domingo, 2 de setembro de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
Falsa perfeição
Aqui estou eu, na posição de sempre: sentada na cama com o notebook no colo, minha forma preferida de escrever pensamentos. Que nessa semana tiveram um foco: tirar os véus da ilusão.
Eu passei esses últimos dois meses pensando em uma coisa de uma forma. E estava super contente, achando que tinha superado tudo, que estava tudo ótimo, porque aqui estou feliz.
E aí, essa semana, alguns fatos surgiram. E me fizeram olhar pra trás. Sabe quando você já sabia de uma coisa, mas não estava olhando corretamente pra ela?
Sei lá, acho que finalmente tirei tudo do pedestal. Eu passei muito tempo procurando não macular minhas lembranças, mas o choque da realidade finalmente bateu.
Perceber que não era tudo aquilo que eu tinha imaginado. Que no final das contas, eu já estava fazendo um esforço enorme pra recuperar o que foi um dia, com fotos, cartas, lembranças, sendo que era apenas uma forma de tentar trazer a perfeição de volta quando ela não existia mais...
O motivo não interessa mais (por mais que eu sempre queira entender tudo), interessa que aconteceu. Interessa que agora as palavras são pra outra pessoa, a perfeição é de outra pessoa, e pelo visto, ainda mais forte. E tudo bem, assim é a vida, não é verdade? Uma hora ou outra, eu também vou me apaixonar novamente, e aquelas palavras que um dia foram verdade pra você serão verdade pra ele.
Só que encarar a realidade, encarar de verdade, dói. Dói pelo ego ferido, por ver que você é uma pessoa melhor depois que eu fui embora da sua vida. Mas tudo bem, porque eu também acho que sou melhor agora. E você foi, sim, essencial para isso. Não tiro a importância de tudo, e não tenho raiva, não mais. Eu entendi, finalmente. A vida segue, cada um com seu tempo. Uma hora dessas, as lembranças ficarão mais distantes.
Por agora, pelo menos eu finalmente encarei o que eu tinha colocado lá no fundo. E o que se enterra, uma hora volta à tona. E isso veio pra ser curado, pra ir embora, pra que eu realmente fique pronta para o que vem pela frente.
Tudo isso eu já tinha escrito de outra forma, um tempo atrás. Mas a ficha não tinha caído completamente até essa semana. Até lembrar de tudo, até pensar com detalhes, até ver a diferença do que tivemos para o que você tem hoje. Um dia fomos importantes e especiais um para o outro. Você não era o homem da minha vida, mas foi o homem perfeito pra mim em um momento. Me fez enxergar muita coisa. Me fez sentir muita coisa. E refletir. Por isso, muito obrigada.
E com isso, eu encerro. Eu não falo mais de você. Eu me desligo e mudo. Eu finalmente me liberto de verdade.
Eu passei esses últimos dois meses pensando em uma coisa de uma forma. E estava super contente, achando que tinha superado tudo, que estava tudo ótimo, porque aqui estou feliz.
E aí, essa semana, alguns fatos surgiram. E me fizeram olhar pra trás. Sabe quando você já sabia de uma coisa, mas não estava olhando corretamente pra ela?
Sei lá, acho que finalmente tirei tudo do pedestal. Eu passei muito tempo procurando não macular minhas lembranças, mas o choque da realidade finalmente bateu.
Perceber que não era tudo aquilo que eu tinha imaginado. Que no final das contas, eu já estava fazendo um esforço enorme pra recuperar o que foi um dia, com fotos, cartas, lembranças, sendo que era apenas uma forma de tentar trazer a perfeição de volta quando ela não existia mais...
O motivo não interessa mais (por mais que eu sempre queira entender tudo), interessa que aconteceu. Interessa que agora as palavras são pra outra pessoa, a perfeição é de outra pessoa, e pelo visto, ainda mais forte. E tudo bem, assim é a vida, não é verdade? Uma hora ou outra, eu também vou me apaixonar novamente, e aquelas palavras que um dia foram verdade pra você serão verdade pra ele.
Só que encarar a realidade, encarar de verdade, dói. Dói pelo ego ferido, por ver que você é uma pessoa melhor depois que eu fui embora da sua vida. Mas tudo bem, porque eu também acho que sou melhor agora. E você foi, sim, essencial para isso. Não tiro a importância de tudo, e não tenho raiva, não mais. Eu entendi, finalmente. A vida segue, cada um com seu tempo. Uma hora dessas, as lembranças ficarão mais distantes.
Por agora, pelo menos eu finalmente encarei o que eu tinha colocado lá no fundo. E o que se enterra, uma hora volta à tona. E isso veio pra ser curado, pra ir embora, pra que eu realmente fique pronta para o que vem pela frente.
Tudo isso eu já tinha escrito de outra forma, um tempo atrás. Mas a ficha não tinha caído completamente até essa semana. Até lembrar de tudo, até pensar com detalhes, até ver a diferença do que tivemos para o que você tem hoje. Um dia fomos importantes e especiais um para o outro. Você não era o homem da minha vida, mas foi o homem perfeito pra mim em um momento. Me fez enxergar muita coisa. Me fez sentir muita coisa. E refletir. Por isso, muito obrigada.
E com isso, eu encerro. Eu não falo mais de você. Eu me desligo e mudo. Eu finalmente me liberto de verdade.
sábado, 14 de abril de 2012
Memórias da infância
Quando eu era criança, passava tardes debaixo do prédio brincando de pique-pega, sete pecados (aquele com a bola), nadando na piscina do prédio e ouvindo música infantil. Eu fazia cidades de formigas com caixas de papelão e, quando elas morriam, elas eram presas em algodão e colocadas em um cemitério.
Quando eu era criança, eu adorava brincar de Lego. Eu e meus primos montávamos cidades de Lego e passávamos dias criando histórias. Eu brincava de ser professora da minha prima e do meu irmão. Brincava de boneca com a Gaby, e vivíamos a fantasia de ser mães da Turma da Mônica em uma casa que ficava montada pelo tempo das férias, se pudesse. Também fazíamos cabaninhas de colchonete e dormíamos dentro dela. E às vezes, a Lady (cadelinha) entrava lá e tomava nosso lugar. Minhas Barbies tinham histórias contínuas e uma mala enorme de roupinhas que minha mãe me dava sempre.
Quando eu era criança, eu desfilei com fantasia de fada, com direito a varinha de condão. E a roupa ainda existe, e a sapatilha ainda serve em mim. Eu dancei Carmem Miranda na formatura do 3º período, cantei "Gosto de Você" no Dia das Mães da primeira série e "I Just Called to Say I Love You" na quarta série. Fiz aula de dança por muito tempo e apresentei até mesmo Backstreet Boys com o The Best Forever no Pin. E a gente ficou revoltada por não ter ganhado a competição! :P
Quando eu era criança, eu brincava de Xou da Xuxa com aquele microfone de cabelo amarelo e o Meu Primeiro Gradiente. Eu amava Trem da Alegria e cantava Balão Mágico com meu pai. Acabei herdando dos meus pais o gosto musical por Sá & Guarabyra, The Mamas and the Papas, The Carpenters e aquelas músicas que tocam na Antena 1 até hoje. Cresci ouvindo, cantando e dançando um monte de coisa diferente.
Quando eu era criança, eu adorava pintar minhas unhas com esmaltes coloridos. Uma unha de cada cor, muitas vezes. Também passava batons diferentes, às vezes até misturava: em cima preto, embaixo roxo. Com dez anos eu já amava usar batom vermelho. E tinha uma mecha loira absurdamente grande na franja - que eu amava e não achava nada ridícula, mesmo que hoje eu veja as fotos e pense: "putz!"
Quando eu era criança, eu queria ter um amigo imaginário, porque eu ouvia minha mãe contar do que minha tia tinha. Acabei inventando um amigo imaginário, e me divertia bastante com a minha invenção. Eu também inventei uma irmã gêmea, extremamente exibida e esnobe, que usava o cabelo de lado e mascava chiclete de boca aberta e achava isso lindo. Ela não durou muito.
Quando eu era criança, eu tive um monte de animaizinhos de estimação, mas quase sempre eles foram embora. Pato, pintinho, coelho, cachorro, hamster, porquinho da índia... um monte de gente passou pelas nossas casas. De todos, o único que ficou mais tempo foi o Kiru, que está há quase 15 anos com a gente. Nem todas as lembranças dos bichinhos que se foram são boas. Houve momentos tensos, que acho até que minha mente se recusa a lembrar direito.
Quando eu era criança, eu pedi um irmãozinho pra minha mãe. Aí ele veio, e eu disse pra ela que eu queria era uma irmãzinha. Até tentei fazer ele se afogar uma vez, chamando minha mãe na cozinha no meio do banho dele. Tadinho.
Quando eu era criança, eu e minha prima revezávamos dias pra usar roupas uma da outra. Um dia as duas usávamos roupa minha, no outro roupa dela. E sempre, se uma estava de vestido, a outra também. E eu adorava que me vissem linda, bem vestida e arrumada. Minha mãe diz que, com meus 3 anos, por aí, eu esperava todo mundo me ver, me elogiar, e depois pedia pra ela tirar meus enfeites.
Eu já gostava de ler, e meu personagem favorito da Turma da Mônica sempre foi o Cebolinha. Eu morria de rir com as historinhas do Louco e, uma vez, vi um desenho de uma menininha e disse que era eu na revistinha (como eu lembro disso?).
Quando eu era criança, eu gostava de inventar moda. Já curtia calças largas e macacão, usava boné pra trás e me sentia a adulta. E mesmo vestida mais largadinha, estava sempre de batom.
Quando eu era criança, eu brincava que era sereia, princesa, fada. No caminho de Passos pra BH, a gente sempre passava por uma loja de móveis que tinha o formato de um castelo, e eu queria muito entrar lá. Sempre quis entrar em um castelo... e sempre adorei magia e fantasia.
Tenho me lembrado de mais coisas da infância esses dias, e escrevo aqui pra honrar esse passado. A infância é um período da minha vida que eu guardo com muito carinho e amor. Ainda ouço músicas infantis e me transporto pra esse tempo de inocência e sem preocupações. E deixo minha criança interior brincar um pouquinho... porque afinal, todo mundo precisa de um pouco dessa criança, em qualquer fase da vida. Não o tempo todo, não para tudo. Mas brincar e rir, lembrar daquela inocência feliz, é muito gostoso! =)
sexta-feira, 30 de março de 2012
Aos Garotos da Minha Vida
Estou pensando nesse post há algum tempo. Tantos ciclos se encerrando... e eu comecei a pensar nos garotos, ou homens, que fizeram diferença pra mim. Pessoas que passaram pela minha vida e deixaram marcas, mudaram minhas formas de ver as coisas, de sentir, e tudo mais. Alguns foram especificamente importantes no meu processo como um todo.
