Ah, essa minha inspiração vem nos horários mais estranhos. Eu deito, começo a refletir, e simplesmente quero vir aqui e contar, pra poder organizar melhor meus pensamentos.
E novamente eu vou aos meus aspectos Persefonianos de ser.
Eu tenho uma mania chata de querer estar em mais de um lugar ao mesmo tempo. De sentir saudade de passado. Às vezes, até, de trazer o passado como se ele fosse presente. Não, não bom.
Eu comecei a lembrar de bons momentos de Rio Grande, da diversão, da música, do palco. E, por um momento, eu quis estar lá de novo. Mas aí eu reparei: Já tem quase um ano dessa fase da vida. O bar onde eu cantava nem existe mais. E aí eu lembrei dos últimos meses, do que fez falta, do que me fazia mal em estar longe de tanta coisa que eu amo.
Curioso, não? Como a nossa mente funciona. Provavelmente, muita gente faz várias coisas se iludindo que vão ter de novo uma coisa do passado. E, caramba, tá acontecendo tanta coisa legal, minha vida tá tão abençoada... por que é que eu ainda cismo em ir lá, lembrar de coisas do passado e querer de volta?
Acho que o passado é meu cantinho seguro. Sabe, já foi, já sabemos o que aconteceu, então se viesse de novo, seria tranquilo de lidar. O presente é lindo, mas às vezes, não saber o que vem pela frente dá medo. Normal, né? Ter medo do que a gente não conhece. É um desafio.
Isso é bom, um novo desafio a vencer... mas por outro lado, tem um martelinho que sempre fica lá no fundo, me cutucando, com uma coisa que nem deveria. E que por mais que eu tente, ainda não consegui fazê-lo parar de bater. Mesmo quando eu não quero, ele tá lá. Então eu procuro deixá-lo baixo pra não me incomodar tanto. E foco nas coisas legais do presente e do futuro, aquela parte do desafio que eu posso imaginar melhor.
Mas algumas coisas já são bem mais fáceis de lidar. Com as coisas que andam acontecendo, eu consegui aceitar as situações e perceber que as coisas estão como deveriam. Consigo entender muito mais agora, e ver o passado lá, no passado. Não que não dê saudade de vez em quando, ou que eu não queira viver de novo. Mas assim é a vida, e as pessoas entram e saem da sua vida nos momentos certos - afinal, não existem coincidências...
Houve um tempo em que eu projetava tanto que confundia as coisas, e pelo menos isso eu não faço mais. Progresso! Um dia, espero eu, conseguir também viver em um lugar só sem imaginar como seria se eu estivesse no outro. Até porque, na maioria das vezes, eu sei bem como seria. Não como na utopia, ou no sonho, mas na realidade. E a realidade é que o que eu vivo agora me traz muita, muita felicidade. =)
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domingo, 4 de março de 2012
sábado, 14 de janeiro de 2012
Outra face de Perséfone
Eu sempre escrevi aqui a respeito de Submundo, sobre
mergulhar nas suas sombras, sobre Perséfone, mas nunca precisei encarar um lado
dessa Deusa que tem se mostrado agora pra mim: a Deusa da Morte.
Claro, oras, a Rainha do Submundo também é responsável por
isso. E esse lado dela, às vezes, pode ser extremamente difícil. Caminhar no
Submundo estava relativamente tranqüilo quando eu pensava em um ponto de vista
só – eu mesma. Ok, me senti sozinha várias vezes, senti muita, muita falta de
muita coisa, e ainda sinto quando estou aqui. Mas, às vezes, não se trata
apenas de nós mesmos. Às vezes, existem outras pessoas que precisamos ajudar,
ou pelo menos estar do lado apoiando.
E eu não estava sendo muito bem sucedida nisso, não. Claro
que é compreensível, considerando um tanto de fatores, mas depois de dormir
sobre o assunto, parei pra pensar que eu não deveria estar assim. Que eu tenho
que ser mais forte esses dias pra dar força pra quem precisa. E percebi que,
pra isso, preciso recuperar as forças.
Tenho me sentido dependente demais de pessoas, de coisas que
não estão ao meu alcance, de coisas que não posso mudar. E não deveria ser
assim... não podemos depender do que é externo a nós, não é verdade?
