito triste por aqui: tem MUITO cachorro de rua. Muito mesmo, tanto aqui quanto na FURG. E vários são muito fofinhos, só precisam de um pouco de cuidado pra ficarem lindos. Meu coração dói qdo eu passo por eles e não posso ajudar. Outro dia apareceu lá no prédio da FURG uma poodle, coisa mais fofa, abanando o rabo pra todo mundo. Ai, que dó... se eu pudesse, eu trazia pra casa, cuidava e arrumava um dono. Mas não tenho verba nem espaço pra isso aqui...
E sabe, eu me sinto sozinha aqui, mas eu acho q isso é meio comum. Não sei, pode ser impressão (até pq eu conheço pouca gente), mas me parece que as pessoas têm como companhia a família e @s namorad@s. É meio triste, né? Sei lá, pode ser que essa impressão mude daqui a pouco.
O sotaque gaúcho não me pegou ainda, mas eu sei que meu mineirês não tá o mesmo. Outro dia eu quase escrevi “guria” em vez de “menina”, hehe. Sei lá, eles têm um vocabulário muito esquisito. Algumas gírias são legais, mas tem umas palavras tão feias no gauchês...
Por exemplo, “trovar” aqui é tipo “paquerar”, “mascar”, coisa assim. Essa é normal.
“Fulano fica me cuidando”, essa eu achei interessante. Se não for auto-explicativa, comentem aí, hehe.
Mas “anca” no lugar de quadril é feio, né? Todo mundo conhece a palavra, mas nem gosto dela. “Machorra” é lésbica, muito feio e meio preconceituoso na minha opinião. Aí tem as influências uruguaias por aqui também, tipo “cuzco” (cachorro). “China” é aquela mulher de todos.
Tem mais, muito mais, mas bem, palavras daqui dão um dicionário inteiro. Eu até esqueci algumas agora, mas eu vou adicionando palavras ao vocabulário nos outros posts.
Mas, por enquanto, eu fico por aqui. Acho que agora, depois do primeiro mês, as coisas vão ficar mais fáceis! As coisas começaram a estabilizar.... e eu já tenho internet em casa!! Ê!!! =D
Será que eu começo a postar com mais frequência agora?
Bem, acho que um mês já é tempo suficiente pra eu ter notado algumas coisas legais e outras nem tanto daqui.
Por exemplo, aqui na pracinha do Cassino tem um moooonte de ninhos de Caturrita. Eu não cheguei a vê-las, só ouvi-las. As árvores são cheias desses ninhos assim, ó:

A praia é bem bonita, apesar de eu ter ido poucas vezes. O meu vizinho vive falando que viu golfinho lá, mas ele sempre vai de manhã. Ainda não tive oportunidade de vê-los por aqui.
Morar em casa pode ser chato porque acumula muito mais poeira (e aqui, areia tb) e aparece mais bicho, mas eu amei ver a Lua Cheia só abrindo a porta da frente!
Mas tem uma coisa que me deixa muito triste por aqui: tem MUITO cachorro de rua. Muito mesmo, tanto aqui quanto na FURG. E vários são muito fofinhos, só precisam de um pouco de cuidado pra ficarem lindos. Meu coração dói qdo eu passo por eles e não posso ajudar. Outro dia apareceu lá no prédio da FURG uma poodle, coisa mais fofa, abanando o rabo pra todo mundo. Ai, que dó... se eu pudesse, eu trazia pra casa, cuidava e arrumava um dono. Mas não tenho verba nem espaço pra isso aqui...
E sabe, eu me sinto sozinha aqui, mas eu acho q isso é meio comum. Não sei, pode ser impressão (até pq eu conheço pouca gente), mas me parece que as pessoas têm como companhia a família e @s namorad@s. É meio triste, né? Sei lá, pode ser que essa impressão mude daqui a pouco.
O sotaque gaúcho não me pegou ainda, mas eu sei que meu mineirês não tá o mesmo. Outro dia eu quase escrevi “guria” em vez de “menina”, hehe. Sei lá, eles têm um vocabulário muito esquisito. Algumas gírias são legais, mas tem umas palavras tão feias no gauchês...
Por exemplo, “trovar” aqui é tipo “paquerar”, “mascar”, coisa assim. Essa é normal.
“Fulano fica me cuidando”, essa eu achei interessante. Se não for auto-explicativa, comentem aí, hehe.
Mas “anca” no lugar de quadril é feio, né? Todo mundo conhece a palavra, mas nem gosto dela. “Machorra” é lésbica, muito feio e meio preconceituoso na minha opinião. Aí tem as influências uruguaias por aqui também, tipo “cuzco” (cachorro). “China” é aquela mulher de todos.
Tem mais, muito mais, mas bem, palavras daqui dão um dicionário inteiro. Eu até esqueci algumas agora, mas eu vou adicionando palavras ao vocabulário nos outros posts.
Mas, por enquanto, eu fico por aqui. Acho que agora, depois do primeiro mês, as coisas vão ficar mais fáceis! As coisas começaram a estabilizar.... e eu já tenho internet em casa!! Ê!!! =D
Será que eu começo a postar com mais frequência agora?
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