Acho que meu processo pra entender o masculino começou em 2007. Foi quando comecei a curar certas revoltas que eu tinha a respeito dos homens. Comecei a sentir o que era gostar e ser correspondida. Dançar junto, brincar, rir. Foi forte, e depois que me ensinou o que precisava, acabou.
Depois, acabei desvalorizando o sentimento de uma pessoa. Um dia desses achei os textos que ele escrevia pra mim. E aí fui lembrando das outras coisas... o lírio, o girassol, o amarelo. Eu sinceramente não sei o que essa pessoa pensa a meu respeito hoje. É chato quando a gente percebe o quanto nosso comportamento foi sacana, né? Eu acho que sabia, sim, na época, mas era imatura ainda. Esse moço apareceu num momento em que eu não estava aberta para o que ele tinha pra mim. Coisas da vida, creio eu... Mas a forma com que lidei com isso na época, admito hoje, não foi a melhor, não. Esse processo nosso gerou algumas mágoas, eu acho... e hoje eu ainda tenho vontade de me desculpar. Não sei se cabe.
As próximas memórias marcantes vêm de uma foto em espiral. De uma mensagem sem palavras. Ou com? Talante. Coisa que marcou de uma forma... paradoxal. Como muitas coisas na vida! Memória que ficou. Que deu origem a uma promessa. Que me fez perceber o que me fazia bem e o que não fazia.
Achei que não cairia na armadilha novamente quando saí dos padrões e conheci um ser de outro mundo. Ou de dois mundos diferentes. Uma percepção completamente diferente de tudo que eu já tinha visto... a pessoa que me ensinou a ir atrás da minha própria felicidade. E ao me ensinar isso, também era hora de ir embora.
E caí em uma nova armadilha. Ou não! Não foi exatamente isso, foi sim uma escolha. Escolhi um padrão terrível do meu passado. Mas... quer saber? Foi por causa dele que enxerguei as feridas que estavam escondidas dentro de mim e precisavam de cura. Eu acabei cutucando um pouco aquilo, e doeu, mas foi assim que elas se mostraram para que eu pudesse encará-las de uma vez por todas.
E com essas feridas abertas, veio outra pessoa e as curou. E novamente, veio no momento necessário, e foi embora quando era a hora de ir. Quer dizer... dessa vez, eu que fui embora.
Nem sempre amei ou fui amada. Mas sempre aprendi alguma coisa.
E então vem o objetivo desse post: encerramento.
Acho que esse é o momento... fins para novos começos.
Hoje percebi que realmente é hora de mudar os ciclos, os padrões, e deixar o passado na memória. Momentos marcantes estarão sempre lá. Na minha caixinha de lembranças. Guardados no coração.
Eu tenho pensado que ter alguém sempre foi algo muito importante pra mim. Estar comigo mesma era um incômodo. Mas... por que isso, se eu sempre me bastei sozinha? Por que era tão chato pra mim não ter um namorado? Quantas vezes eu procurei o que eu queria em pessoas erradas? Projetei? E deixei passar aqueles que me fariam tão bem? Deixei... até perceber que o que eu queria era mesmo o que me faria bem. Coroando o processo.
Encerrando este ciclo, acabei lembrando de todos os que me fizeram pensar como penso agora. E deixo um agradecimento a estes garotos, ou homens, que me ensinaram um pouco sobre seu universo. Até mesmo os que me ensinaram o que não vale a pena.
E nessa nova fase, tenho percebido também como é bom estar comigo mesma. Tenho gostado mais disso, vendo certas coisas que não estariam acontecendo de outra forma. Tenho valorizado coisas de formas que não valorizava antes.
Então agora eu relembro lições. Relembro promessas, percebendo que é realmente melhor cumpri-las. Encerro padrões. Agradeço aos que fizeram parte disso, pois sem isso eu não pensaria como agora. E me despeço.
Abençoado seja você, cujas experiências o deixaram prontos para entrar em minha vida.
Abençoado seja você, que saiu da minha vida com novas experiências para estar pronto para o que veio depois.
Abençoado seja você, sem ligações comigo, para ser feliz da maneira que fôr melhor. Para que eu também seja feliz separada de você.
Acho que meu processo pra entender o masculino começou em 2007. Foi quando comecei a curar certas revoltas que eu tinha a respeito dos homens. Comecei a sentir o que era gostar e ser correspondida. Dançar junto, brincar, rir. Foi forte, e depois que me ensinou o que precisava, acabou.
Depois, acabei desvalorizando o sentimento de uma pessoa. Um dia desses achei os textos que ele escrevia pra mim. E aí fui lembrando das outras coisas... o lírio, o girassol, o amarelo. Eu sinceramente não sei o que essa pessoa pensa a meu respeito hoje. É chato quando a gente percebe o quanto nosso comportamento foi sacana, né? Eu acho que sabia, sim, na época, mas era imatura ainda. Esse moço apareceu num momento em que eu não estava aberta para o que ele tinha pra mim. Coisas da vida, creio eu... Mas a forma com que lidei com isso na época, admito hoje, não foi a melhor, não. Esse processo nosso gerou algumas mágoas, eu acho... e hoje eu ainda tenho vontade de me desculpar. Não sei se cabe.
As próximas memórias marcantes vêm de uma foto em espiral. De uma mensagem sem palavras. Ou com? Talante. Coisa que marcou de uma forma... paradoxal. Como muitas coisas na vida! Memória que ficou. Que deu origem a uma promessa. Que me fez perceber o que me fazia bem e o que não fazia.
Achei que não cairia na armadilha novamente quando saí dos padrões e conheci um ser de outro mundo. Ou de dois mundos diferentes. Uma percepção completamente diferente de tudo que eu já tinha visto... a pessoa que me ensinou a ir atrás da minha própria felicidade. E ao me ensinar isso, também era hora de ir embora.
E caí em uma nova armadilha. Ou não! Não foi exatamente isso, foi sim uma escolha. Escolhi um padrão terrível do meu passado. Mas... quer saber? Foi por causa dele que enxerguei as feridas que estavam escondidas dentro de mim e precisavam de cura. Eu acabei cutucando um pouco aquilo, e doeu, mas foi assim que elas se mostraram para que eu pudesse encará-las de uma vez por todas.
E com essas feridas abertas, veio outra pessoa e as curou. E novamente, veio no momento necessário, e foi embora quando era a hora de ir. Quer dizer... dessa vez, eu que fui embora.
Nem sempre amei ou fui amada. Mas sempre aprendi alguma coisa.
E então vem o objetivo desse post: encerramento.
Acho que esse é o momento... fins para novos começos.
Hoje percebi que realmente é hora de mudar os ciclos, os padrões, e deixar o passado na memória. Momentos marcantes estarão sempre lá. Na minha caixinha de lembranças. Guardados no coração.
Eu tenho pensado que ter alguém sempre foi algo muito importante pra mim. Estar comigo mesma era um incômodo. Mas... por que isso, se eu sempre me bastei sozinha? Por que era tão chato pra mim não ter um namorado? Quantas vezes eu procurei o que eu queria em pessoas erradas? Projetei? E deixei passar aqueles que me fariam tão bem? Deixei... até perceber que o que eu queria era mesmo o que me faria bem. Coroando o processo.
Encerrando este ciclo, acabei lembrando de todos os que me fizeram pensar como penso agora. E deixo um agradecimento a estes garotos, ou homens, que me ensinaram um pouco sobre seu universo. Até mesmo os que me ensinaram o que não vale a pena.
E nessa nova fase, tenho percebido também como é bom estar comigo mesma. Tenho gostado mais disso, vendo certas coisas que não estariam acontecendo de outra forma. Tenho valorizado coisas de formas que não valorizava antes.
Então agora eu relembro lições. Relembro promessas, percebendo que é realmente melhor cumpri-las. Encerro padrões. Agradeço aos que fizeram parte disso, pois sem isso eu não pensaria como agora. E me despeço.
Abençoado seja você, cujas experiências o deixaram prontos para entrar em minha vida.
Abençoado seja você, que saiu da minha vida com novas experiências para estar pronto para o que veio depois.
Abençoado seja você, sem ligações comigo, para ser feliz da maneira que fôr melhor. Para que eu também seja feliz separada de você.
domingo, 18 de março de 2012
Viagem ao Submundo - Uma Análise
Estou querendo escrever sobre isso há algum tempo, e acho que chegou a hora. Analisar minha estadia em Rio Grande. Como eu penso melhor escrevendo, vamos aproveitar!
Eu até compilei meus posts pra ir analisando toda a jornada. No começo, quando era tudo novidade, era super legal. Lembro que eu estava super empolgada pra chegar a época de frio - ah, se eu soubesse o que me esperava! Hehehe. Percebi também que no início eu estava empolgada com tudo que acontecia. Tudo era novidade, então é ótimo! Mas sempre, sempre a saudade de um monte de coisas. E pessoas.
Com o tempo, meu blog foi ficando mais... sombrio. Não é novidade pra quem lê meu blog que, pra mim, os Deuses estão sempre guiando meu caminho e mexendo seus pauzinhos pras coisas acontecerem. E esse processo não foi diferente. Pra mim, foi um aprofundamento no Submundo, conhecendo lados meus que eu não conhecia e trazendo à tona várias coisas que precisava curar.
Esses dias eu tenho pensado em Rio Grande como um capítulo escuro da minha vida. Não no sentido de "passado negro", mas de um mergulho profundo em mim mesma, naquelas partes que não ficam muito à vista. Exatamente as que precisavam de atenção.
Eu fiquei muito sozinha, quase todo o tempo. Tive amigos que vieram e se foram. Chorei muito em diveeeeersos momentos desse processo. Mas, não importa o momento, sempre tinha uma coisa a meu favor.
Quando eu não era amiga de ninguém, eu tinha vizinhos legais, que me ajudavam, me faziam companhia e até faziam comida pra mim. Depois eu arrumei amigos e um namorado, me mudei pra um lugar melhor. Na minha maior crise com o primeiro namorado, eu tive amigas pra me apoiar no processo.
Depois, veio o verão, e os ônibus no verão pra FURG são beeem chatos. E enquanto estávamos no período de escassez de ônibus, eu tive um carro pra facilitar a vida. Sofrendo com uma crise, mas com os amigos pra contrabalancear do outro lado.
Então eu terminei o namoro e entrei no mundo da música, que foi outro ponto de apoio por muito tempo. Uma nova fase que foi muito importante. Foi aí que eu percebi como é gostoso estar em um palco, cantando pras pessoas. Como a música me completa e me faz bem.