Então, como contornar isso? Como recuperar essas forças pra
apoiar quem precisa se eu não tenho todos os recursos que seriam mais
convenientes? Como não me deixar influenciar pelas energias e sentimentos
externos a mim?
Se tem uma coisa que aprendi nessas vivências todas dos
últimos tempos foi que as pessoas nem sempre estarão ali quando você precisa –
aliás, eu fui obrigada a passar por muita coisa sozinha. Decepcionar-se com
isso, com elas, faz parte, mas não adianta simplesmente ficar assim. Se você
quer se sentir melhor, tem que fazer algo pra isso.
E meu objetivo nos próximos dias é descobrir o que vai me
fazer sentir melhor – sem depender de ninguém.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Mudanças...
Cinco meses atrás, eu estava completamente dividida. Não sabia se ia embora, se ficava. Tinha os caminhos abertos pra ir e pra ficar. Estava feliz lá e aqui, mesmo que sempre desse uma dorzinha de ir embora de lá.
E aí eu decidi o que fazer. E tenho a impressão de que as coisas começaram a se moldar a partir da minha decisão.
Tanta coisa mudou em tão pouco tempo. Ilusões se desfizeram, pessoas se afastaram, caminhos se fecharam. Sinto cada vez mais vontade de ir embora. Não tem muita coisa que me prende a Rio Grande, na verdade. Quase nada. E o peso disso às vezes fica bem grande.
O lance é que o peso do que me prende também é muito grande. Eu poderia ir embora agora, mas pensar nisso também dói.
Semana passada eu me mudei de casa, de novo. Tava sentindo uma necessidade de mudança. Ainda não é a graaande mudança, mas acho que eu precisava dela. Voltei pra kitnet do ano passado, pequenininha e com vizinhos barulhentos do lado. E mesmo querendo essa mudança, sabendo ser necessária, estava custando a aceitar.
E aí percebi que estava mesmo era relutando em aceitar ficar sozinha. A gente se acostuma com certas coisas... mas eu vi que tava errando nisso. E se eu resolvesse ir embora agora não ia resolver nada. Porque tem certas horas em que a gente tem que ficar sozinha mesmo, e cuidar da gente, e lembrar que ficamos bem sozinhos, também.
Eu ando me sentindo um pouco como Kore qdo ela chegou no Submundo. Um tanto perdida, sozinha, com um porto seguro e só ele. Com uma vontade absurda de voltar para o familiar, pro conforto da Terra.
Kore se tornou Rainha do Submundo e também Rainha de si mesma quando aprendeu a lidar com tudo isso. E eu achei que tinha conseguido lidar com a solidão e todo o resto. Que tinha passado a fase de tudo. Mas na verdade, tudo isso voltou... e eu, que achava que tinha ficado completamente familiar com o Submundo, percebi que estou como Kore de novo. Como uma criança meio perdida.
Eu fiz a minha escolha e agora, mais do que nunca, sei que não tem volta. Os caminhos se fecharam aqui e estão se abrindo lá. E eu escolhi ficar mais um pouco, apenas. O suficiente pra deixar tudo em ordem, reforçar as bases de certas coisas e não deixar pendências. E lidar com as coisas que sei que preciso lidar sozinha, mesmo que seja difícil. Também seria muito difícil ir embora agora.
Então é hora de deixar a criança Kore crescer e Perséfone voltar.
E aí eu decidi o que fazer. E tenho a impressão de que as coisas começaram a se moldar a partir da minha decisão.
Tanta coisa mudou em tão pouco tempo. Ilusões se desfizeram, pessoas se afastaram, caminhos se fecharam. Sinto cada vez mais vontade de ir embora. Não tem muita coisa que me prende a Rio Grande, na verdade. Quase nada. E o peso disso às vezes fica bem grande.
O lance é que o peso do que me prende também é muito grande. Eu poderia ir embora agora, mas pensar nisso também dói.
Semana passada eu me mudei de casa, de novo. Tava sentindo uma necessidade de mudança. Ainda não é a graaande mudança, mas acho que eu precisava dela. Voltei pra kitnet do ano passado, pequenininha e com vizinhos barulhentos do lado. E mesmo querendo essa mudança, sabendo ser necessária, estava custando a aceitar.
