terça-feira, 13 de abril de 2010

Spicing it up - em clima de Beltane....




Nudez Mortal - J.D. Robb

Ele não se importou com a raiva nos olhos dela, ou a acusação. Ele preferia aquilo ao olhar de preocupação que outra mulher teria mostrado. 

-  Não,  porque  eu  o  estou  vigiando,  enquanto  ele  vigia  você.  Resolvi  que  ia  ser muito mais satisfatório aprender sobre você através da própria fonte, com o tempo, do que  lendo  relatórios.  -  Ele  se aproximou,  passando  os dedos  pelos  cabelos  picados dela.  Respeito  a  privacidade  das  pessoas  com  quem  me  importo.  E  eu  me  importo muito com você, Eve. Não sei por quê, exatamente, mas você faz brotar alguma coisa em mim. 

Quando ela começou a recuar, ele apertou mais os dedos, e completou: 

- Estou cansado de todas as vezes que temos um momento a sós você colocar um assassinato no meio. 

- Existe um assassinato entre nós. 

- Não. No máximo, ele foi apenas o que nos trouxe até aqui. É esse o problema? Você não  consegue  se  livrar  da  Tenente  Dallas  por tempo  suficiente  para  se deixar sentir? 

- É quem eu sou. 

-  Então,  é  quem  eu  quero.  -  Seus  olhos  tinham  escurecido  ainda  mais  com  o desejo  impaciente.  A  frustração  que  sentia  era  consigo  mesmo,  por  ser  tão inacreditavelmente levado a um ponto em que poderia, a qualquer momento, implorar. 

- A Tenente Dallas não teria medo de mim, mesmo que Eve tivesse. 

O café a tinha ligado. Era aquilo que estava deixando seus nervos tão tensos. 

- Não tenho medo de você, Roarke. 

- Não tem? - Ele chegou mais perto, enfiando as mãos por baixo da lapela de sua blusa. - O que acha que vai acontecer se você passar por cima da linha? 

- Muita coisa - murmurou. - Mas não o suficiente. Sexo não é o ponto alto da minha lista de prioridades. É uma distração. 

- Certamente que é! - A raiva em seus olhos se acendeu e se transformou em um sorriso. - Quando bem executado. Já não está na hora de você me deixar mostrar isso a você? 

Ela  apertou  os  braços  dele,  sem  ter  certeza  se  queria  chegar  mais  perto  ou  se afastar. 


- Isso é um erro. 

- Então temos que fazer com que valha a pena - ele balbuciou antes que sua boca capturasse a dela. 

Eve se colou nele. 

Os  braços  dela  envolveram-no,  com  os  dedos  se  perdendo  em  seus  cabelos.  O corpo  dela  batia  de  encontro  ao  dele,  vibrando,  enquanto  o  beijo  foi  ficando  mais intenso,  e  a  seguir  quase  brutal.  Ele  tinha  uma  boca  quente,  beirando  o  cruel.  O choque daquele calor enviou chamas internas de reação direto ao centro dela. 

Ao  mesmo  tempo,  as  mãos  rápidas  e  impacientes  dele  já  estavam  puxando  sua blusa  para  fora  dos  jeans,  apalpando  sua  pele.  Em  resposta,  ela  se  arrastava  em direção a ele, desesperada para passar pela seda e alcançar-lhe a carne. 

Ele teve uma visão de si mesmo empurrando-a lentamente para o chão, e dando fortes estocadas dentro dela até que seus gritos ecoassem pela sala como disparos, e ele se aliviasse, jorrando como sangue. Seria rápido e feroz. E tudo acabaria. 

Com a respiração causando-lhe tremores internos dentro do pulmão, ele recuou de repente. O rosto dela estava afogueado, sua boca já intumescida. Ele rasgara a blusa dela na altura do ombro. 

Uma sala cheia de violência, com o cheiro de pólvora ainda impregnando o ar, e várias armas ao alcance da mão. 

- Aqui, não. - Ele a carregou, quase à força, até o elevador. No instante em que a porta se abriu, ele já havia arrancado fora a manga rasgada. Atirou-a contra a parede do fundo enquanto as portas se fechavam, e ficou tateando o seu coldre. - Tire essa droga. Tire logo isso. 

Ela  alcançou  o  fecho  e  deixou  o  coldre  ficar  pendurado  em  uma  mão,  enquanto lutava para abrir os botões da roupa dele com a outra. 

- Por que você usa tantas roupas? - perguntou ela. 