Mas mesmo no auge desse momento, eu sentia que aquilo era efêmero, e eu não estava enganada. E quando tudo isso foi embora, junto com várias amizades, quando eu estava quase totalmente sozinha de novo, uma outra pessoinha estava ali, e curou um monte de coisas, e se tornou um novo ponto de apoio para aquele momento que eu estava vivendo (e eu espero ter sido um apoio também, aliás).
E por todas essas coisas eu vejo as mãozinhas dos Deuses me guiando. Do tipo... "tá difícil, mas eu vou te dar algo pra conseguir dar conta. Não falta muito agora, vamos lá. Só mais um pouquinho!"
No final de tudo isso, a minha certeza de que finalmente era hora de voltar pra Brasília era absoluta. Não havia outra escolha, pois eu não estava exatamente feliz... e isso também ocasionou ter que abrir mão de uma coisa de igual valor pra mim. Eu já sabia que teria que fazer isso e doeu mesmo assim, como eu também sabia que seria.
Quando voltei pra Brasília, quis romper todas as ligações que tenho com a cidade. Excluir pessoas, guardar fotos pra não ver mais tão cedo, parar de lembrar de coisas. As lembranças são tão paradoxais... e certas coisas ficaram como um "trauminha". E eu sei que isso vai durar algum tempo, exatamente pela solidão imensa que eu senti durante todo esse tempo. Mas eu consigo compreender a importância desses dois anos na minha vida.
Além de toda a jornada pessoal, foi uma busca profissional, e toda a vivência do mestrado me fez chegar ao meu objetivo do doutorado - que difere de muitas formas do que fiz no mestrado, mas eu não teria chegado às conclusões que cheguei se não tivesse passado por isso.
Depois da revolta postada outro dia, eu também consegui entender como a Deusa não dá ponto sem nó, e que eu estava errada em achar que ela seria simplesmente cruel. Aset sempre sabe o que faz, e as coisas acabam se tornando mais claras em pouco tempo. E assim foi, e eu percebi que realmente não havia outra forma de ser.
Eu até compilei meus posts pra ir analisando toda a jornada. No começo, quando era tudo novidade, era super legal. Lembro que eu estava super empolgada pra chegar a época de frio - ah, se eu soubesse o que me esperava! Hehehe. Percebi também que no início eu estava empolgada com tudo que acontecia. Tudo era novidade, então é ótimo! Mas sempre, sempre a saudade de um monte de coisas. E pessoas.
Com o tempo, meu blog foi ficando mais... sombrio. Não é novidade pra quem lê meu blog que, pra mim, os Deuses estão sempre guiando meu caminho e mexendo seus pauzinhos pras coisas acontecerem. E esse processo não foi diferente. Pra mim, foi um aprofundamento no Submundo, conhecendo lados meus que eu não conhecia e trazendo à tona várias coisas que precisava curar.
Esses dias eu tenho pensado em Rio Grande como um capítulo escuro da minha vida. Não no sentido de "passado negro", mas de um mergulho profundo em mim mesma, naquelas partes que não ficam muito à vista. Exatamente as que precisavam de atenção.
Eu fiquei muito sozinha, quase todo o tempo. Tive amigos que vieram e se foram. Chorei muito em diveeeeersos momentos desse processo. Mas, não importa o momento, sempre tinha uma coisa a meu favor.
Quando eu não era amiga de ninguém, eu tinha vizinhos legais, que me ajudavam, me faziam companhia e até faziam comida pra mim. Depois eu arrumei amigos e um namorado, me mudei pra um lugar melhor. Na minha maior crise com o primeiro namorado, eu tive amigas pra me apoiar no processo.
Depois, veio o verão, e os ônibus no verão pra FURG são beeem chatos. E enquanto estávamos no período de escassez de ônibus, eu tive um carro pra facilitar a vida. Sofrendo com uma crise, mas com os amigos pra contrabalancear do outro lado.
Então eu terminei o namoro e entrei no mundo da música, que foi outro ponto de apoio por muito tempo. Uma nova fase que foi muito importante. Foi aí que eu percebi como é gostoso estar em um palco, cantando pras pessoas. Como a música me completa e me faz bem.
Mas mesmo no auge desse momento, eu sentia que aquilo era efêmero, e eu não estava enganada. E quando tudo isso foi embora, junto com várias amizades, quando eu estava quase totalmente sozinha de novo, uma outra pessoinha estava ali, e curou um monte de coisas, e se tornou um novo ponto de apoio para aquele momento que eu estava vivendo (e eu espero ter sido um apoio também, aliás).
E por todas essas coisas eu vejo as mãozinhas dos Deuses me guiando. Do tipo... "tá difícil, mas eu vou te dar algo pra conseguir dar conta. Não falta muito agora, vamos lá. Só mais um pouquinho!"
No final de tudo isso, a minha certeza de que finalmente era hora de voltar pra Brasília era absoluta. Não havia outra escolha, pois eu não estava exatamente feliz... e isso também ocasionou ter que abrir mão de uma coisa de igual valor pra mim. Eu já sabia que teria que fazer isso e doeu mesmo assim, como eu também sabia que seria.
Quando voltei pra Brasília, quis romper todas as ligações que tenho com a cidade. Excluir pessoas, guardar fotos pra não ver mais tão cedo, parar de lembrar de coisas. As lembranças são tão paradoxais... e certas coisas ficaram como um "trauminha". E eu sei que isso vai durar algum tempo, exatamente pela solidão imensa que eu senti durante todo esse tempo. Mas eu consigo compreender a importância desses dois anos na minha vida.
Além de toda a jornada pessoal, foi uma busca profissional, e toda a vivência do mestrado me fez chegar ao meu objetivo do doutorado - que difere de muitas formas do que fiz no mestrado, mas eu não teria chegado às conclusões que cheguei se não tivesse passado por isso.
Depois da revolta postada outro dia, eu também consegui entender como a Deusa não dá ponto sem nó, e que eu estava errada em achar que ela seria simplesmente cruel. Aset sempre sabe o que faz, e as coisas acabam se tornando mais claras em pouco tempo. E assim foi, e eu percebi que realmente não havia outra forma de ser.
Ir pra Rio Grande provavelmente foi a melhor coisa pra mim no sentido de crescimento pessoal. Amadureci muito. E doeu muito também (mas não é sempre assim, afinal?).
Acho que minhas lembranças da cidade sempre serão paradoxais... e sempre, sempre, terei no coração certas pessoas e certos momentos que marcaram.
Acho que minhas lembranças da cidade sempre serão paradoxais... e sempre, sempre, terei no coração certas pessoas e certos momentos que marcaram.
Eu definitivamente encerrei esse período. E espero que meus posts fiquem menos sombrios a partir de agora. ^^
quinta-feira, 15 de março de 2012
Pedestal
Um mês.
Um mês que me fez pensar muito, em muita coisa. Coisas que eu queria escrever e não sabia como. Primeiro, sobre achar que era tudo uma sacanagem da Deusa comigo. Depois, sobre aceitar a situação. Isso eu consegui escrever.
Agora, minha reflexão foi em cima de tudo que eu achava perfeito.
Passei um tempo sem querer macular as nossas lembranças. Lembrando do fim de semana do início, das mensagens, das rosas. Sim, era perfeito. Mas deixou de ser.
Acho que você se fechou quando se deu conta de que eu ia embora. Mesmo que tivéssemos decididos continuar à distância. Toda a situação mudou. Não havia mais tantas mensagens carinhosas, vontade absurda de se ver. Por um tempo eu pensei que era normal, mas sempre, sempre sentia falta disso.
No final, já não era mais perfeito. Tinha carinho, sim, tinha amor. Mas não tinha novidade; não tinha diversão - e até certo ponto a situação era compreensível. Eu tinha me tornado meio insegura, com medo, me convencendo sempre de que era imaginação minha quando achava que tinha algo errado. Mas bom... talvez não fosse. Talvez a magia de tudo tenha ido embora com tudo que aconteceu. Não sei se por mim ou por você apenas... mas pelos caminhos se fechando.
Tivemos uma fase perfeita. E uma hora... eu tive que mudar. Não havia condições para mim. A minha fase mudou, e eu sabia que você não poderia ficar nela, mas insisti mesmo assim. Doeu. Talvez esse tenha sido o erro. Talvez, se no momento de te dar tchau, já tivéssemos percebido o que era melhor... pois a sua fase mudou depois de mim. E isso também doeu. Doeu quando vi que sua nova fase inclui outra pessoa - tão rápido...
Mas as coisas são como são. E hoje eu entendi por que você estava tão tranquilo. E eu quis minhas tantas lágrimas por você de volta. Desejei não ter chorado. Desejei não ter chorado. desejei minhas palavras de volta, todas aquelas a que você não respondeu. Te xinguei de fraco, idiota, burro, tudo que pude. Imaginei mil coisas ruins.
E te tirei de um pedestal. Um dia você mereceu estar lá, mas há quanto tempo eu devia ter tirado você dele? Você foi, sim, muito do que eu sonhei pra mim. Por algum tempo. E as circunstâncias fizeram isso mudar, mas eu ainda via uma hora em que aquilo podia voltar. Mas você já tinha se fechado...
Tenho certeza que, se tivéssemos continuado, não voltaria a ser perfeito. Aquela vida não era pra mim. E sei que depender somente de você não era bom pra você, também. E iria definhar, cada vez mais. Deixar mais mágoa.
Hoje eu percebi muitas coisas. Finalmente tirei você do pedestal. Fiquei com raiva. E sim, fiquei magoada. Coisa que eu achei que não ficaria, não com você. Mas, no final, começo a acreditar que a raiva e a mágoa são necessárias para seguir em frente.
De outra forma, quando será que eu te tiraria desse pedestal?
domingo, 4 de março de 2012
Utopia e felicidade
Ah, essa minha inspiração vem nos horários mais estranhos. Eu deito, começo a refletir, e simplesmente quero vir aqui e contar, pra poder organizar melhor meus pensamentos.
E novamente eu vou aos meus aspectos Persefonianos de ser.
Eu tenho uma mania chata de querer estar em mais de um lugar ao mesmo tempo. De sentir saudade de passado. Às vezes, até, de trazer o passado como se ele fosse presente. Não, não bom.
Eu comecei a lembrar de bons momentos de Rio Grande, da diversão, da música, do palco. E, por um momento, eu quis estar lá de novo. Mas aí eu reparei: Já tem quase um ano dessa fase da vida. O bar onde eu cantava nem existe mais. E aí eu lembrei dos últimos meses, do que fez falta, do que me fazia mal em estar longe de tanta coisa que eu amo.
Curioso, não? Como a nossa mente funciona. Provavelmente, muita gente faz várias coisas se iludindo que vão ter de novo uma coisa do passado. E, caramba, tá acontecendo tanta coisa legal, minha vida tá tão abençoada... por que é que eu ainda cismo em ir lá, lembrar de coisas do passado e querer de volta?