E aí percebi que estava mesmo era relutando em aceitar ficar sozinha. A gente se acostuma com certas coisas... mas eu vi que tava errando nisso. E se eu resolvesse ir embora agora não ia resolver nada. Porque tem certas horas em que a gente tem que ficar sozinha mesmo, e cuidar da gente, e lembrar que ficamos bem sozinhos, também.
Eu ando me sentindo um pouco como Kore qdo ela chegou no Submundo. Um tanto perdida, sozinha, com um porto seguro e só ele. Com uma vontade absurda de voltar para o familiar, pro conforto da Terra.
Kore se tornou Rainha do Submundo e também Rainha de si mesma quando aprendeu a lidar com tudo isso. E eu achei que tinha conseguido lidar com a solidão e todo o resto. Que tinha passado a fase de tudo. Mas na verdade, tudo isso voltou... e eu, que achava que tinha ficado completamente familiar com o Submundo, percebi que estou como Kore de novo. Como uma criança meio perdida.
Eu fiz a minha escolha e agora, mais do que nunca, sei que não tem volta. Os caminhos se fecharam aqui e estão se abrindo lá. E eu escolhi ficar mais um pouco, apenas. O suficiente pra deixar tudo em ordem, reforçar as bases de certas coisas e não deixar pendências. E lidar com as coisas que sei que preciso lidar sozinha, mesmo que seja difícil. Também seria muito difícil ir embora agora.
Então é hora de deixar a criança Kore crescer e Perséfone voltar.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Mabon
Chegou o Equinócio!
Ahhh!!! A Primavera. Aqui no Sul, o frio finalmente começa a ceder. O Sol vai tomando o lugar, começamos a diminuir o tanto de roupas que usamos. Menos preguiça de sair, de levantar da cama quentinha, de tomar banho... hihihi.
Mas o Equinócio, pra mim, é tempo de colheita. É tempo de olhar pra trás e ver como foi meu ano, o que consegui colher de todas as coisas que plantei. E, refletindo a respeito disso, estou bastante satisfeita com minha colheita.
Eu plantei felicidade, paixão, Amor, diversão e segurança. Plantei música, cura e plenitude. E tudo isso eu colhi.
Se foi fácil? Não. Nenhuma das sementes germinou rapidamente. Foi preciso luta, foi preciso descobrir o que me fazia feliz, o que trazia plenitude. Foi preciso me perder um pouquinho pra me reencontrar... foi difícil, mas valeu a pena.
Neste Mabon, eu agradeço as bênçãos da minha Roda pessoal também. Meus 26 aninhos recém feitos.
Encerrei minha Roda pessoal com um presente: saber como seria se meus mundos se unissem. Em uma palavra, seria... completo.
Uma parte muito importante da minha vida atualmente tá aqui, no meu Submundo, um motivo enorme pra eu querer ficar um pouco mais. Mas, sempre que estou aqui, sinto como se faltasse algo. Na verdade, falta. Não é só impressão.
E, de tantos presentes que eu ganhei nessa Roda, sentir a união dos meus mundos foi um dos grandes. Senti que não faltou mais nada, ali, nessa breve união. Plenitude.
Sei que vários fatores interferem nisso, e Perséfone acaba sempre tendo que escolher uma alegria e uma tristeza pra conviver. Mas Aset um dia conseguiu unir seus mundos e alcançar sua plenitude. E sei que Ela também faz isso com seus devotos. Tudo tem seu tempo e não existem coincidências. Pra cada escolha, há um preço a pagar. Saber esse preço e ter certeza da sua escolha é, também, uma bênção.
E estar aqui, no Submundo, foi essencial para que eu descobrisse tantas e tantas coisas que me fazem feliz. Por isso, sou grata. Sou grata pelas dificuldades que passei e por todas as coisas que conquistei.
Agora no Equinócio de Primavera, celebro o Equilíbrio em minha vida e as conquistas do Ano. Celebro a vida, celebro a volta do calor. Celebro o Amor.
Ahhh!!! A Primavera. Aqui no Sul, o frio finalmente começa a ceder. O Sol vai tomando o lugar, começamos a diminuir o tanto de roupas que usamos. Menos preguiça de sair, de levantar da cama quentinha, de tomar banho... hihihi.