- Da próxima vez, não vou usar. - Ele acabou de rasgar a blusa dela, jogando-a para o lado. Por baixo, ela usava uma combinação colante fina, quase transparente, que  revelava  seios  pequenos  e  firmes.  E  mamilos  endurecidos.  Ele  fechou  a  mão sobre eles, e observou os olhos dela ficarem vidrados.


- Onde gosta de ser tocada? 

- Você está indo muito bem. - Ela teve que espalmar a mão na parede lateral para não perder o equilíbrio. 

Quando  as  portas  se  abriram  novamente,  eles  estavam  fundidos,  um  contra  o outro. Saíram formando círculos, e os dentes dele estavam enterrados, arranhando a lateral da garganta dela. Eve deixou a bolsa e o coldre caírem no chão. 

Deu  uma  rápida  olhada  no  quarto:  janelas  amplas,  espelhos,  cores  neutras. Conseguia  sentir  o  cheiro  de  flores  e  sentiu  a  textura  de  um  carpete  sob  seus  pés. Enquanto lutava para livrá-lo das calças, conseguiu avistar a cama. 

- Minha Nossa! 

Era  gigantesca,  e  parecia  um  lago  pintado  de  azul-marinho,  encapsulado  entre colunas altas de madeira entalhada. Ficava sobre uma plataforma e embaixo de uma clarabóia em forma de domo. Em frente havia uma lareira de pedra verde-claro, onde madeira perfumada crepitava. 

- Você dorme aqui? 

- Esta noite eu não pretendo dormir. 

Ele  interrompeu  o  olhar  de  admiração  dela  levantando-a  e  levando-a  pelos  dois degraus acima, até a plataforma, atirando-a na cama. 

- Tenho que me apresentar na Central às sete horas. 

- Cale a boca, tenente. 

- Está bem. 

Com um semi-sorriso, ela rolou por cima dele e apertou a boca de encontro à de Roarke. Uma energia selvagem e incontrolável estava surgindo dentro dela. Eve não conseguia  se  mover  rápido  demais,  suas  mãos  não  eram  tão  velozes  a  ponto  de satisfazer seu desejo. 

Chutando as botas, deixou que ele abaixasse os jeans ao longo dos quadris. Uma onda de prazer atravessou-a quando o ouviu gemer. Muito tempo se passara desde que  ela  sentira  a  tensão  e  o  calor  do  corpo  de  um  homem  pela  última  vez.  Muito tempo desde que desejara isso. 

A  necessidade  de  libertação  daquela  força  era  compulsiva  e  feroz.  No  momento em que ambos ficaram nus, ela poderia ter se sentado de pernas abertas sobre ele e tê-lo satisfeito. Mas ele trocou suas posições, e abafou seus protestos com um longo e violento beijo. 

- Para que a pressa? - murmurou ele, fazendo a mão deslizar até envolver-lhe o seio. Ficou olhando para o rosto dela enquanto o polegar calmamente lhe torturava o mamilo. - Eu ainda nem consegui olhar para você. 

- Eu quero você. 

- Eu sei. - Ele se ajeitou, ainda por cima, e deixou a mão escorrer lentamente do ombro dela até a coxa, enquanto seu olhar acompanhava o próprio movimento. Sentiu o  sangue  bombear  em  toda  a  sua  região  púbica.  -  Você  tem  um  corpo  comprido, magro...  -  A  mão  dele  apertou  levemente  o  seio.  -  Pequeno,  muito  delicado.  Quem poderia imaginar? 

- Quero você dentro de mim. 

- Você quer apenas uma parte de mim dentro de você. 

- Droga! - começou ela, e a seguir gemeu quando ele enterrou a cabeça e tomou-lhe um dos seios na boca. 

Ela se retorceu toda de encontro a ele, e de encontro àquela boca que a sugava, tão gentilmente a princípio que era uma tortura, para a seguir ficar mais forte e mais rápida, até que ela mesma teve que morder os lábios para não gritar. As mãos dele continuavam explorando-a por toda parte, acendendo pequenas fogueiras de carência em locais exóticos. 

Não era aquilo que ela costumava obter. Sexo, quando Eve resolvia aproveitar, era rápido, simples, e satisfazia uma necessidade básica. Mas aquilo era um dedilhar de emoções, uma guerra completa em seu sistema, uma batalha entre os sentidos. 

Ela tentou colocar uma das mãos entre eles, para alcançá-lo, quando o sentiu duro e  pesado  de  encontro  a  ela.  Puro  pânico  se  instalou  quando  ele  a  agarrou  pelos pulsos e levantou suas duas mãos acima da cabeça. 

- Não faça isso! - disse ela. 