Acho que o passado é meu cantinho seguro. Sabe, já foi, já sabemos o que aconteceu, então se viesse de novo, seria tranquilo de lidar. O presente é lindo, mas às vezes, não saber o que vem pela frente dá medo. Normal, né? Ter medo do que a gente não conhece. É um desafio.
Isso é bom, um novo desafio a vencer... mas por outro lado, tem um martelinho que sempre fica lá no fundo, me cutucando, com uma coisa que nem deveria. E que por mais que eu tente, ainda não consegui fazê-lo parar de bater. Mesmo quando eu não quero, ele tá lá. Então eu procuro deixá-lo baixo pra não me incomodar tanto. E foco nas coisas legais do presente e do futuro, aquela parte do desafio que eu posso imaginar melhor.
Mas algumas coisas já são bem mais fáceis de lidar. Com as coisas que andam acontecendo, eu consegui aceitar as situações e perceber que as coisas estão como deveriam. Consigo entender muito mais agora, e ver o passado lá, no passado. Não que não dê saudade de vez em quando, ou que eu não queira viver de novo. Mas assim é a vida, e as pessoas entram e saem da sua vida nos momentos certos - afinal, não existem coincidências...
Houve um tempo em que eu projetava tanto que confundia as coisas, e pelo menos isso eu não faço mais. Progresso! Um dia, espero eu, conseguir também viver em um lugar só sem imaginar como seria se eu estivesse no outro. Até porque, na maioria das vezes, eu sei bem como seria. Não como na utopia, ou no sonho, mas na realidade. E a realidade é que o que eu vivo agora me traz muita, muita felicidade. =)
E novamente eu vou aos meus aspectos Persefonianos de ser.
Eu tenho uma mania chata de querer estar em mais de um lugar ao mesmo tempo. De sentir saudade de passado. Às vezes, até, de trazer o passado como se ele fosse presente. Não, não bom.
Eu comecei a lembrar de bons momentos de Rio Grande, da diversão, da música, do palco. E, por um momento, eu quis estar lá de novo. Mas aí eu reparei: Já tem quase um ano dessa fase da vida. O bar onde eu cantava nem existe mais. E aí eu lembrei dos últimos meses, do que fez falta, do que me fazia mal em estar longe de tanta coisa que eu amo.
Curioso, não? Como a nossa mente funciona. Provavelmente, muita gente faz várias coisas se iludindo que vão ter de novo uma coisa do passado. E, caramba, tá acontecendo tanta coisa legal, minha vida tá tão abençoada... por que é que eu ainda cismo em ir lá, lembrar de coisas do passado e querer de volta?
Acho que o passado é meu cantinho seguro. Sabe, já foi, já sabemos o que aconteceu, então se viesse de novo, seria tranquilo de lidar. O presente é lindo, mas às vezes, não saber o que vem pela frente dá medo. Normal, né? Ter medo do que a gente não conhece. É um desafio.
Isso é bom, um novo desafio a vencer... mas por outro lado, tem um martelinho que sempre fica lá no fundo, me cutucando, com uma coisa que nem deveria. E que por mais que eu tente, ainda não consegui fazê-lo parar de bater. Mesmo quando eu não quero, ele tá lá. Então eu procuro deixá-lo baixo pra não me incomodar tanto. E foco nas coisas legais do presente e do futuro, aquela parte do desafio que eu posso imaginar melhor.
Mas algumas coisas já são bem mais fáceis de lidar. Com as coisas que andam acontecendo, eu consegui aceitar as situações e perceber que as coisas estão como deveriam. Consigo entender muito mais agora, e ver o passado lá, no passado. Não que não dê saudade de vez em quando, ou que eu não queira viver de novo. Mas assim é a vida, e as pessoas entram e saem da sua vida nos momentos certos - afinal, não existem coincidências...
Houve um tempo em que eu projetava tanto que confundia as coisas, e pelo menos isso eu não faço mais. Progresso! Um dia, espero eu, conseguir também viver em um lugar só sem imaginar como seria se eu estivesse no outro. Até porque, na maioria das vezes, eu sei bem como seria. Não como na utopia, ou no sonho, mas na realidade. E a realidade é que o que eu vivo agora me traz muita, muita felicidade. =)
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Sacrifícios e Recompensas
Eu e meu blog mágico. Se é por ele ou não, eu não sei. Talvez escrever tenha ajudado. Talvez eu precisasse desabar de novo pra ver as coisas de outra forma. Ou talvez seja tudo isso junto com a magia desse pequeno lugarzinho que tenha mudado a minha visão das coisas.
Estou sempre refletindo sobre tudo. Isso não é nenhuma novidade... e certas coisas são mais difíceis de aceitar, mesmo quando vc sabe muito bem o porquê delas. Era o caso, como foi perceptível no meu último post.
Mas nada é por acaso. E eu já sabia que a minha escolha, qualquer que fosse, exigiria um sacrifício. Acontece que, se eu tivesse escolhido diferente, a dor do sacrifício feito provavelmente seria maior. Eu sofreria mais, por mais tempo, meus aspectos Persefonianos seriam muito mais difíceis. A escolha que eu fiz me exigiu um sacrifício dolorido, mas a dor é passageira. Uma fase difícil, que vai passar, e o resto todo vai ficar no lugar, bem bonitinho.
Minha vida no RS era muito, muito diferente da minha vida em Brasília. E é claro que as coisas ficaram pra trás porque não se encaixariam nessa vida de agora. Talvez, o mesmo seja com as pessoas. Aquela amizade especial foi importante no momento em que ela aconteceu, e aquilo vai ser sempre uma lembrança que vou guardar com carinho. Aquele Amor especial era perfeito ali, naquele momento, daquele jeito, mas talvez... talvez aqui ele não seria igual. Não tenho certeza, porque as circunstâncias são as que são. E elas assim são por um motivo.
Tudo tem um motivo, mesmo que a gente não goste de como as coisas acontecem. Depois de um tempo, a gente percebe a importância daquelas coisas como elas foram. Passa o tempo e a gente vai entendendo as minúcias de por que as pessoas se aproximaram, ou por que elas se afastaram; por que aquela pessoa veio pra sua vida daquele jeito, naquela hora. E por que, também, chega uma hora em que as pessoas precisam partir - ou você precisa partir.
Percebo agora que não tem nada de errado ter boas lembranças - ou, no meu caso com Rio Grande, lembranças extremamente paradoxais. Desde que você não viva delas. Afinal, se a gente se permite viver o presente, percebe quantas bênçãos recebe todo dia.
Meu sacrifício foi um Amor. Mas minha recompensa continua sendo o Amor. Por Amor eu voltei a Brasília, pelo amor aos Deuses, pelo Amor à minha família, à Wicca, à minha Tradição, aos meus irmãozinhos escolhidos. E isso também é minha bênção. =)
Estou sempre refletindo sobre tudo. Isso não é nenhuma novidade... e certas coisas são mais difíceis de aceitar, mesmo quando vc sabe muito bem o porquê delas. Era o caso, como foi perceptível no meu último post.
Mas nada é por acaso. E eu já sabia que a minha escolha, qualquer que fosse, exigiria um sacrifício. Acontece que, se eu tivesse escolhido diferente, a dor do sacrifício feito provavelmente seria maior. Eu sofreria mais, por mais tempo, meus aspectos Persefonianos seriam muito mais difíceis. A escolha que eu fiz me exigiu um sacrifício dolorido, mas a dor é passageira. Uma fase difícil, que vai passar, e o resto todo vai ficar no lugar, bem bonitinho.
Minha vida no RS era muito, muito diferente da minha vida em Brasília. E é claro que as coisas ficaram pra trás porque não se encaixariam nessa vida de agora. Talvez, o mesmo seja com as pessoas. Aquela amizade especial foi importante no momento em que ela aconteceu, e aquilo vai ser sempre uma lembrança que vou guardar com carinho. Aquele Amor especial era perfeito ali, naquele momento, daquele jeito, mas talvez... talvez aqui ele não seria igual. Não tenho certeza, porque as circunstâncias são as que são. E elas assim são por um motivo.
Tudo tem um motivo, mesmo que a gente não goste de como as coisas acontecem. Depois de um tempo, a gente percebe a importância daquelas coisas como elas foram. Passa o tempo e a gente vai entendendo as minúcias de por que as pessoas se aproximaram, ou por que elas se afastaram; por que aquela pessoa veio pra sua vida daquele jeito, naquela hora. E por que, também, chega uma hora em que as pessoas precisam partir - ou você precisa partir.
Percebo agora que não tem nada de errado ter boas lembranças - ou, no meu caso com Rio Grande, lembranças extremamente paradoxais. Desde que você não viva delas. Afinal, se a gente se permite viver o presente, percebe quantas bênçãos recebe todo dia.
Meu sacrifício foi um Amor. Mas minha recompensa continua sendo o Amor. Por Amor eu voltei a Brasília, pelo amor aos Deuses, pelo Amor à minha família, à Wicca, à minha Tradição, aos meus irmãozinhos escolhidos. E isso também é minha bênção. =)
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Presentes e retiradas
Eu ia esperar. Ia postar aqui só no dia que a TCS, Tradição de Wicca da qual faço parte, celebra Aset e Wesir. Mas eu resolvi que preciso me expressar um pouco.
Aset é minha mãe. E as mães de vez em quando nos dão duras lições. Mas às vezes... às vezes parece que elas até sacaneiam. Um exemplo? Eu.
Os Deuses me mandaram para Rio Grande - RS. Longe, sozinha, conhecendo um monte de coisas novas. Enquanto a gente conhece, tudo é novo e legal, mas passa um tempo e a solidão aperta. Ok, aí a Deusa me trouxe amigos e amigas. E me trouxe também um namorado.
E eu achava que tinha encontrado quem eu queria... e consegui viver uma coisa que eu sempre quis (ou pelo menos achava q era isso) por... bom, dois meses. Até tudo desabar. E aí eu até escrevi no ano passado sobre a dor e a perda de Aset, que eu também estava sentindo. Ok. Terminei o namoro, mas eu tinha os amigos e as amigas. E eu me aproximei muito de algumas dessas pessoas.
Mas... algo me dizia que muito do que eu estava vivendo em 2011 seria efêmero, que não duraria. Eu estava amando tudo, estava cantando, saindo, me divertindo, e ainda assim, decidi vir pra Brasília. Voltar, depois de anos longe de casa. Mas as coisas ainda estavam legais.
E então... em algum momento, assim, sem eu entender direito por que, os caminhos começaram a se fechar. Os amigos começaram a se afastar. Tudo estava dando certo em relação ao mestrado, mas por outro lado, eu me sentia cada vez mais sozinha.