Mas o Equinócio, pra mim, é tempo de colheita. É tempo de olhar pra trás e ver como foi meu ano, o que consegui colher de todas as coisas que plantei. E, refletindo a respeito disso, estou bastante satisfeita com minha colheita.
Eu plantei felicidade, paixão, Amor, diversão e segurança. Plantei música, cura e plenitude. E tudo isso eu colhi.
Se foi fácil? Não. Nenhuma das sementes germinou rapidamente. Foi preciso luta, foi preciso descobrir o que me fazia feliz, o que trazia plenitude. Foi preciso me perder um pouquinho pra me reencontrar... foi difícil, mas valeu a pena.
Neste Mabon, eu agradeço as bênçãos da minha Roda pessoal também. Meus 26 aninhos recém feitos.
Encerrei minha Roda pessoal com um presente: saber como seria se meus mundos se unissem. Em uma palavra, seria... completo.
Uma parte muito importante da minha vida atualmente tá aqui, no meu Submundo, um motivo enorme pra eu querer ficar um pouco mais. Mas, sempre que estou aqui, sinto como se faltasse algo. Na verdade, falta. Não é só impressão.
E, de tantos presentes que eu ganhei nessa Roda, sentir a união dos meus mundos foi um dos grandes. Senti que não faltou mais nada, ali, nessa breve união. Plenitude.
Sei que vários fatores interferem nisso, e Perséfone acaba sempre tendo que escolher uma alegria e uma tristeza pra conviver. Mas Aset um dia conseguiu unir seus mundos e alcançar sua plenitude. E sei que Ela também faz isso com seus devotos. Tudo tem seu tempo e não existem coincidências. Pra cada escolha, há um preço a pagar. Saber esse preço e ter certeza da sua escolha é, também, uma bênção.
E estar aqui, no Submundo, foi essencial para que eu descobrisse tantas e tantas coisas que me fazem feliz. Por isso, sou grata. Sou grata pelas dificuldades que passei e por todas as coisas que conquistei.
Agora no Equinócio de Primavera, celebro o Equilíbrio em minha vida e as conquistas do Ano. Celebro a vida, celebro a volta do calor. Celebro o Amor.
domingo, 14 de agosto de 2011
Para todo mal, a Cura
Ah, o Submundo. Um paradoxo.
Ele já faz parte de mim. Eu tenho um pedacinho do meu coração nesse lugar, o responsável pela escuridão na minha vida. O responsável pela minha dor e pela saudade, mas também pelo meu crescimento, pelo meu amadurecimento, pela cura das minhas feridas. A luz na minha vida.
Porque é só quando a gente mergulha fundo que percebe as coisas lá, lá dentro que achava que não existiam mais. Eu percebi, encontrei todas, e finalmente elas foram curadas. Tudo aqui, no Submundo.
Talvez em outro lugar eu não achasse tudo isso. Talvez, em outro lugar, eu não vivesse o que precisava pra me libertar dessas feridas, pra cicatrizá-las de uma vez por todas. Não existem coincidências, eu acredito muito nisso. Cada vez mais.
Estou novamente encerrando um ciclo. Encerrando uma fase muito, muito longa na minha vida. Como se algo te apertasse há tanto tempo que vc nem lembrava mais q incomodava, e quando aquilo sai, é um alívio, uma sensação de leveza. Às vezes parece até que vc perdeu uma parte de si, até dói. Dá medo. Mas é bom.
Não sei se tudo vai mudar com isso, mas definitivamente, muita coisa vai ser diferente. Na minha postura, na minha auto-estima, na minha forma de lidar com certas situações. Um nó, o maior deles, finalmente se desfez. Outros nós, menores, virão à tona, porque sempre tem uma ou outra coisa que a gente pode melhorar.
Mas com a Lua Cheia, veio uma promessa. E uma sensação de felicidade. Uma coisa que ainda não caiu a ficha direito, acho. Mas que bom que tá acontecendo. ^^
Ele já faz parte de mim. Eu tenho um pedacinho do meu coração nesse lugar, o responsável pela escuridão na minha vida. O responsável pela minha dor e pela saudade, mas também pelo meu crescimento, pelo meu amadurecimento, pela cura das minhas feridas. A luz na minha vida.