Ele quase a liberou por reflexo, antes de olhar bem para seus olhos. Viu pânico, até mesmo medo, mas desejo também. 

-  Você  não  pode  estar  sempre  no  controle,  Eve.  -  Enquanto  falava,  roçou lentamente a mão livre pela sua coxa. Ela tremeu, e seus olhos perderam o foco por um momento quando os dedos dele acariciaram a parte de trás dos seus joelhos. 

- Não! - repetiu ela, lutando por um pouco de ar. 

- Não, o quê? Não encontre um ponto fraco, não o explore? 

- Experimentalmente, ele acariciou aquela pele sensível, tracejando com os dedos uma  trilha  em  direção  ao  ponto  mais  quente  dela,  e  depois  para  trás  novamente.  A respiração  dela  vinha  em  golpes  ofegantes  naquele  instante,  enquanto  lutava  para girar o corpo e rolar para o lado dele. 

- Parece que é tarde demais - murmurou ele. - Você quer o gozo sem a intimidade? 

- Ele começou uma trilha de beijos lentos, com a boca aberta, até a base da garganta. 

Trabalhava com os quadris por cima dela enquanto o corpo dela trepidava como um fio desencapado, por baixo dele. - Você não precisa de um parceiro para isso. E esta noite você tem um. Pretendo lhe dar tanto prazer quanto obter. 

-  Não  posso.  -  Ela  se  esfregava  contra  ele,  empinava  o  corpo,  mas  cada movimento frenético trazia novas e devastadoras sensações maravilhosas. 

- Solte-se. - Ele estava louco para tê-la, mas a luta dela para se segurar era um desafio, e o deixava enfurecido. 

- Não posso. 

- Eu vou fazer você se soltar, e vou observar o momento em que isso acontecer. - Ele deslizou para cima dela novamente, sentindo cada tremor e cada frémito, até que seu rosto estava junto do dela mais uma vez. Apertou a palma da mão com firmeza entre o pequeno monte que ficava entre as suas pernas. 

- Seu canalha! - A respiração dela era sibilante. - Eu não consigo. 

- Mentira! - disse ele, com calma, e então fez deslizar um dos dedos para baixo, sobre  ela,  para  dentro  dela.  O  gemido  dele  se  misturou  com  o  dela  quando  ele encontrou  o  seu  ponto  mais  apertado,  quente  e  molhado.  Colando  o  corpo  no  dela para ter mais controle, focalizou o seu rosto e viu a mudança do pânico para o choque, e a seguir a transformação do choque em um olhar vítreo e indefeso. 

Ela se sentiu escorregando, lutou de volta, mas a força que a empurrava era forte demais. Alguém gritou quando ela caiu, e então seu corpo implodiu. Em um momento, a  tensão  era  cruel,  mas  então  uma  lança  de  prazer  a  atravessou,  aguda  e  quente. Ofuscada, desorientada, ela se sentiu ficar mole. 

Ele enlouqueceu com aquilo. 

Puxou-a  para  cima,  na  direção  dele,  de  forma  que  ela  estava  quase  de  joelhos, ainda com a cabeça pesando em seu ombro. 

- Mais uma vez - exigiu ele. Puxando-lhe a cabeça para trás, ele invadiu sua boca com a dele. - Agora, mais uma vez. 

- Sim. - A sensação estava ressurgindo depressa. Eram suas necessidades, como dentes  que  a  apertavam  por  dentro.  Livres,  suas  mãos  deslizaram  sobre  ele,  e  seu corpo arqueou para trás de modo fluido e solto, de modo que os lábios dele pudessem saborear onde e o que desejassem. 

O clímax seguinte dela o fez estremecer por dentro como se fossem garras. Com um  som  que  parecia  um  grunhido,  ele  a  empurrou  para  trás,  colocou-a  de  costas, levantou-lhe  os  quadris  bem  para  o  alto,  ajeitou-a  e  se  lançou  dentro  dela.  Ela  o apertou como se fosse um punho quente e insaciável. 

Suas  unhas  arranharam  as  costas  dele,  e  seus  quadris  subiam  e  desciam enquanto   ele   dava   constantes   estocadas.   Quando   sentiu   que   as   mãos   dela escorregavam  sem  vida,  pendendo  dos  ombros  suados  dele,  finalmente  ele  se esvaziou por completo dentro dela. 

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Um mês. Caramba, já? Nossa, passou tão devagar! Não sei qual dos dois. O tempo passa rápido, mas ao mesmo tempo parece que to aqui há uma eternidade...


Bem, acho que um mês já é tempo suficiente pra eu ter notado algumas coisas legais e outras nem tanto daqui.