Mas a Deusa não ia me deixar totalmente sozinha, então ela colocou uma pessoinha extremamente especial na minha vida. Um Amor tão grande, tão perfeito. Grande ironia da vida, não é? Resolvo ir embora e encontro o amor da minha vida. Dessa vez, não era uma ilusão.
E assim passaram-se seis meses de solidão e Amor, e meu aspecto Perséfone falando cada vez mais alto. E o Sul se tornando cada vez mais um lugar em que eu não teria condições de ficar, nem mesmo por esse grande amor. E aí... finalmente eu tive que partir. E um relacionamento perfeito não continuaria assim à distância... e teve que ter um fim.
E nesse momento eu penso no quanto isso é ruim. No quanto ainda dói. Os Deuses me mandaram pra PQP por um monte de motivos, ok. E eu tinha uma amizade tão bonita com uma pessoa, que de repente, assim, se acabou. Ficou na lembrança. E eu tinha o meu Amor. Aset me mandou um presente, sim. Me mandou a pessoa que eu sempre quis. O Amor dos meus sonhos. Aquele que eu queria pra sempre. Pra ele ter que ficar, e eu ter que ir embora.
Eu entendo, entendo bem o que Ela quis com isso. Mas, sinceramente? Está difícil de aceitar. Não estou exatamente com raiva dela... eu só estou um tanto chateada. Poxa, tudo bem, muito legal eu viver uma coisa linda, mas caramba, tinha que ser com alguém que era tudo que eu queria pra sempre? Passei dois anos lá naquele lugar, distante de tanta gente que eu amo, de tanta coisa, pra ficar tudo, TUDO pra trás. Tá doendo. Tá doendo porque eu não queria perder essa grande amizade. Tá doendo porque eu deixei pessoas que fizeram tanta diferença na minha vida e que sabe-se lá se algo disso tudo vai ficar. Eu tenho a impressão de que tudo que eu passei em Rio Grande vai ficar lá. Tudo o que veio comigo pra Brasília foram lembranças. Memórias de coisas boas, mas caramba, tinha que deixar absolutamente tudo pra trás? Não podia trazer nada comigo? Nem que fosse a ligação formada... uma pessoa pra contar... nada?
Sinceramente, eu sei que os Deuses sabem o que fazem, mas nesse momento, isso dói. Isso me incomoda e me deixa chateada. Eu queria um grande Amor, mas não no passado. Não adianta viver por apenas seis meses o que você quer pra toda a vida. Achar uma pessoa com quem vc se identifica tanto pra depois perder totalmente a ligação com ela. E nada, nada disso restar, a não ser lembranças.
Eu não aceitei isso direito ainda, e pensar dói, falar dói. Eu penso em tanta coisa, e tava tudo tão difícil de expressar. Mas quem sabe, escrevendo, fique mais fácil aceitar.
Ou talvez, só o tempo.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
As Faces do Amor (repost)
Há muito tempo, escrevi isso. Resolvi deixar aqui no blog...
16 January 2009 @ 01:24 am
Feast of Love
There is a story about the Greek Gods; they were bored so they invented human beings, but they were still bored so they invented love, then they weren’t bored any longer. So they decided to try love for themselves. And finally, they invented laughter, so they could stand it.
Esses dias eu ando pensando muito em relações humanas. Imagino os Deuses observando como nós interagimos com nossa espécie e o quanto eles se divertem com as confusões que nós causamos.
Ando pensando muito também no Amor, e nas diversas faces que o Amor pode ter.
Eu ficava pensando: se o Amor é a lei, por que é que as pessoas sofrem tanto? Por que existem tantos amores não-correspondidos, e por que sofremos tanto com isso?
E mais: eu tenho uma dificuldade muito grande quando penso que, às vzs, o Amor é totalmente correspondido, mas alguma coisa do destino separa duas pessoas que se amam. A morte, por exemplo.
Hoje assisti esse filme: Banquete do Amor. E ele mostra um pouco dos tipos diferentes de Amor. De como o amor fere, trai, mas também cura.
Durante todo o filme eu pensei coisas diferentes sobre o Amor.
Primeiro, eu vi pessoas se apaixonarem à primeira vista, e eu não acredito que isso aconteça. Depois, vi amantes que traíam esposa e namorado. Tinha um casal lindo com problemas de dinheiro e com parentes. Tinha um casal que tinha perdido o filho e se culpava por isso.
Sei lá. Vários “por ques” se passaram pela minha cabeça enquanto eu assistia o filme.
Eu nunca fui alguém de aceitar “heartbreaks” muito bem, ou qualquer tipo de tristeza. Não gosto de ver as pessoas sofrerem, não gosto de sofrer, e a dor de Amor é muito, muito difícil.
Mas aí, estava pensando, ao final… depois de um diálogo que tem no filme:
Harry Stevenson: God is either dead, or he despises us.
Bradley Thomas: You don’t really believe that.
Harry Stevenson: Maybe. I saw the most remarkable thing just now. I wandered into the stadium, I thought I was alone… but down on the 50 yard line there was a couple. They were making love. I watched for longer then I should have. I was envious… and then I felt sorry for them. There’s so much they don’t know; heartbreak they can’t even imagine.
Bradley Thomas: [sighs] Well, even if they knew, it wouldn’t change anything.
Harry Stevenson: How so?
Bradley Thomas: Chloe knew what was going to happen to Oscar.
Harry Stevenson: She knew?
Bradley Thomas: She did. She went to some psychic lady, predicted the whole thing.
Harry Stevenson: She believe her?
Bradley Thomas: Yes, Harry, she did. She didn’t run away, she didn’t crawl into a hole. She found them a house. She threw away her birth control and married him. God doesn’t hate us, Harry. If he did, he wouldn’t have made our hearts so brave.
Os Deuses colocam desafios nas nossas vidas para que possamos vencê-los e descobrir nossa força. E, falando de relacionamentos e Amor, talvez precisemos dos “heartbreaks” para que, quando encontrarmos a tal pessoa, nosso coração esteja forte o suficiente para valorizar aquela pessoa e não se quebrar; talvez precisemos das porradas para valorizarmos a nós mesmos e não deixemos que nossa felicidade dependa de outra pessoa…
Durante toda a nossa vida, encontraremos ciclos de vida e morte. Algo sempre tem que morrer para que outro possa nascer. Geralmente, a morte traz sofrimento para um dos lados. Se uma pessoa querida estava sofrendo e morre, bom, ela parou de sofrer, mas os que ficaram sofrem por terem perdido a pessoa querida.
Se alguém deixou de amar uma pessoa que ainda o ama… bom, sempre haverá sofrimento.
Mas bom… o sofrimento só vai até vc mesmo permite, não é?
Eu leio várias histórias e vejo vários filmes sobre pessoas que amaram tão profundamente uma pessoa que nunca mais foram capazes de amar outra pessoa da mesma maneira… mas… será que tem que ser assim? Será que a pessoa não se dá nenhuma chance de amar outra vez e de compatilhar a vida com um@ parceir@ novamente? Será que sempre um amor será comparado ao outro?
São situações muito individuais… cada um vive o Amor de uma maneira… mas… quantas pessoas o vivem saudavelmente? Quantas pessoas traem o parceiro por não ter coragem de terminar algo que não está mais funcionando? Quantos não querem enxergar? Quantos mantêm relações que só provocam o mal? E… por quê?
A dor de um fim às vezes é muito grande, e achamos que maior do que a dor de estar com alguém que não está mais te fazendo bem. Mas essa dor passa… o tempo cura a dor. Para alguns, é preciso retomar o Amor-Próprio para conseguir fazer isso.
Sei lá, esse é um assunto para o qual eu não tenho nenhuma conclusão e poderia continuar fazendo muitas outras perguntas e tentar respondê-las. Mas por enquanto, encerro aqui minha reflexão.
Mas, para fechar, eu só acho que… talvez, a Deusa queira com isso nos mostrar que todo ciclo tem um começo e um fim, seja esse fim a morte ou apenas o fim do relacionamento. Mas que todo fim dá origem a um novo começo, e que depende de nós como recomeçarmos.
Esses dias eu ando pensando muito em relações humanas. Imagino os Deuses observando como nós interagimos com nossa espécie e o quanto eles se divertem com as confusões que nós causamos.
Ando pensando muito também no Amor, e nas diversas faces que o Amor pode ter.
Eu ficava pensando: se o Amor é a lei, por que é que as pessoas sofrem tanto? Por que existem tantos amores não-correspondidos, e por que sofremos tanto com isso?
E mais: eu tenho uma dificuldade muito grande quando penso que, às vzs, o Amor é totalmente correspondido, mas alguma coisa do destino separa duas pessoas que se amam. A morte, por exemplo.
Hoje assisti esse filme: Banquete do Amor. E ele mostra um pouco dos tipos diferentes de Amor. De como o amor fere, trai, mas também cura.
Durante todo o filme eu pensei coisas diferentes sobre o Amor.
Primeiro, eu vi pessoas se apaixonarem à primeira vista, e eu não acredito que isso aconteça. Depois, vi amantes que traíam esposa e namorado. Tinha um casal lindo com problemas de dinheiro e com parentes. Tinha um casal que tinha perdido o filho e se culpava por isso.
Sei lá. Vários “por ques” se passaram pela minha cabeça enquanto eu assistia o filme.
Eu nunca fui alguém de aceitar “heartbreaks” muito bem, ou qualquer tipo de tristeza. Não gosto de ver as pessoas sofrerem, não gosto de sofrer, e a dor de Amor é muito, muito difícil.
Mas aí, estava pensando, ao final… depois de um diálogo que tem no filme:
Harry Stevenson: God is either dead, or he despises us.
Bradley Thomas: You don’t really believe that.
Harry Stevenson: Maybe. I saw the most remarkable thing just now. I wandered into the stadium, I thought I was alone… but down on the 50 yard line there was a couple. They were making love. I watched for longer then I should have. I was envious… and then I felt sorry for them. There’s so much they don’t know; heartbreak they can’t even imagine.
Bradley Thomas: [sighs] Well, even if they knew, it wouldn’t change anything.
Harry Stevenson: How so?
Bradley Thomas: Chloe knew what was going to happen to Oscar.
Harry Stevenson: She knew?
Bradley Thomas: She did. She went to some psychic lady, predicted the whole thing.
Harry Stevenson: She believe her?
Bradley Thomas: Yes, Harry, she did. She didn’t run away, she didn’t crawl into a hole. She found them a house. She threw away her birth control and married him. God doesn’t hate us, Harry. If he did, he wouldn’t have made our hearts so brave.