Porque é só quando a gente mergulha fundo que percebe as coisas lá, lá dentro que achava que não existiam mais. Eu percebi, encontrei todas, e finalmente elas foram curadas. Tudo aqui, no Submundo.
Talvez em outro lugar eu não achasse tudo isso. Talvez, em outro lugar, eu não vivesse o que precisava pra me libertar dessas feridas, pra cicatrizá-las de uma vez por todas. Não existem coincidências, eu acredito muito nisso. Cada vez mais.
Estou novamente encerrando um ciclo. Encerrando uma fase muito, muito longa na minha vida. Como se algo te apertasse há tanto tempo que vc nem lembrava mais q incomodava, e quando aquilo sai, é um alívio, uma sensação de leveza. Às vezes parece até que vc perdeu uma parte de si, até dói. Dá medo. Mas é bom.
Não sei se tudo vai mudar com isso, mas definitivamente, muita coisa vai ser diferente. Na minha postura, na minha auto-estima, na minha forma de lidar com certas situações. Um nó, o maior deles, finalmente se desfez. Outros nós, menores, virão à tona, porque sempre tem uma ou outra coisa que a gente pode melhorar.
Mas com a Lua Cheia, veio uma promessa. E uma sensação de felicidade. Uma coisa que ainda não caiu a ficha direito, acho. Mas que bom que tá acontecendo. ^^
domingo, 29 de maio de 2011
Respostas
Ah, eu adoro esse blog!!!
É tão divertido, sempre eu posto algo sobre o qual estou confusa, a resposta vem assim, rapidinho.
E lá estão os meus caminhos, agora claros.
Ontem mesmo tive a resposta que precisava pra saber por que caminho seguir. E o caminho é o do RESPEITO.
É isso ai.
E o mais legal é que eu estava me condenando pelas minhas escolhas, mas ei, foram as MINHAS escolhas, completamente conscientes. Fiz minhas escolhas, e bom, as outras pessoas também fazem suas escolhas.
E fazendo escolhas nós vamos traçando nosso rumo.
Confesso que, nos últimos tempos, fui percebendo em mim várias coisas que achava que já não existiam. Atitudes que eu tomava anos atrás, que pararam, e voltaram. E esse processo foi beeem chatinho. Mas foi libertador. Depois de tudo, percebi onde fica o meu controle.
Percebi que não se encontra chocolate em strogonoff, mas que vc pode aproveitar strogonoff. Sim, se vc sabe que ele não é um chocolate, ele fica até bem aproveitável. Até que o strogonoff caia no chão, derrame todo e aí vc pensa: estragou, agora chega de strogonoff.
Bom... o que acontece é q eu entrei no momento oposto ao do meu início de ano. Em janeiro, eu estava sozinha, cansada de ficar só em casa, de não ter nada pra fazer, procurando o que fazer, pessoas pra sair e tal. Agora, a impressão é de que eu não tô conseguindo parar. Quando quero, não posso porque tenho coisas pra fazer. Preciso de um tempo pra ficar eu e meus pensamentos, na minha casinha. Focar no interno de novo. Procurar entender direitinho tudo que anda se passando na minha mente. Pra, assim, parar de querer sair correndo.
Reencontrar meu equilíbrio. A força eu já reencontrei. Ufa!
É tão divertido, sempre eu posto algo sobre o qual estou confusa, a resposta vem assim, rapidinho.
E lá estão os meus caminhos, agora claros.
Ontem mesmo tive a resposta que precisava pra saber por que caminho seguir. E o caminho é o do RESPEITO.
É isso ai.
E o mais legal é que eu estava me condenando pelas minhas escolhas, mas ei, foram as MINHAS escolhas, completamente conscientes. Fiz minhas escolhas, e bom, as outras pessoas também fazem suas escolhas.
E fazendo escolhas nós vamos traçando nosso rumo.
Confesso que, nos últimos tempos, fui percebendo em mim várias coisas que achava que já não existiam. Atitudes que eu tomava anos atrás, que pararam, e voltaram. E esse processo foi beeem chatinho. Mas foi libertador. Depois de tudo, percebi onde fica o meu controle.
Percebi que não se encontra chocolate em strogonoff, mas que vc pode aproveitar strogonoff. Sim, se vc sabe que ele não é um chocolate, ele fica até bem aproveitável. Até que o strogonoff caia no chão, derrame todo e aí vc pensa: estragou, agora chega de strogonoff.