Por exemplo, aqui na pracinha do Cassino tem um moooonte de ninhos de Caturrita. Eu não cheguei a vê-las, só ouvi-las. As árvores são cheias desses ninhos assim, ó:





A praia é bem bonita, apesar de eu ter ido poucas vezes. O meu vizinho vive falando que viu golfinho lá, mas ele sempre vai de manhã. Ainda não tive oportunidade de vê-los por aqui.


Morar em casa pode ser chato porque acumula muito mais poeira (e aqui, areia tb) e aparece mais bicho, mas eu amei ver a Lua Cheia só abrindo a porta da frente!


Mas tem uma coisa que me deixa muito triste por aqui: tem MUITO cachorro de rua. Muito mesmo, tanto aqui quanto na FURG. E vários são muito fofinhos, só precisam de um pouco de cuidado pra ficarem lindos. Meu coração dói qdo eu passo por eles e não posso ajudar. Outro dia apareceu lá no prédio da FURG uma poodle, coisa mais fofa, abanando o rabo pra todo mundo. Ai, que dó... se eu pudesse, eu trazia pra casa, cuidava e arrumava um dono. Mas não tenho verba nem espaço pra isso aqui...


E sabe, eu me sinto sozinha aqui, mas eu acho q isso é meio comum. Não sei, pode ser impressão (até pq eu conheço pouca gente), mas me parece que as pessoas têm como companhia a família e @s namorad@s. É meio triste, né? Sei lá, pode ser que essa impressão mude daqui a pouco.


O sotaque gaúcho não me pegou ainda, mas eu sei que meu mineirês não tá o mesmo. Outro dia eu quase escrevi “guria” em vez de “menina”, hehe. Sei lá, eles têm um vocabulário muito esquisito. Algumas gírias são legais, mas tem umas palavras tão feias no gauchês...


Por exemplo, “trovar” aqui é tipo “paquerar”, “mascar”, coisa assim. Essa é normal.


“Fulano fica me cuidando”, essa eu achei interessante. Se não for auto-explicativa, comentem aí, hehe.


Mas “anca” no lugar de quadril é feio, né? Todo mundo conhece a palavra, mas nem gosto dela. “Machorra” é lésbica, muito feio e meio preconceituoso na minha opinião. Aí tem as influências uruguaias por aqui também, tipo “cuzco” (cachorro). “China” é aquela mulher de todos. 


Tem mais, muito mais, mas bem, palavras daqui dão um dicionário inteiro. Eu até esqueci algumas agora, mas eu vou adicionando palavras ao vocabulário nos outros posts.


Mas, por enquanto, eu fico por aqui. Acho que agora, depois do primeiro mês, as coisas vão ficar mais fáceis! As coisas começaram a estabilizar.... e eu já tenho internet em casa!! Ê!!! =D


Será que eu começo a postar com mais frequência agora?

sábado, 27 de março de 2010

Banho de panela

 Essa semana eu tive fatos interessantes.

Primeiro: domingo caiu uma chuva absuurda por aqui. Muitos relâmpagos e queda de luz. Aqui em casa, a luz só voltou às 17h da segunda-feira. Pra ficar mais legal, o chuveiro não estava esquentando e, mais legal ainda: a TV desligava quando a geladeira ligava. Divertido, não? Fica melhor: Até quinta-feira, isso continuou. Até quinta-feira, eu tomei banho esquentando água no fogão (sabe que eu até me diverti um pouco com isso? – mas tb pq não estava frio). E era bem irritante estar assistindo algo legal e a tv desligar na hora que eu queria ver algo bacana. Bem na frase que eu queria ouvir. =P

E aí, a Maria, proprietária daqui, veio ontem pra ver se resolvia (depois de a CE ter vindo e não ter mudado nada). Não sei como ou por que, a única coisa que ela fez foi desligar a chave geral. Quando ela ligou de novo, o chuveiro esquentou... e aí a TV não desligou mais com a geladeira! Bizarro, mas que bom que voltou, porque hoje tava um ventinho mais frio e eu não tava muito animada de tomar banho de bacia e sentir frio. =P

Mas o problema agora, que é também o que provavelmente causou a queda, é que os fios de eletricidade passam por dentro de uma árvore, e aí o vento balança os galhos que acabam afrouxando os fios no poste. Devem vir podar a árvore na semana que vem. Beeem necessário, porque no inverno deve ventar mais. Ficar sem luz e com chuveiro frio no inverno não é uma coisa muito bacana, né? =P

