terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Sobre sonhos

Sabe, eu ando pensando (ooh que  novidade =P).

Em 1999, eu descobri minha paixão por golfinhos. Isso virou meu sonho.
Em 2000, eu decidi que ia fazer veterinária e me especializar em algo marinho pra poder trabalhar com eles.
Em 2004, passei no vestibular  e fui morar em BH. Passei 5 anos e meio na faculdade, por vezes  me esquecendo do motivo inicial de tudo e pensando em outros caminhos.
Em 2008,  eu descobri o quanto eu  gosto de reprodução. E também o meu  gosto  enorme  por  resgate e reabilitação.
Em 2009, eu decidi unir  minhas paixões, golfinho e reprodução.
Em 2010, eu passei no mestrado e vim morar longe de muita gente importante pra mim por causa dessas  paixões. Acabei decidindo que ia ficar com a reprodução e deixar os golfinhos pra lá.

Em 2011...
Eu não sei  mais se trabalhar com golfinhos continua sendo meu sonho.
Eu não sei mais se trabalhar com resgate e reabilitação vai me dar esse prazer que eu tinha antigamente.
Eu não sei mais... não sei mais qual é a minha paixão. Não tenho certeza do que quero profissionalmente.

Hoje eu tava pensando na definição de sonho, esse sonho da vida, assim. Acho que é aquela coisa que a gente encontra  e,  por mais que seja difícil, que  você tenha que ralar pra funcionar, pra acontecer o que é necessário, você trabalha, trabalha,  fica cansado mas chega no fim do dia extremamente feliz e satisfeito.
Eu não sei mais o que é isso pra mim... e tá na hora de encontrar. Ou de reencontrar, vai que eu só esqueci e continua sendo a mesma coisa.

Eu achava que  poderia me acomodar a alguma coisa, sabe? Sei lá. Talvez esteja cedo pra dizer isso, já que eu  mal comecei meu caminho acadêmico. O mestrado está sendo bom pra eu perceber uma coisa: eu realmente NÃO quero mais matar animaizinhos. Não, eu quero lutar pela vida deles, e por isso eu quero trabalhar com reprodução de  animais silvestres. Mas, ok, será  que isso é suficiente? E se não fôr? E se o que me traz satisfação é realmente o resgate? Será que  eu vou estar sempre destinada a ficar longe de tantas pessoas queridas,  indo de lá pra cá, pra trazer essa satisfação? Será que isso é suficiente? Ou será que se eu escolher as pessoas queridas, eu vou ficar tão satisfeita quanto? Mais? Menos? Do que será que vale a pena abrir mão?

Não sei, mas tá na hora de descobrir.  Quero encontrar realmente  aquilo que me traz paixão em fazer, por mais trabalho que eu possa ter. Eu tenho uma noção do que seja, mas  preciso perceber a fundo o que me faz me sentir assim, feliz profissionalmente. Ou mesmo se a felicidade de estar perto das pessoas importantes me traz a felicidade que quero e eu posso seguir profissionalmente algo que me satisfaça de forma diferente.

Acho que estou trilhando caminhos diferentes pra saber em qual vou ficar.
Primeiro vou pra esquerda, vejo como ele é, como me sinto. Depois  pego o da direita, vejo como ele é e como me sinto. Depois volto para o meio e escolho uma direção pra permanecer.
Tenho a impressão de que as coisas estão seguindo essa  lógica, aí. Estou com muitas dúvidas, mas  só trilhando o caminho é que eu vou descobrir se ele vai ser bom.

Então eu percebi o que vai ser 2011. Para muitos por aí, vai ser o ano de realizações. Para mim, ele vai ser o ano de redescobertas. De decisões. De reencontrar minhas paixões. E para isso, preciso relembrar certas coisas.

É o que estou começando a fazer.

Um comentário:

Rô Rezende disse...

Vi minhas dúvidas na suas. Tenho esse medo de nunca me acomodar, e de acabar ficando frustrada.

Mas acho que você já deu o primeiro passo, pensar e repensar... rs. E ter a coragem de mudar se necessário. Admiro pessoas que tem essa coragem de ir e voltar. Vejo muita gente que escolheu um caminho, seguir por ele infeliz, como se a escolha fosse irrevogável. Saber abrir mão, saber começar de novo ou mudar a rota, é tão importante quanto perceber o que te faz feliz.