Bom... o que acontece é q eu entrei no momento oposto ao do meu início de ano. Em janeiro, eu estava sozinha, cansada de ficar só em casa, de não ter nada pra fazer, procurando o que fazer, pessoas pra sair e tal. Agora, a impressão é de que eu não tô conseguindo parar. Quando quero, não posso porque tenho coisas pra fazer. Preciso de um tempo pra ficar eu e meus pensamentos, na minha casinha. Focar no interno de novo. Procurar entender direitinho tudo que anda se passando na minha mente. Pra, assim, parar de querer sair correndo.
Reencontrar meu equilíbrio. A força eu já reencontrei. Ufa!
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Perséfone
Não sei se todos sabem, mas Perséfone é a Deusa grega que foi raptada por Hades (nos mitos patriarcais) e se tornou Rainha do Submundo. Seu mito explica as Quatro Estações, sendo a Primavera e o Verão quando a Deusa está com sua mãe (Deméter) na Terra e o Outono e o Inverno quando ela está com Hades no Submundo (Mais na Wikipedia).
Perséfone é uma Deusa que vive entre os mundos. Ela tem o que ama sempre dividido entre dois lugares. Quando está na Terra, no conforto de sua mãe, ela está sem seu Amor, Hades; quando está no Submundo, ela está sem o conforto e o apoio de sua mãe.
Fácil perceber como me identifico com isso, não? Brasília, Belo Horizonte, Rio Grande. Lugares que eu aprendi a amar, lugares que me proporcionam coisas boas, todas diferentes em cada lugar.
Eu costumava pensar que Perséfone tinha dois lares, um na Terra e um no Submundo. Mas, com minha vivência toda, eu comecei a refletir sobre outros aspectos.
Kore chegou no Submundo sem conhecer nada, com medo de tudo, com tantas coisas novas. Mas ali Ela cresceu, amadureceu, se tornou Rainha de Si mesma e, depois, Rainha do Submundo. Ela construiu sua vida ali, com seu Amor. Juntos, eles tornaram o reino dos mortos um lugar melhor. Perséfone tornou o Submundo seu Lar.
"Here, in this dark uncanny world, I remember the sunny Earth as one might remember a dream. I long for it, as one longs for music, in a world of silence."
Mas a saudade de casa sempre vem. E de vez em quando aperta, a ponto de achar que a vida na Terra será muito melhor que a do Submundo. E ela sente vontade de voltar... voltar para o conforto de sua Mãe, para a proteção, para a tranquilidade.
"Yet once I am back on the Earth again, surrounded by the comforting and familiar, it is your absence that gnaws at me like a ravenous bird. Then the lack of you expands in me like a void, and the knowledge that you are here, that you love me, that you eagerly await me, is achingly precious."
Mas... como ficar para sempre longe do seu Lar? Como abandonar tudo aquilo que foi construído, e ainda está sendo construído? Como deixar o reino que ela aprendeu a Amar?
Afinal, foi naquele lugar que ela amadureceu. Se não fosse pelo Submundo, ela seria ainda Kore, a donzela inocente que não conhecia quase nada. E ela gosta do que se tornou sem a proteção de sua mãe. Ela gosta do desafio de estar longe de casa, mesmo que doa um pouquinho.
É... ser Perséfone nem sempre é fácil. Sempre dividida entre os mundos, entre o conforto e o crescimento, entre o familiar e o desafio, entre Deméter e Hades. Talvez fosse realmente mais fácil escolher apenas um e permanecer ali, mas ela sabe que isso não é possível. Sua natureza é a de transitar entre os dois mundos, e sentir a felicidade e a tristeza de estar com uma coisa que se ama de cada vez. Há uma certa magia em permanecer um pouquinho em cada lugar, em aprender a caminhar nas Sombras.
"Thus my joys are tainted with sadness in the spring when I leave you always to return. And my sadness is mingled with joy in the autumn when I return - always and ever to leave you."
Perséfone é uma Deusa que vive entre os mundos. Ela tem o que ama sempre dividido entre dois lugares. Quando está na Terra, no conforto de sua mãe, ela está sem seu Amor, Hades; quando está no Submundo, ela está sem o conforto e o apoio de sua mãe.
