Ah, essa minha inspiração vem nos horários mais estranhos. Eu deito, começo a refletir, e simplesmente quero vir aqui e contar, pra poder organizar melhor meus pensamentos.
E novamente eu vou aos meus aspectos Persefonianos de ser.
Eu tenho uma mania chata de querer estar em mais de um lugar ao mesmo tempo. De sentir saudade de passado. Às vezes, até, de trazer o passado como se ele fosse presente. Não, não bom.
Eu comecei a lembrar de bons momentos de Rio Grande, da diversão, da música, do palco. E, por um momento, eu quis estar lá de novo. Mas aí eu reparei: Já tem quase um ano dessa fase da vida. O bar onde eu cantava nem existe mais. E aí eu lembrei dos últimos meses, do que fez falta, do que me fazia mal em estar longe de tanta coisa que eu amo.
Curioso, não? Como a nossa mente funciona. Provavelmente, muita gente faz várias coisas se iludindo que vão ter de novo uma coisa do passado. E, caramba, tá acontecendo tanta coisa legal, minha vida tá tão abençoada... por que é que eu ainda cismo em ir lá, lembrar de coisas do passado e querer de volta?
Acho que o passado é meu cantinho seguro. Sabe, já foi, já sabemos o que aconteceu, então se viesse de novo, seria tranquilo de lidar. O presente é lindo, mas às vezes, não saber o que vem pela frente dá medo. Normal, né? Ter medo do que a gente não conhece. É um desafio.
Isso é bom, um novo desafio a vencer... mas por outro lado, tem um martelinho que sempre fica lá no fundo, me cutucando, com uma coisa que nem deveria. E que por mais que eu tente, ainda não consegui fazê-lo parar de bater. Mesmo quando eu não quero, ele tá lá. Então eu procuro deixá-lo baixo pra não me incomodar tanto. E foco nas coisas legais do presente e do futuro, aquela parte do desafio que eu posso imaginar melhor.
Mas algumas coisas já são bem mais fáceis de lidar. Com as coisas que andam acontecendo, eu consegui aceitar as situações e perceber que as coisas estão como deveriam. Consigo entender muito mais agora, e ver o passado lá, no passado. Não que não dê saudade de vez em quando, ou que eu não queira viver de novo. Mas assim é a vida, e as pessoas entram e saem da sua vida nos momentos certos - afinal, não existem coincidências...
Houve um tempo em que eu projetava tanto que confundia as coisas, e pelo menos isso eu não faço mais. Progresso! Um dia, espero eu, conseguir também viver em um lugar só sem imaginar como seria se eu estivesse no outro. Até porque, na maioria das vezes, eu sei bem como seria. Não como na utopia, ou no sonho, mas na realidade. E a realidade é que o que eu vivo agora me traz muita, muita felicidade. =)
domingo, 4 de março de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Sacrifícios e Recompensas
Eu e meu blog mágico. Se é por ele ou não, eu não sei. Talvez escrever tenha ajudado. Talvez eu precisasse desabar de novo pra ver as coisas de outra forma. Ou talvez seja tudo isso junto com a magia desse pequeno lugarzinho que tenha mudado a minha visão das coisas.
Estou sempre refletindo sobre tudo. Isso não é nenhuma novidade... e certas coisas são mais difíceis de aceitar, mesmo quando vc sabe muito bem o porquê delas. Era o caso, como foi perceptível no meu último post.
Mas nada é por acaso. E eu já sabia que a minha escolha, qualquer que fosse, exigiria um sacrifício. Acontece que, se eu tivesse escolhido diferente, a dor do sacrifício feito provavelmente seria maior. Eu sofreria mais, por mais tempo, meus aspectos Persefonianos seriam muito mais difíceis. A escolha que eu fiz me exigiu um sacrifício dolorido, mas a dor é passageira. Uma fase difícil, que vai passar, e o resto todo vai ficar no lugar, bem bonitinho.
Minha vida no RS era muito, muito diferente da minha vida em Brasília. E é claro que as coisas ficaram pra trás porque não se encaixariam nessa vida de agora. Talvez, o mesmo seja com as pessoas. Aquela amizade especial foi importante no momento em que ela aconteceu, e aquilo vai ser sempre uma lembrança que vou guardar com carinho. Aquele Amor especial era perfeito ali, naquele momento, daquele jeito, mas talvez... talvez aqui ele não seria igual. Não tenho certeza, porque as circunstâncias são as que são. E elas assim são por um motivo.
Tudo tem um motivo, mesmo que a gente não goste de como as coisas acontecem. Depois de um tempo, a gente percebe a importância daquelas coisas como elas foram. Passa o tempo e a gente vai entendendo as minúcias de por que as pessoas se aproximaram, ou por que elas se afastaram; por que aquela pessoa veio pra sua vida daquele jeito, naquela hora. E por que, também, chega uma hora em que as pessoas precisam partir - ou você precisa partir.
Percebo agora que não tem nada de errado ter boas lembranças - ou, no meu caso com Rio Grande, lembranças extremamente paradoxais. Desde que você não viva delas. Afinal, se a gente se permite viver o presente, percebe quantas bênçãos recebe todo dia.