Outra coisa legal é que finalmente minhas aulas começaram! Adaptação Fisiológica é suuuper legal, muito interessante! Só dura um mês e não tem avaliação, é mais participação em aula e leitura de artigo. Curti muito a aula! E a outra é Efeitos Fisiológicos do Estresse Oxidativo, que é basicamente bioquímica. Agora pense: tinha 5 anos que eu não via bioquímica. NAD, FAD, Fosforilação Oxidativa, e essas coisinhas todas surgem outra vez. Pontos positivos: devo aproveitar coisas da matéria no meu projeto, e não tem prova, as avaliações são seminário e questionário, menos mal. Pontos negativos: a aula é de manhã, que eu não funciono muito bem, e vou ter que me esforçar mais pra acompanhar (ainda mais que o fessor fala com sotaque espanhol). Mas beleza, ossos do ofício, né?

Como estou participando do projeto REUNI de biofísica, fui assistir a uma aula também. Devo assistir outras, pra ter mais noção do que procurar pra ajudar nesse projeto. E é bom relembrar certas coisas, como potencial de membrana, coisa que pra mim sempre ficou meio embolada.

Por mais que voltar a ter aulas seja meio cansativo, acostumar com o ritmo, e tal, estou contente de ter começado e ter que raciocinar um pouco. Pensar faz bem, né? :P

Começou a Festa do Peixe no Cassino. Várias barraquinhas de comida, lojinhas de roupas e shows até dia 04 de abril. Hoje ainda tava meio vazio, mas acho que no fim de semana deve encher um pouco. Tem blusas de frio bem baratas lá, acho que vou aproveitar pra começar a coleção de inverno, hehe.

No mais, o Seu Edson fez feijão pra mim e vai durar uns 2 meses. Congelei um tantão! Hehe. Eu ia tentar fazer, mas ele ofereceu e insistiu que ia fazer pra mim... e eu, nada fã de cozinha (a não ser pra fazer doces), pra recusar, né? Hihi. Eu retribuo depois com outro doce gostoso. Semana passada eu fiz o Pecado Capital (ou torta de Bis) e os vizinhos adoraram!

Agora tenho telefone fixo e comecei a encheção de saco na Oi pra eles liberarem porta de internet pra mim logo. A net da FURG continua bem instável e, além disso, COMO eu sinto falta dos seriados! Vampire Diaries voltou, já devo ter perdido 3 ou 4 episódios de The Big Bang Theory, e nem sei o que acontece com The Mentalist... ai, que saudade!

Mas enquanto isso, agora estou assistindo Kingdom Hospital outra vez. Eu tinha esquecido certos detalhes da série, como o humor negro que o Stephen King coloca ali no meio, as musiquinhas felizes no meio de cenas de atropelamentos e coisas do tipo... é tão legal! Eu super recomendo a série, é realmente muito boa!! E são só 13 episódios!

Enquanto a internet em casa não chega, eu me limito às lan-houses e a escrever os posts antes de sair de casa.=P

sábado, 20 de março de 2010

A tv e os animes


Então, agora eu tenho tv no quarto. Em uma semana de tv aberta, eu descobri:

- Realmente detesto jornal. Só falam de tragédia. =P
- Quando acabar BBB, a Ana Maria Braga não vai ter o que falar no programa dela.
- Malhação chegou a um ponto que não tem como ser pior. Acho que, além de ser um laboratório de artistas (e dessa vez eles não vão achar NENHUM bom, pelo jeito), é também um laboratório de roteiristas, porque tá sem noção de ruim. =P
- O autor da novela das 18h adora tragédia.
- Assistir novela conversando com a vizinha é bem mais divertido.
- E criticar o BBB com a vizinha tb é mto divertido! Hehe.

Bem, também tô aproveitando pra assistir anime no computador. Terminei de assistir X/1999 de novo. Cara, a história é realmente boa, mas eu fui mais crítica dessa vez. Por exemplo, todo mundo que morre, ou morre com uma espadada ou uma mão que fura o coração. E mesmo que tire o coração da pessoa, ela ainda fica uns 5 minutos conversando antes de morrer. =P Mas de boa, a ideia do anime é fenomenal e eu amo mesmo assim!!

E agora tô assistindo Elfen Lied. Já tinham me falado dele antes, mas eu ainda não sabia nem do que se tratava. Eisque o negócio é MUITO BOOOOMMMM!!!! Já assisti 10 episódios só hoje! Fenomenal! Nossa, muito bom!! E são só 14 episódios, o que significa que eu termino no máximo amanhã! Hihi. ^^

Ok, falando da vida agora, eu tenho um novo vizinho, o Seu Edson. Ele é super gente boa, um dia desses me deu sanduíches e no outro dia maçãs. Super simpático. Agora somos 4 lá: eu, a Deia, o pai dela e ele, cada um no seu cantinho e todos no mesmo terreno. Hehe, isso é legal, pq é lá que eu não me sinto sozinha. Assisto a novela com a Deia, falamos mal do BBB e conversamos um tantão.

