sexta-feira, 4 de junho de 2010

Perséfone

O cenário perfeito:


- Tempo: friozinho, vento e um pouco de sol.
- Local: pode ser a praia do Cassino, ou alguma outra praia.
- Condições: eu morando sozinha, mas com minha mãe ali do lado. Meu carro lindo e fofo ao meu dispôr. Um bom lugar de morar, com condições mínimas pra lidar com o frio (um bom chuveiro, um aquecedor, boas cobertas). Todos os meus amigos de lugares diferentes morando pelo menos perto, pra ser mais fácil visitar. Minha caminha boa de BSB.


É, meu lado Perséfone fala muito alto às vezes. Quando me adapto ao Submundo, descubro tantas coisas legais que não quero deixá-lo. É, meu lado Perséfone já comeu as sementinhas de romã que me deixam com um pezinho no submundo. 


Estar em Brasília é bom por vários motivos. Eu sentia falta da família, do meu quarto, do meu cão, da comida da mamãe, dos amigos... é bom dirigir de novo, ter um chuveiro bom e até mesmo não passar frio na hora do banho, hehehe. Mas agora eu tenho um monte de coisas legais em Rio Grande! O mestrado, os novos amigos e... é, Hades também. E eu gosto do frio, eu realmente gosto. Não gosto de passar frio (ok, vcs já perceberam que eu realmente preciso de um chuveiro novo né?), mas do clima, das roupas, do chocolate quente, de não ficar suada o dia inteiro... ah, isso é muito bom! Morar na praia é bom, acordar com neblina é bom.


Sei lá, acho que isso faz parte de mim, parte de andar nas sombras, pra mim. Sentir falta de um lugar quando estou no outro, normal. Vou aprendendo a lidar, a perder e a ganhar coisas nessas transições. E no final... acho que valorizo um local pelo que vejo ao estar no outro... e o meu lar acaba sendo mesmo o Submundo, e a Terra passa a ser um lugar de visitas!

Um comentário:

Alberto Saldanha disse...

Vivendo a dualidade. Uma parte bem legal e que merece ser compreendida muito bem. Quando conhecemos nossos momentos duais, vemos melhor nossa vida! =]

bjo
=*