Os Deuses colocam desafios nas nossas vidas para que possamos vencê-los e descobrir nossa força. E, falando de relacionamentos e Amor, talvez precisemos dos “heartbreaks” para que, quando encontrarmos a tal pessoa, nosso coração esteja forte o suficiente para valorizar aquela pessoa e não se quebrar; talvez precisemos das porradas para valorizarmos a nós mesmos e não deixemos que nossa felicidade dependa de outra pessoa…
Durante toda a nossa vida, encontraremos ciclos de vida e morte. Algo sempre tem que morrer para que outro possa nascer. Geralmente, a morte traz sofrimento para um dos lados. Se uma pessoa querida estava sofrendo e morre, bom, ela parou de sofrer, mas os que ficaram sofrem por terem perdido a pessoa querida.
Se alguém deixou de amar uma pessoa que ainda o ama… bom, sempre haverá sofrimento.
Mas bom… o sofrimento só vai até vc mesmo permite, não é?
Eu leio várias histórias e vejo vários filmes sobre pessoas que amaram tão profundamente uma pessoa que nunca mais foram capazes de amar outra pessoa da mesma maneira… mas… será que tem que ser assim? Será que a pessoa não se dá nenhuma chance de amar outra vez e de compatilhar a vida com um@ parceir@ novamente? Será que sempre um amor será comparado ao outro?
São situações muito individuais… cada um vive o Amor de uma maneira… mas… quantas pessoas o vivem saudavelmente? Quantas pessoas traem o parceiro por não ter coragem de terminar algo que não está mais funcionando? Quantos não querem enxergar? Quantos mantêm relações que só provocam o mal? E… por quê?
A dor de um fim às vezes é muito grande, e achamos que maior do que a dor de estar com alguém que não está mais te fazendo bem. Mas essa dor passa… o tempo cura a dor. Para alguns, é preciso retomar o Amor-Próprio para conseguir fazer isso.
Sei lá, esse é um assunto para o qual eu não tenho nenhuma conclusão e poderia continuar fazendo muitas outras perguntas e tentar respondê-las. Mas por enquanto, encerro aqui minha reflexão.
Mas, para fechar, eu só acho que… talvez, a Deusa queira com isso nos mostrar que todo ciclo tem um começo e um fim, seja esse fim a morte ou apenas o fim do relacionamento. Mas que todo fim dá origem a um novo começo, e que depende de nós como recomeçarmos.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
Pensamentos insones
Ahhh, insônia! Eu não gosto de você!
São 5h30 e eu estou elétrica! Se pudesse, acho que até sairia andando por aí agora.
Estou pensando e pensando, pra variar. Claro, eu só venho nesse blog pra refletir, né?
É... e eu tenho refletido, como sempre. Tenho percebido que convívio social é uma coisa extremamente importante, e que quando eu não o tenho eu começo a me irritar.
Tenho percebido que sentir saudade é uma coisa importante.
Tenho percebido que sinto muita, muita falta das minhas coisas. Que não vejo a hora de por vários planos em prática.
Tenho surtado um pouco com a dissertação, achando que tá tudo errado, mas isso faz parte.
Sinceramente, o mestrado é a menor das minhas preocupações agora. Eu tô de boa quanto a isso, só vou ter q controlar o nervoso na hora e pronto.
O estado chorão e dependente do último post tinha muito a ver com TPM e já estou um tanto melhor em relação a isso. e percebi coisas que me fazem bem, sim: chuva, sair um pouco, vento na cara, mudar de ambiente. Rir. Sair desse mundo. Sexo (ops, mas isso não depende só de mim). Já falei Chuva?
Ahhh, enfim. Tô elétrica. Tô sem sono. Talvez um pouco ansiosa. Louca pra encerrar logo essa fase. E pensando no que isso implica.
Certamente, na hora certa eu vou descobrir.
São 5h30 e eu estou elétrica! Se pudesse, acho que até sairia andando por aí agora.
Estou pensando e pensando, pra variar. Claro, eu só venho nesse blog pra refletir, né?
É... e eu tenho refletido, como sempre. Tenho percebido que convívio social é uma coisa extremamente importante, e que quando eu não o tenho eu começo a me irritar.
Tenho percebido que sentir saudade é uma coisa importante.
Tenho percebido que sinto muita, muita falta das minhas coisas. Que não vejo a hora de por vários planos em prática.
Tenho surtado um pouco com a dissertação, achando que tá tudo errado, mas isso faz parte.
Sinceramente, o mestrado é a menor das minhas preocupações agora. Eu tô de boa quanto a isso, só vou ter q controlar o nervoso na hora e pronto.
O estado chorão e dependente do último post tinha muito a ver com TPM e já estou um tanto melhor em relação a isso. e percebi coisas que me fazem bem, sim: chuva, sair um pouco, vento na cara, mudar de ambiente. Rir. Sair desse mundo. Sexo (ops, mas isso não depende só de mim). Já falei Chuva?
Ahhh, enfim. Tô elétrica. Tô sem sono. Talvez um pouco ansiosa. Louca pra encerrar logo essa fase. E pensando no que isso implica.
Certamente, na hora certa eu vou descobrir.
sábado, 14 de janeiro de 2012
Outra face de Perséfone
Eu sempre escrevi aqui a respeito de Submundo, sobre
mergulhar nas suas sombras, sobre Perséfone, mas nunca precisei encarar um lado
dessa Deusa que tem se mostrado agora pra mim: a Deusa da Morte.
Claro, oras, a Rainha do Submundo também é responsável por
isso. E esse lado dela, às vezes, pode ser extremamente difícil. Caminhar no
Submundo estava relativamente tranqüilo quando eu pensava em um ponto de vista
só – eu mesma. Ok, me senti sozinha várias vezes, senti muita, muita falta de
muita coisa, e ainda sinto quando estou aqui. Mas, às vezes, não se trata
apenas de nós mesmos. Às vezes, existem outras pessoas que precisamos ajudar,
ou pelo menos estar do lado apoiando.
E eu não estava sendo muito bem sucedida nisso, não. Claro
que é compreensível, considerando um tanto de fatores, mas depois de dormir
sobre o assunto, parei pra pensar que eu não deveria estar assim. Que eu tenho
que ser mais forte esses dias pra dar força pra quem precisa. E percebi que,
pra isso, preciso recuperar as forças.
Tenho me sentido dependente demais de pessoas, de coisas que
não estão ao meu alcance, de coisas que não posso mudar. E não deveria ser
assim... não podemos depender do que é externo a nós, não é verdade?
Então, como contornar isso? Como recuperar essas forças pra
apoiar quem precisa se eu não tenho todos os recursos que seriam mais
convenientes? Como não me deixar influenciar pelas energias e sentimentos
externos a mim?
Se tem uma coisa que aprendi nessas vivências todas dos
últimos tempos foi que as pessoas nem sempre estarão ali quando você precisa –
aliás, eu fui obrigada a passar por muita coisa sozinha. Decepcionar-se com
isso, com elas, faz parte, mas não adianta simplesmente ficar assim. Se você
quer se sentir melhor, tem que fazer algo pra isso.
E meu objetivo nos próximos dias é descobrir o que vai me
fazer sentir melhor – sem depender de ninguém.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Retrospectiva
É fim de ano, mais uma vez. E eu estava aqui, relendo meus posts de resoluções de 2011 (aqui e aqui), considerando a magia do meu blog e achei que seria uma boa ideia aproveitá-la.
2011 foi um ano peculiar. Eu mergulhei no Submundo de uma forma que nunca tinha acontecido. Fui mais fundo, percebendo mais nuances de mim mesma, descobrindo realmente o que eu quero, minhas paixões, o que eu quero manter na minha vida e o que eu quero retirar.
Engraçado como certas coisas marcam a gente. Eu estava até um pouco traumatizada com Rio Grande pensando na cidade e no meu ano. Pensando no frio que passei, nas dificuldades morando sozinha, me sentindo sozinha, e torcendo pra tudo isso acabar, como se nada de bom tivesse acontecido.
Mas não, não foi bem assim. 2011 foi um ano de fases. De decisão, de término, de cura, de música, até a metade dele. Depois... muita coisa foi tirada. Ou talvez, apenas as ilusões. O que não era duradouro se foi. Mas em compensação, ganhei o maior presente, não é?
Confesso, ainda tem coisas (ou seriam pessoas?) que lamento não estarem mais na minha vida. Tem certas coisas que eu queria que não tivessem acontecido nesse tempo, mas que foram essenciais pra eu chegar onde estou agora, então, bom, nada é por acaso...
Pois é... talvez a maior lição de 2011 tenha sido exatamente essa. E pelo resultado de tudo, pelo meu maior presente, esse ano foi muito bom, e eu não quero ficar lembrando das coisas chatas, e sim do que foi bom. Da música, da diversão, da cura, da paixão, da lealdade, do Amor. E de como eu sou uma pessoa melhor agora.
E então entraremos em 2012. Planos?
Retomar a música, que eu tive que deixar pra lá por ter coisa demais na cabeça. Aula de canto só pra mim, piano (por minha conta). Doutorado sem matar ninguém. Sacerdócio em primeiro plano. Harmonizar com a família, já que voltarei pra casa depois de 8 anos. E continuar amando, amando muito.
Feliz 2012!
2011 foi um ano peculiar. Eu mergulhei no Submundo de uma forma que nunca tinha acontecido. Fui mais fundo, percebendo mais nuances de mim mesma, descobrindo realmente o que eu quero, minhas paixões, o que eu quero manter na minha vida e o que eu quero retirar.
Engraçado como certas coisas marcam a gente. Eu estava até um pouco traumatizada com Rio Grande pensando na cidade e no meu ano. Pensando no frio que passei, nas dificuldades morando sozinha, me sentindo sozinha, e torcendo pra tudo isso acabar, como se nada de bom tivesse acontecido.
Mas não, não foi bem assim. 2011 foi um ano de fases. De decisão, de término, de cura, de música, até a metade dele. Depois... muita coisa foi tirada. Ou talvez, apenas as ilusões. O que não era duradouro se foi. Mas em compensação, ganhei o maior presente, não é?
Confesso, ainda tem coisas (ou seriam pessoas?) que lamento não estarem mais na minha vida. Tem certas coisas que eu queria que não tivessem acontecido nesse tempo, mas que foram essenciais pra eu chegar onde estou agora, então, bom, nada é por acaso...
Pois é... talvez a maior lição de 2011 tenha sido exatamente essa. E pelo resultado de tudo, pelo meu maior presente, esse ano foi muito bom, e eu não quero ficar lembrando das coisas chatas, e sim do que foi bom. Da música, da diversão, da cura, da paixão, da lealdade, do Amor. E de como eu sou uma pessoa melhor agora.
E então entraremos em 2012. Planos?