Na FURG, era pras minhas aulas terem começado na segunda-feira, mas o professor fez a gente ir lá pra mudar o dia da aula pra segunda-feira. Entramos na sala às 14h e saímos às 14:05h. Uhu! =P
Mas continuo escrevendo meu projeto nesse meio tempo, achando váááários artigos legais. Dei uma desanimada essa semana, não tô muito animada de ficar na FURG o dia todo pq me sinto muito sozinha lá. Almoço sozinha, volto pra sala e fico lá, eu e meu computador. E depois pego o ônibus e ficamos eu e meu iPod. Hehe.

Mas muito em breve terei internet em casa! Hoje o cara foi instalar a linha telefônica, já tá quase tudo pronto. Eu e a Deia vamos dividir o telefone e a internet. Assim que o telefone começar a funcionar, começa a saga "encher o saco da Oi até eles liberarem a porta pra gente". Vai ser divertido! Hehe. =P

Essa semana eu perdi a chave de casa andando de bike. Felizmente tinha uma cópia dentro de casa. O Seu Edson abriu o portão da frente pra mim e o chaveiro abriu minha porta em 2 minutos. Mas a minha chave eu não achei, mesmo. Mas tá de boa, agora eu até comprei um chaveiro que prende na calça pra não perder de novo. Hihi.

Tenho altos e baixos por aqui. Hoje fiquei muito bem, e basicamente no meu mundinho, mas às vezes me sinto meio sozinha. Ontem até tive vontade de chorar. Morrendo de saudades do Kirus e dos meus amigos, tanto de Brasília quanto de BH. E sabe-se lá quando poderei vê-los, mas pelo menos posso falar com eles online...

Bom, mas enfim, apesar da saudade, eu gosto daqui e estou ansiosa pras aulas começarem e eu pensar um pouquinho mais. E quem sabe, quando eu tiver internet em casa, os posts não ficam menos espaçados? =)

sábado, 13 de março de 2010

O fácil-difícil

Dez dias. Começando a me adaptar.

Só tem dois dias que eu realmente tenho conseguido dormir bem e me alimentar melhor. É difícil achar uma salada bonita por aqui, viu? E olha que eu como só o básico, e ainda assim é difícil. Também já aceitei que vou ter que deixar a preguiça de lado e fazer alguma coisa na cozinha. O mais prático que eu puder, é claro. Por enquanto, achei o arroz de saquinho, salsicha, nuggets, e até salada pronta o supermercado tem. =D

Bem, enfim, agora estou devidamente instalada, minhas coisas terminaram de chegar do correio e já tá tudo em seu lugar. Meu Anubis e meu incensário quebraram no caminho! =( Mas em breve arrumo outros. Pelo menos é fácil achar coisas egípcias, né? Acho que, quando começar o frio, vou ter que remanejar algumas coisas do armário, mas por enquanto vai funcionar como tá.

Eu ganhei uma bicicleta dos meus pais, pra poder me locomover com mais facilidade aqui no Cassino. Eis que, antes da facilidade, há dificuldade: andei dois quarteirões (ou quadras, como dizem aqui) e já fiquei com a perna doendo! Acho que tinha uns 10 anos que eu não andava de bicicleta... tenho que me acostumar de novo! E parar de pensar em como devo estar desengonçada andando nela, hehe. Acho que de início todo mundo vai ver que eu não tenho muito controle, mas acabo me acostumando.

Fiz amizade com minha vizinha e a mãe dela. Tenho ido ver a novela lá (e de quebra, até o BBB – mas ainda não gosto!), temos conversado bastante e elas são muito gente boa! A mãe dela vai embora e o pai dela vai chegar. Nós vamos dividir a internet e colocar o meu roteador, eu espero que muito, muito logo mesmo!

Ficar sem internet em casa é bem chato e a internet da FURG anda bem instável. Não dá pra ver vídeos nem nada divertido, só o básico mesmo, e em horário comercial. =P Lan House à noite, mas sem abusar, também. Sinto falta dos meus seriados, de Youtube, to doida pra baixar algumas outras músicas que ando lembrando...