Fácil perceber como me identifico com isso, não? Brasília, Belo Horizonte, Rio Grande. Lugares que eu aprendi a amar, lugares que me proporcionam coisas boas, todas diferentes em cada lugar.
Eu costumava pensar que Perséfone tinha dois lares, um na Terra e um no Submundo. Mas, com minha vivência toda, eu comecei a refletir sobre outros aspectos.
Kore chegou no Submundo sem conhecer nada, com medo de tudo, com tantas coisas novas. Mas ali Ela cresceu, amadureceu, se tornou Rainha de Si mesma e, depois, Rainha do Submundo. Ela construiu sua vida ali, com seu Amor. Juntos, eles tornaram o reino dos mortos um lugar melhor. Perséfone tornou o Submundo seu Lar.
"Here, in this dark uncanny world, I remember the sunny Earth as one might remember a dream. I long for it, as one longs for music, in a world of silence."
Mas a saudade de casa sempre vem. E de vez em quando aperta, a ponto de achar que a vida na Terra será muito melhor que a do Submundo. E ela sente vontade de voltar... voltar para o conforto de sua Mãe, para a proteção, para a tranquilidade.
"Yet once I am back on the Earth again, surrounded by the comforting and familiar, it is your absence that gnaws at me like a ravenous bird. Then the lack of you expands in me like a void, and the knowledge that you are here, that you love me, that you eagerly await me, is achingly precious."
Mas... como ficar para sempre longe do seu Lar? Como abandonar tudo aquilo que foi construído, e ainda está sendo construído? Como deixar o reino que ela aprendeu a Amar?
Afinal, foi naquele lugar que ela amadureceu. Se não fosse pelo Submundo, ela seria ainda Kore, a donzela inocente que não conhecia quase nada. E ela gosta do que se tornou sem a proteção de sua mãe. Ela gosta do desafio de estar longe de casa, mesmo que doa um pouquinho.
É... ser Perséfone nem sempre é fácil. Sempre dividida entre os mundos, entre o conforto e o crescimento, entre o familiar e o desafio, entre Deméter e Hades. Talvez fosse realmente mais fácil escolher apenas um e permanecer ali, mas ela sabe que isso não é possível. Sua natureza é a de transitar entre os dois mundos, e sentir a felicidade e a tristeza de estar com uma coisa que se ama de cada vez. Há uma certa magia em permanecer um pouquinho em cada lugar, em aprender a caminhar nas Sombras.
"Thus my joys are tainted with sadness in the spring when I leave you always to return. And my sadness is mingled with joy in the autumn when I return - always and ever to leave you."
“Aqui, nesse mundo escuro, eu me lembro da Terra ensolarada como alguém se lembra de um sonho. Anseio por isso, como alguém anseia por música em um mundo de silêncio. Ainda assim, quando estou de volta à Terra, circundada pelo confortável e familiar, é sua ausência que me consume como um pássaro esfomeado. Então, a falta de você se expande em mim como um vácuo, e o conhecimento de que você está aqui, de q vc me ama, que vc avidamente espera por mim, é dolorosamente precioso.
Então, minhas alegrias são manchadas com tristeza na primavera quando te deixo para sempre voltar. E minha tristeza é misturada com alegria no outono quanto eu volto – sempre e eternamente para deixá-lo.”
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Isis-Persephone II
Persephone, O Moon of men's desire,
Thy lambent light illumines with cold moon-fire!
Persephone, Persephone,
Moon of the night, we long for thee,
In outer space the springs of being rise;
With tidal sweep life streams across the skies,
And in men's hearts awake the slumbering fires -
Thou art the Queen of dreams and desires.
Persephone, Persephone,
Moon of the night, we come to thee!
Dione Fortune - Moon magic
Thy lambent light illumines with cold moon-fire!
Persephone, Persephone,
Moon of the night, we long for thee,
In outer space the springs of being rise;
With tidal sweep life streams across the skies,
And in men's hearts awake the slumbering fires -
Thou art the Queen of dreams and desires.
Persephone, Persephone,
Moon of the night, we come to thee!