Retomar a música, que eu tive que deixar pra lá por ter coisa demais na cabeça. Aula de canto só pra mim, piano (por minha conta). Doutorado sem matar ninguém. Sacerdócio em primeiro plano. Harmonizar com a família, já que voltarei pra casa depois de 8 anos. E continuar amando, amando muito.
Feliz 2012!
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Mais sobre Amor
Aqui estou eu no meu cantinho solitário, como faço quando às vezes preciso tirar coisas de mim mesma.
Eu sempre refleti muito sobre o Amor, né? E eu continuo fazendo isso, basicamente sempre.
Acho que o Amor sempre tem muito a nos ensinar.
E eu já aprendi muito com ele. Já entendi que tem gente que ama muito, muito livremente, e que tem gente que usa o Amor como chantagem ou como arma... já entendi que o Amor precisa ser regado, cuidado com carinho pra não morrer...
Também já percebi que Amor e Relacionamento são coisas distintas, e que um relacionamento não se sustenta só com Amor. Não, não. Nem sempre um "eu te amo" conserta tudo. É muito possível e fácil simplesmente amar. Mas sustentar um relacionamento... tá aí o grande mistério.
Eu, sinceramente, ainda me pergunto demais o que é normal e o que não é. Se estou sendo boba em pensar certas coisas, em achar certas coisas... e aí eu acabo deixando passar coisas que, talvez, fossem importantes. Reluto comigo mesma, achando que estou exagerando. Que vou encher o saco com bobagem se eu falar. E às vzs fico com um nó na garganta pensando tanto.
Mas não é assim que tem que ser, não é? E isso tem sido um grande desafio pra mim, na verdade. Ainda não o dominei nem um pouquinho.
Talvez eu tenha que aprender a ser mais tranquila com tudo. Aceitar que existem fases, e que nem sempre as duas pessoas se encontram na mesma fase. E entender como lidar com isso... a parte complicada da questão.
Escrevi, escrevi, e acho que não disse muita coisa. Mas não é aqui que tenho que dizer, mesmo. Só precisava escrever um pouco, liberar minha mente, porque eu tenho uma capacidade absurda de fazer tudo tomar uma proporção muito grande mentalmente. E aí, escrevendo eu tiro isso de mim pra não deixar crescer mais ainda.
É... o Amor ainda tem muito a me revelar.
Eu sempre refleti muito sobre o Amor, né? E eu continuo fazendo isso, basicamente sempre.
Acho que o Amor sempre tem muito a nos ensinar.
E eu já aprendi muito com ele. Já entendi que tem gente que ama muito, muito livremente, e que tem gente que usa o Amor como chantagem ou como arma... já entendi que o Amor precisa ser regado, cuidado com carinho pra não morrer...
Também já percebi que Amor e Relacionamento são coisas distintas, e que um relacionamento não se sustenta só com Amor. Não, não. Nem sempre um "eu te amo" conserta tudo. É muito possível e fácil simplesmente amar. Mas sustentar um relacionamento... tá aí o grande mistério.
Eu, sinceramente, ainda me pergunto demais o que é normal e o que não é. Se estou sendo boba em pensar certas coisas, em achar certas coisas... e aí eu acabo deixando passar coisas que, talvez, fossem importantes. Reluto comigo mesma, achando que estou exagerando. Que vou encher o saco com bobagem se eu falar. E às vzs fico com um nó na garganta pensando tanto.
Mas não é assim que tem que ser, não é? E isso tem sido um grande desafio pra mim, na verdade. Ainda não o dominei nem um pouquinho.
Talvez eu tenha que aprender a ser mais tranquila com tudo. Aceitar que existem fases, e que nem sempre as duas pessoas se encontram na mesma fase. E entender como lidar com isso... a parte complicada da questão.
Escrevi, escrevi, e acho que não disse muita coisa. Mas não é aqui que tenho que dizer, mesmo. Só precisava escrever um pouco, liberar minha mente, porque eu tenho uma capacidade absurda de fazer tudo tomar uma proporção muito grande mentalmente. E aí, escrevendo eu tiro isso de mim pra não deixar crescer mais ainda.
É... o Amor ainda tem muito a me revelar.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
CANSEEEEEI!!!!!!!!!!!!!!!
Cansei de ficar sozinha nesse fim de mundo quando não estou com a única pessoa que ainda tenho aqui.
Cansei de almoçar sozinha, de fazer comida sozinha, de comer miojo, de andar de ônibus, de improvisar tanta coisa.
Cansei de não ter minha família por perto, de não ter meus amigos por perto, de estar longe da TCS, de ter q falar com (quase) todas as pessoas que importam por telefone ou internet.
Cansei de estar tão dependente de algo. E de me esforçar pra tirar essa dependência, e isso doer.
Cansei até mesmo dos meus pensamentos, de tanta preocupação, de sempre racionalizar tudo, de ter dúvida de tanta coisa, tanto medo e insegurança.
Essa mudança me chama há muito tempo. Eu resisti, mas ela continuou puxando. E parece que agora, que tô quase lá, isso tá puxando mais e mais forte. E a ansiedade aumenta, e talvez seja isso que esteja pesando tanto.
Tá na hora de ir, mesmo. E eu estou feliz por isso. O que eu tenho de precioso aqui não vai mudar. Mas se eu não fôr... sei lá. Pode acabar estragando isso também.
Cansei de almoçar sozinha, de fazer comida sozinha, de comer miojo, de andar de ônibus, de improvisar tanta coisa.
Cansei de não ter minha família por perto, de não ter meus amigos por perto, de estar longe da TCS, de ter q falar com (quase) todas as pessoas que importam por telefone ou internet.
Cansei de estar tão dependente de algo. E de me esforçar pra tirar essa dependência, e isso doer.
Cansei até mesmo dos meus pensamentos, de tanta preocupação, de sempre racionalizar tudo, de ter dúvida de tanta coisa, tanto medo e insegurança.
Essa mudança me chama há muito tempo. Eu resisti, mas ela continuou puxando. E parece que agora, que tô quase lá, isso tá puxando mais e mais forte. E a ansiedade aumenta, e talvez seja isso que esteja pesando tanto.
Tá na hora de ir, mesmo. E eu estou feliz por isso. O que eu tenho de precioso aqui não vai mudar. Mas se eu não fôr... sei lá. Pode acabar estragando isso também.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Mudanças...
Cinco meses atrás, eu estava completamente dividida. Não sabia se ia embora, se ficava. Tinha os caminhos abertos pra ir e pra ficar. Estava feliz lá e aqui, mesmo que sempre desse uma dorzinha de ir embora de lá.
E aí eu decidi o que fazer. E tenho a impressão de que as coisas começaram a se moldar a partir da minha decisão.
Tanta coisa mudou em tão pouco tempo. Ilusões se desfizeram, pessoas se afastaram, caminhos se fecharam. Sinto cada vez mais vontade de ir embora. Não tem muita coisa que me prende a Rio Grande, na verdade. Quase nada. E o peso disso às vezes fica bem grande.
O lance é que o peso do que me prende também é muito grande. Eu poderia ir embora agora, mas pensar nisso também dói.
Semana passada eu me mudei de casa, de novo. Tava sentindo uma necessidade de mudança. Ainda não é a graaande mudança, mas acho que eu precisava dela. Voltei pra kitnet do ano passado, pequenininha e com vizinhos barulhentos do lado. E mesmo querendo essa mudança, sabendo ser necessária, estava custando a aceitar.
E aí percebi que estava mesmo era relutando em aceitar ficar sozinha. A gente se acostuma com certas coisas... mas eu vi que tava errando nisso. E se eu resolvesse ir embora agora não ia resolver nada. Porque tem certas horas em que a gente tem que ficar sozinha mesmo, e cuidar da gente, e lembrar que ficamos bem sozinhos, também.
Eu ando me sentindo um pouco como Kore qdo ela chegou no Submundo. Um tanto perdida, sozinha, com um porto seguro e só ele. Com uma vontade absurda de voltar para o familiar, pro conforto da Terra.
Kore se tornou Rainha do Submundo e também Rainha de si mesma quando aprendeu a lidar com tudo isso. E eu achei que tinha conseguido lidar com a solidão e todo o resto. Que tinha passado a fase de tudo. Mas na verdade, tudo isso voltou... e eu, que achava que tinha ficado completamente familiar com o Submundo, percebi que estou como Kore de novo. Como uma criança meio perdida.
Eu fiz a minha escolha e agora, mais do que nunca, sei que não tem volta. Os caminhos se fecharam aqui e estão se abrindo lá. E eu escolhi ficar mais um pouco, apenas. O suficiente pra deixar tudo em ordem, reforçar as bases de certas coisas e não deixar pendências. E lidar com as coisas que sei que preciso lidar sozinha, mesmo que seja difícil. Também seria muito difícil ir embora agora.
Então é hora de deixar a criança Kore crescer e Perséfone voltar.
E aí eu decidi o que fazer. E tenho a impressão de que as coisas começaram a se moldar a partir da minha decisão.
Tanta coisa mudou em tão pouco tempo. Ilusões se desfizeram, pessoas se afastaram, caminhos se fecharam. Sinto cada vez mais vontade de ir embora. Não tem muita coisa que me prende a Rio Grande, na verdade. Quase nada. E o peso disso às vezes fica bem grande.
O lance é que o peso do que me prende também é muito grande. Eu poderia ir embora agora, mas pensar nisso também dói.
Semana passada eu me mudei de casa, de novo. Tava sentindo uma necessidade de mudança. Ainda não é a graaande mudança, mas acho que eu precisava dela. Voltei pra kitnet do ano passado, pequenininha e com vizinhos barulhentos do lado. E mesmo querendo essa mudança, sabendo ser necessária, estava custando a aceitar.
E aí percebi que estava mesmo era relutando em aceitar ficar sozinha. A gente se acostuma com certas coisas... mas eu vi que tava errando nisso. E se eu resolvesse ir embora agora não ia resolver nada. Porque tem certas horas em que a gente tem que ficar sozinha mesmo, e cuidar da gente, e lembrar que ficamos bem sozinhos, também.
Eu ando me sentindo um pouco como Kore qdo ela chegou no Submundo. Um tanto perdida, sozinha, com um porto seguro e só ele. Com uma vontade absurda de voltar para o familiar, pro conforto da Terra.
Kore se tornou Rainha do Submundo e também Rainha de si mesma quando aprendeu a lidar com tudo isso. E eu achei que tinha conseguido lidar com a solidão e todo o resto. Que tinha passado a fase de tudo. Mas na verdade, tudo isso voltou... e eu, que achava que tinha ficado completamente familiar com o Submundo, percebi que estou como Kore de novo. Como uma criança meio perdida.