Defini meu projeto de mestrado e estou super empolgada com ele! Acabei dispensando as lontras e ficando com os ratinhos. No final, vou acabar mexendo com mais coisas relacionadas à veterinária do que se usasse as lontras (aliás, as fezes delas)... e aí me perguntam: “vc foi pra puta que pariu pra mexer com rato?”, e eu digo: me mandaram pra cá, se eu to aqui e vou fazer isso, deve ter algum outro propósito, e dez dias eu acho que é muito pouco tempo pra descobrir qual é. Só sei que to empolgada com esse projeto, minha introdução está rendendo muito, vou aprender várias técnicas diferentes e ainda devo acompanhar outros pesquisadores, ajudar em um outro projeto aqui... então, vamos aguardar, né? A minha fé que os Deuses me mandaram pra cá me deixa aberta pro que tiver que ser por aqui...

Estou começando a aprender as expressões locais, e quanto tiver um número bacana delas, posto aqui as mais legais, ou diferentes, ou engraçadas!

Ontem fui a Pelotas e descobri que o Calçadão é um ótimo lugar pra  fazer compras! E hoje fui ao Centro de Rio Grande, também muito bom pra compras. Mês que vem tenho que começar a pensar em roupas de frio... já sei onde ir! =)

Bem, pois é. Eu teria muito mais coisa pra escrever, mas se eu o fizer, primeiro que ninguém lê, segundo que não tem assunto pra outros posts! =P

Semana que vem tem mais. ^^

sábado, 6 de março de 2010

O dilema do Projeto

Cá estou eu, em Rio Grande, mais especificamente no Cassino. Com 21kg de bagagem em excesso, cheguei tranqüila na quarta-feira. Devo mil agradecimentos à Bel, sem a qual eu teria ficado meio perdida com duas malas que eu nem conseguia carregar sozinha direito (no aeroporto, coloquei uma no carrinho e saí puxando a outra na rodinha). A Bel me levou na casa dos donos da imobiliária, porque o povo de lá esqueceu que ia me esperar chegar pra ir embora. A Vivi, moça simpática que trabalha na loja ao lado, nos disse onde eles moravam e fomos lá. Eles acharam uma chave que, teoricamente, não era da minha kitnet (que é a 4), e sim da 2. Felizmente, a dona das kits tinha trocado as fechaduras e a chave da kit 2 abriu a kit 4! Hehe. Deu tudo certo no final. Todo mundo muito simpático!

Quinta e sexta foi a matrícula. Conheci meu orientador, o Elton, mineiro e atleticano (não que o time faça diferença pra mim, mas ele diz que antes de ser mineiro é atleticano), muito gente boa também. Eis as minhas matérias (eles aqui chamam de “cadeiras”) do semestre:

- Sistema Cardiovascular Comparado
- Efeitos Fisiológicos do Estresse Oxidativo
- Sistema Nervoso
- Controle Endócrino da Reprodução
- Excreção e Osmorregulação
- Adaptação Fisiológica
- Endocrinologia Comparada

A primeira começa dia 18/03. As matérias são dadas em módulos, então qdo uma tá começando, a outra tá acabando! Isso é ótimo, pq eu consigo cumprir mais créditos em um semestre, mas por outro lado, muito trabalho, né? A última matéria termina no dia 29/07. 

Ontem eu fiquei o dia todo na faculdade. O Elton me apresentou o prédio, os laboratórios, e eu passei o dia lá procurando artigos pra ler durante o fim de semana e tentar resolver o dilema do meu projeto: fezes de lontra ou ratinhos fofos q eu posso mexer com filhotes (mas provavelmente tem eutanásia no meio)? Bem, ainda tenho um tempinho pra decidir.

Até agora só falei com as pessoas pra perguntar coisas, basicamente. Parece que o que tem pra fazer aqui no Cassino é programa gastronômico. Festas de calouros tb, mas bem, eu não vou aparecer sozinha em lugar nenhum, né? Hehe. Devo ir na faculdade na próxima semana ficar mexendo com coisas do projeto e resolvendo o que fazer, mas com minha alta capacidade social eu não sei quanto tempo vou demorar pra achar alguém pra me chamar pra sair com o grupinho. Hihi! Espero que não muito.

Enquanto isso, já achei a locadora (muito barata, por sinal), já sei onde vende bicicleta, já fui ver Iemanjá perto da praia, já pesquisei preço de roupa de frio e de cobertor... e to me acostumando com a kitnet, que é bonitinha mas ainda to no processo de ficar confortável nela, hehe. A geladeira de tempos em tempos faz um barulhão, e de vez em qdo eu tomo susto, já acordei com ela, hehe.