Dione Fortune - Moon magic
terça-feira, 22 de junho de 2010
Isis-Persephone
I am that secret queen, Persephone,
All tides are mine, and answer unto me,
Tides of the airs, tides of the inner earth,
The secret silent tides of death and birth -
Tides of men's souls, and dreams, and destiny -
Isis veiled and Rhea, Binah, Ge.
Dion Fortune - Moon Magic
All tides are mine, and answer unto me,
Tides of the airs, tides of the inner earth,
The secret silent tides of death and birth -
Tides of men's souls, and dreams, and destiny -
Isis veiled and Rhea, Binah, Ge.
Dion Fortune - Moon Magic
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Perséfone
O cenário perfeito:
- Tempo: friozinho, vento e um pouco de sol.
- Local: pode ser a praia do Cassino, ou alguma outra praia.
- Condições: eu morando sozinha, mas com minha mãe ali do lado. Meu carro lindo e fofo ao meu dispôr. Um bom lugar de morar, com condições mínimas pra lidar com o frio (um bom chuveiro, um aquecedor, boas cobertas). Todos os meus amigos de lugares diferentes morando pelo menos perto, pra ser mais fácil visitar. Minha caminha boa de BSB.
É, meu lado Perséfone fala muito alto às vezes. Quando me adapto ao Submundo, descubro tantas coisas legais que não quero deixá-lo. É, meu lado Perséfone já comeu as sementinhas de romã que me deixam com um pezinho no submundo.
Estar em Brasília é bom por vários motivos. Eu sentia falta da família, do meu quarto, do meu cão, da comida da mamãe, dos amigos... é bom dirigir de novo, ter um chuveiro bom e até mesmo não passar frio na hora do banho, hehehe. Mas agora eu tenho um monte de coisas legais em Rio Grande! O mestrado, os novos amigos e... é, Hades também. E eu gosto do frio, eu realmente gosto. Não gosto de passar frio (ok, vcs já perceberam que eu realmente preciso de um chuveiro novo né?), mas do clima, das roupas, do chocolate quente, de não ficar suada o dia inteiro... ah, isso é muito bom! Morar na praia é bom, acordar com neblina é bom.
Sei lá, acho que isso faz parte de mim, parte de andar nas sombras, pra mim. Sentir falta de um lugar quando estou no outro, normal. Vou aprendendo a lidar, a perder e a ganhar coisas nessas transições. E no final... acho que valorizo um local pelo que vejo ao estar no outro... e o meu lar acaba sendo mesmo o Submundo, e a Terra passa a ser um lugar de visitas!
- Tempo: friozinho, vento e um pouco de sol.
- Local: pode ser a praia do Cassino, ou alguma outra praia.
- Condições: eu morando sozinha, mas com minha mãe ali do lado. Meu carro lindo e fofo ao meu dispôr. Um bom lugar de morar, com condições mínimas pra lidar com o frio (um bom chuveiro, um aquecedor, boas cobertas). Todos os meus amigos de lugares diferentes morando pelo menos perto, pra ser mais fácil visitar. Minha caminha boa de BSB.
É, meu lado Perséfone fala muito alto às vezes. Quando me adapto ao Submundo, descubro tantas coisas legais que não quero deixá-lo. É, meu lado Perséfone já comeu as sementinhas de romã que me deixam com um pezinho no submundo.
Estar em Brasília é bom por vários motivos. Eu sentia falta da família, do meu quarto, do meu cão, da comida da mamãe, dos amigos... é bom dirigir de novo, ter um chuveiro bom e até mesmo não passar frio na hora do banho, hehehe. Mas agora eu tenho um monte de coisas legais em Rio Grande! O mestrado, os novos amigos e... é, Hades também. E eu gosto do frio, eu realmente gosto. Não gosto de passar frio (ok, vcs já perceberam que eu realmente preciso de um chuveiro novo né?), mas do clima, das roupas, do chocolate quente, de não ficar suada o dia inteiro... ah, isso é muito bom! Morar na praia é bom, acordar com neblina é bom.
Sei lá, acho que isso faz parte de mim, parte de andar nas sombras, pra mim. Sentir falta de um lugar quando estou no outro, normal. Vou aprendendo a lidar, a perder e a ganhar coisas nessas transições. E no final... acho que valorizo um local pelo que vejo ao estar no outro... e o meu lar acaba sendo mesmo o Submundo, e a Terra passa a ser um lugar de visitas!
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