Eu fiz a minha escolha e agora, mais do que nunca, sei que não tem volta. Os caminhos se fecharam aqui e estão se abrindo lá. E eu escolhi ficar mais um pouco, apenas. O suficiente pra deixar tudo em ordem, reforçar as bases de certas coisas e não deixar pendências. E lidar com as coisas que sei que preciso lidar sozinha, mesmo que seja difícil. Também seria muito difícil ir embora agora.
Então é hora de deixar a criança Kore crescer e Perséfone voltar.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Das ligações chatas
Telefone toca.
- Alô?
- Senhora Janice, aqui é o Fulano, do Bradesco, temos um cartão assim e assado.....
- Olha, Fulano, eu não tenho interesse.
- Mas o cartão tem essas e essas e mais essas vantagens....
- Eu realmente não tenho interesse.
Fulano fala, e fala, e não para de falardas vantagens do cartão e de como eu posso gerenciar os gastos e bla bla bla. Digo pra ele q tô quase desligando na cara dele pq eu não quero mesmo o cartão.
- Mas vc não vai fazer isso né, Sra Janice?
- Se vc continuar insistindo vou sim.
Mas eu falei simpaticamente, o tempo todo.
E ele continua tentando, e me perguntando por que eu não quero um cartão melhor q o meu, e bla bla bla bla... eu enchi o saco e disse:
- Então tá, Fulano, já q vc não quer se despedir de mim, eu vou me despedir de vc. Obrigada pela sua ligação, eu realmente não quero o cartão, tenha uma boa tarde. Tchau!
E desliguei antes de ouvir a resposta. :P
- Alô?
- Senhora Janice, aqui é o Fulano, do Bradesco, temos um cartão assim e assado.....
- Olha, Fulano, eu não tenho interesse.
- Mas o cartão tem essas e essas e mais essas vantagens....
- Eu realmente não tenho interesse.
Fulano fala, e fala, e não para de falardas vantagens do cartão e de como eu posso gerenciar os gastos e bla bla bla. Digo pra ele q tô quase desligando na cara dele pq eu não quero mesmo o cartão.
- Mas vc não vai fazer isso né, Sra Janice?
- Se vc continuar insistindo vou sim.
Mas eu falei simpaticamente, o tempo todo.
E ele continua tentando, e me perguntando por que eu não quero um cartão melhor q o meu, e bla bla bla bla... eu enchi o saco e disse:
- Então tá, Fulano, já q vc não quer se despedir de mim, eu vou me despedir de vc. Obrigada pela sua ligação, eu realmente não quero o cartão, tenha uma boa tarde. Tchau!
E desliguei antes de ouvir a resposta. :P
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Mabon
Chegou o Equinócio!
Ahhh!!! A Primavera. Aqui no Sul, o frio finalmente começa a ceder. O Sol vai tomando o lugar, começamos a diminuir o tanto de roupas que usamos. Menos preguiça de sair, de levantar da cama quentinha, de tomar banho... hihihi.
Mas o Equinócio, pra mim, é tempo de colheita. É tempo de olhar pra trás e ver como foi meu ano, o que consegui colher de todas as coisas que plantei. E, refletindo a respeito disso, estou bastante satisfeita com minha colheita.
Eu plantei felicidade, paixão, Amor, diversão e segurança. Plantei música, cura e plenitude. E tudo isso eu colhi.
Se foi fácil? Não. Nenhuma das sementes germinou rapidamente. Foi preciso luta, foi preciso descobrir o que me fazia feliz, o que trazia plenitude. Foi preciso me perder um pouquinho pra me reencontrar... foi difícil, mas valeu a pena.
Neste Mabon, eu agradeço as bênçãos da minha Roda pessoal também. Meus 26 aninhos recém feitos.
Encerrei minha Roda pessoal com um presente: saber como seria se meus mundos se unissem. Em uma palavra, seria... completo.
Uma parte muito importante da minha vida atualmente tá aqui, no meu Submundo, um motivo enorme pra eu querer ficar um pouco mais. Mas, sempre que estou aqui, sinto como se faltasse algo. Na verdade, falta. Não é só impressão.
E, de tantos presentes que eu ganhei nessa Roda, sentir a união dos meus mundos foi um dos grandes. Senti que não faltou mais nada, ali, nessa breve união. Plenitude.
Sei que vários fatores interferem nisso, e Perséfone acaba sempre tendo que escolher uma alegria e uma tristeza pra conviver. Mas Aset um dia conseguiu unir seus mundos e alcançar sua plenitude. E sei que Ela também faz isso com seus devotos. Tudo tem seu tempo e não existem coincidências. Pra cada escolha, há um preço a pagar. Saber esse preço e ter certeza da sua escolha é, também, uma bênção.
E estar aqui, no Submundo, foi essencial para que eu descobrisse tantas e tantas coisas que me fazem feliz. Por isso, sou grata. Sou grata pelas dificuldades que passei e por todas as coisas que conquistei.
Agora no Equinócio de Primavera, celebro o Equilíbrio em minha vida e as conquistas do Ano. Celebro a vida, celebro a volta do calor. Celebro o Amor.
Ahhh!!! A Primavera. Aqui no Sul, o frio finalmente começa a ceder. O Sol vai tomando o lugar, começamos a diminuir o tanto de roupas que usamos. Menos preguiça de sair, de levantar da cama quentinha, de tomar banho... hihihi.
Mas o Equinócio, pra mim, é tempo de colheita. É tempo de olhar pra trás e ver como foi meu ano, o que consegui colher de todas as coisas que plantei. E, refletindo a respeito disso, estou bastante satisfeita com minha colheita.
Eu plantei felicidade, paixão, Amor, diversão e segurança. Plantei música, cura e plenitude. E tudo isso eu colhi.
Se foi fácil? Não. Nenhuma das sementes germinou rapidamente. Foi preciso luta, foi preciso descobrir o que me fazia feliz, o que trazia plenitude. Foi preciso me perder um pouquinho pra me reencontrar... foi difícil, mas valeu a pena.
Neste Mabon, eu agradeço as bênçãos da minha Roda pessoal também. Meus 26 aninhos recém feitos.
Encerrei minha Roda pessoal com um presente: saber como seria se meus mundos se unissem. Em uma palavra, seria... completo.
Uma parte muito importante da minha vida atualmente tá aqui, no meu Submundo, um motivo enorme pra eu querer ficar um pouco mais. Mas, sempre que estou aqui, sinto como se faltasse algo. Na verdade, falta. Não é só impressão.
E, de tantos presentes que eu ganhei nessa Roda, sentir a união dos meus mundos foi um dos grandes. Senti que não faltou mais nada, ali, nessa breve união. Plenitude.
Sei que vários fatores interferem nisso, e Perséfone acaba sempre tendo que escolher uma alegria e uma tristeza pra conviver. Mas Aset um dia conseguiu unir seus mundos e alcançar sua plenitude. E sei que Ela também faz isso com seus devotos. Tudo tem seu tempo e não existem coincidências. Pra cada escolha, há um preço a pagar. Saber esse preço e ter certeza da sua escolha é, também, uma bênção.
E estar aqui, no Submundo, foi essencial para que eu descobrisse tantas e tantas coisas que me fazem feliz. Por isso, sou grata. Sou grata pelas dificuldades que passei e por todas as coisas que conquistei.
Agora no Equinócio de Primavera, celebro o Equilíbrio em minha vida e as conquistas do Ano. Celebro a vida, celebro a volta do calor. Celebro o Amor.
domingo, 14 de agosto de 2011
Para todo mal, a Cura
Ah, o Submundo. Um paradoxo.
Ele já faz parte de mim. Eu tenho um pedacinho do meu coração nesse lugar, o responsável pela escuridão na minha vida. O responsável pela minha dor e pela saudade, mas também pelo meu crescimento, pelo meu amadurecimento, pela cura das minhas feridas. A luz na minha vida.
Porque é só quando a gente mergulha fundo que percebe as coisas lá, lá dentro que achava que não existiam mais. Eu percebi, encontrei todas, e finalmente elas foram curadas. Tudo aqui, no Submundo.
Talvez em outro lugar eu não achasse tudo isso. Talvez, em outro lugar, eu não vivesse o que precisava pra me libertar dessas feridas, pra cicatrizá-las de uma vez por todas. Não existem coincidências, eu acredito muito nisso. Cada vez mais.
Estou novamente encerrando um ciclo. Encerrando uma fase muito, muito longa na minha vida. Como se algo te apertasse há tanto tempo que vc nem lembrava mais q incomodava, e quando aquilo sai, é um alívio, uma sensação de leveza. Às vezes parece até que vc perdeu uma parte de si, até dói. Dá medo. Mas é bom.
Não sei se tudo vai mudar com isso, mas definitivamente, muita coisa vai ser diferente. Na minha postura, na minha auto-estima, na minha forma de lidar com certas situações. Um nó, o maior deles, finalmente se desfez. Outros nós, menores, virão à tona, porque sempre tem uma ou outra coisa que a gente pode melhorar.
Mas com a Lua Cheia, veio uma promessa. E uma sensação de felicidade. Uma coisa que ainda não caiu a ficha direito, acho. Mas que bom que tá acontecendo. ^^
Ele já faz parte de mim. Eu tenho um pedacinho do meu coração nesse lugar, o responsável pela escuridão na minha vida. O responsável pela minha dor e pela saudade, mas também pelo meu crescimento, pelo meu amadurecimento, pela cura das minhas feridas. A luz na minha vida.
Porque é só quando a gente mergulha fundo que percebe as coisas lá, lá dentro que achava que não existiam mais. Eu percebi, encontrei todas, e finalmente elas foram curadas. Tudo aqui, no Submundo.
Talvez em outro lugar eu não achasse tudo isso. Talvez, em outro lugar, eu não vivesse o que precisava pra me libertar dessas feridas, pra cicatrizá-las de uma vez por todas. Não existem coincidências, eu acredito muito nisso. Cada vez mais.
Estou novamente encerrando um ciclo. Encerrando uma fase muito, muito longa na minha vida. Como se algo te apertasse há tanto tempo que vc nem lembrava mais q incomodava, e quando aquilo sai, é um alívio, uma sensação de leveza. Às vezes parece até que vc perdeu uma parte de si, até dói. Dá medo. Mas é bom.
Não sei se tudo vai mudar com isso, mas definitivamente, muita coisa vai ser diferente. Na minha postura, na minha auto-estima, na minha forma de lidar com certas situações. Um nó, o maior deles, finalmente se desfez. Outros nós, menores, virão à tona, porque sempre tem uma ou outra coisa que a gente pode melhorar.
Mas com a Lua Cheia, veio uma promessa. E uma sensação de felicidade. Uma coisa que ainda não caiu a ficha direito, acho. Mas que bom que tá acontecendo. ^^
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