Aliás, aqui na kit não cabe muita coisa. O piano digital que eu quero trazer, bem, não sei como eu vou colocá-lo aqui qdo trouxer, mas quero dar um jeitinho. As minhas caixas ainda não chegaram pelo correio, mas até terça elas devem estar aqui. Aí o espaço vai ser problema, mas eu acabo arrumando. Quero manter as caixas, pq vou precisar delas pra sair depois... mas isso eu não sei se será possível. Por enquanto a minha mala continua como armário, até que meu organizador chegue pelo correio. Ela ocupa metade do espaço do “corredor” entre a cama e o armário (que não é muito grande). Tenho espaço pro meu altar, mas não tenho tv. Talvez a dona da kit me empreste a tv (no verão eles deixam aqui, mesmo). Eu não assisto muito e meus DVDs de séries tão chegando em breve, tb, aí talvez eu nem peça...

Bom, e aí estou aqui, me acostumando com “lancheria” em vez de cantina, com o “mâs” e com os “tchês” e “bahs” da vida. E é claro, admirando os gaúchos simpáticos que tem aqui, né? ;)

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Novo Layout

Acho que aquele rosa tava doendo meu olho. Como não dava pra editar o fundo dele (e eu tô sem paciência pra mexer no html), mudei. Ficou melhor, né?

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Situando

Bem, agora já tenho data de partida: 03/03. Já despachei 4 caixas de coisas pra lá e está tudo encaminhado agora. Então, antes que eu fique sem internet no meu próprio pc por sei lá quanto tempo (até que eu descubra o q vou fazer com a internet lá), vou situar vcs sobre a cidade em que vou morar.


Primeiro, onde fica Rio Grande. Essa foto mostra que a cidade fica abaixo de Porto Alegre. De acordo com o Google, as duas cidades ficam a 318 Km de distância uma da outra. Pelotas fica bem pertinho, a 56,1 Km de distância.

Localização

O Chuí (ótimo lugar pra fazer compras, btw) fica a 3,5h de Rio Grande indo de ônibus. No mapa:


Photobucket


O Cassino é o bairro onde eu vou morar, a famosa praia de 250 Km, a maior praia do mundo no Guiness. Eu devo ter conhecido, sei lá, uns 30m dela. Hehehe. A FURG fica basicamente entre o centro de Rio Grande e o Cassino, como mostra essa foto aqui:

Situando

Parece meio longinho, mas nem é. Do Cassino pra FURG, e pra continuar até o centro, é só pegar a avenida principal do Cassino e seguir direto. Dela segue uma avenidona, a Av. Itália, que é quase reta o tempo todo. Do Cassino pra FURG dá uma meia hora de ônibus, uns 15 minutos de carro.


E eu vou morar a 4 quadras da praia, como mostra essa foto aqui:


Onde vou morar


O Cassino é tipo uma cidade pequena. Quem já foi a Dunas de Itaúnas consegue entender como funciona. É o mesmo estilo: uma avenida principal asfaltada, tem uma avenida que cruza ela, também asfaltada. O resto são ruas de terra mesmo. Dá pra andar tudo lá a pé (mas eu pretendo arrumar uma bicicleta). Dizem que no inverno lá é super deserto, não fica ninguém.


Eu, especialmente, quero vivenciar o inverno de lá, pq dizem que faz muuuito frio, e no Cassino venta muito. Mas no verão, quem quiser visitar, a cidade fica cheia!


Eu, sinceramente, vou adorar visitas em qualquer época do ano. ;)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Pilot

Buenas noches!


Hoje inicio um novo blog.


Aqui nesse espaço, meu Solitary Ground, eu postarei sobre minha vivência morando sozinha em Rio Grande, sobre meu tempo no mestrado e tudo que der na telha a respeito. Desabafos, novidades, enfim, qualquer coisa que eu achar interessante (ou não).


O nome do blog é uma música do Epica. É uma música que eu gosto muito e que descobri que tem muito a ver comigo em certos aspectos. Eis a música:


Living at different places
Evading into various spaces
My compass has broken
I'm losing the way
An ongoing madness has led me astray

My past breathes down my neck
And it seems now that all I can do is
Go back to beginnings when all lay ahead
A fading illusion now plagues me instead

In me there's still a place that fulfils me
A sanctity here that I call home, I run to
When winter descends
If I try, can I find solid ground

I follow elusive paths
Oh, it seems they've been written in stone
And the door to a new life is closing so fast
Burning the bridges will not bring me back

I know that in me there's still a place that fulfils me
A sanctity here that I call home, I run to
When winter descends
If I try, can I find solid ground
Or am I just wasting time?