Meu sacrifício foi um Amor. Mas minha recompensa continua sendo o Amor. Por Amor eu voltei a Brasília, pelo amor aos Deuses, pelo Amor à minha família, à Wicca, à minha Tradição, aos meus irmãozinhos escolhidos. E isso também é minha bênção. =)
Estou sempre refletindo sobre tudo. Isso não é nenhuma novidade... e certas coisas são mais difíceis de aceitar, mesmo quando vc sabe muito bem o porquê delas. Era o caso, como foi perceptível no meu último post.
Mas nada é por acaso. E eu já sabia que a minha escolha, qualquer que fosse, exigiria um sacrifício. Acontece que, se eu tivesse escolhido diferente, a dor do sacrifício feito provavelmente seria maior. Eu sofreria mais, por mais tempo, meus aspectos Persefonianos seriam muito mais difíceis. A escolha que eu fiz me exigiu um sacrifício dolorido, mas a dor é passageira. Uma fase difícil, que vai passar, e o resto todo vai ficar no lugar, bem bonitinho.
Minha vida no RS era muito, muito diferente da minha vida em Brasília. E é claro que as coisas ficaram pra trás porque não se encaixariam nessa vida de agora. Talvez, o mesmo seja com as pessoas. Aquela amizade especial foi importante no momento em que ela aconteceu, e aquilo vai ser sempre uma lembrança que vou guardar com carinho. Aquele Amor especial era perfeito ali, naquele momento, daquele jeito, mas talvez... talvez aqui ele não seria igual. Não tenho certeza, porque as circunstâncias são as que são. E elas assim são por um motivo.
Tudo tem um motivo, mesmo que a gente não goste de como as coisas acontecem. Depois de um tempo, a gente percebe a importância daquelas coisas como elas foram. Passa o tempo e a gente vai entendendo as minúcias de por que as pessoas se aproximaram, ou por que elas se afastaram; por que aquela pessoa veio pra sua vida daquele jeito, naquela hora. E por que, também, chega uma hora em que as pessoas precisam partir - ou você precisa partir.
Percebo agora que não tem nada de errado ter boas lembranças - ou, no meu caso com Rio Grande, lembranças extremamente paradoxais. Desde que você não viva delas. Afinal, se a gente se permite viver o presente, percebe quantas bênçãos recebe todo dia.
Meu sacrifício foi um Amor. Mas minha recompensa continua sendo o Amor. Por Amor eu voltei a Brasília, pelo amor aos Deuses, pelo Amor à minha família, à Wicca, à minha Tradição, aos meus irmãozinhos escolhidos. E isso também é minha bênção. =)
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Presentes e retiradas
Eu ia esperar. Ia postar aqui só no dia que a TCS, Tradição de Wicca da qual faço parte, celebra Aset e Wesir. Mas eu resolvi que preciso me expressar um pouco.
Aset é minha mãe. E as mães de vez em quando nos dão duras lições. Mas às vezes... às vezes parece que elas até sacaneiam. Um exemplo? Eu.
Os Deuses me mandaram para Rio Grande - RS. Longe, sozinha, conhecendo um monte de coisas novas. Enquanto a gente conhece, tudo é novo e legal, mas passa um tempo e a solidão aperta. Ok, aí a Deusa me trouxe amigos e amigas. E me trouxe também um namorado.
E eu achava que tinha encontrado quem eu queria... e consegui viver uma coisa que eu sempre quis (ou pelo menos achava q era isso) por... bom, dois meses. Até tudo desabar. E aí eu até escrevi no ano passado sobre a dor e a perda de Aset, que eu também estava sentindo. Ok. Terminei o namoro, mas eu tinha os amigos e as amigas. E eu me aproximei muito de algumas dessas pessoas.
Mas... algo me dizia que muito do que eu estava vivendo em 2011 seria efêmero, que não duraria. Eu estava amando tudo, estava cantando, saindo, me divertindo, e ainda assim, decidi vir pra Brasília. Voltar, depois de anos longe de casa. Mas as coisas ainda estavam legais.
E então... em algum momento, assim, sem eu entender direito por que, os caminhos começaram a se fechar. Os amigos começaram a se afastar. Tudo estava dando certo em relação ao mestrado, mas por outro lado, eu me sentia cada vez mais sozinha.
Mas a Deusa não ia me deixar totalmente sozinha, então ela colocou uma pessoinha extremamente especial na minha vida. Um Amor tão grande, tão perfeito. Grande ironia da vida, não é? Resolvo ir embora e encontro o amor da minha vida. Dessa vez, não era uma ilusão.
E assim passaram-se seis meses de solidão e Amor, e meu aspecto Perséfone falando cada vez mais alto. E o Sul se tornando cada vez mais um lugar em que eu não teria condições de ficar, nem mesmo por esse grande amor. E aí... finalmente eu tive que partir. E um relacionamento perfeito não continuaria assim à distância... e teve que ter um fim.
E nesse momento eu penso no quanto isso é ruim. No quanto ainda dói. Os Deuses me mandaram pra PQP por um monte de motivos, ok. E eu tinha uma amizade tão bonita com uma pessoa, que de repente, assim, se acabou. Ficou na lembrança. E eu tinha o meu Amor. Aset me mandou um presente, sim. Me mandou a pessoa que eu sempre quis. O Amor dos meus sonhos. Aquele que eu queria pra sempre. Pra ele ter que ficar, e eu ter que ir embora.
Eu entendo, entendo bem o que Ela quis com isso. Mas, sinceramente? Está difícil de aceitar. Não estou exatamente com raiva dela... eu só estou um tanto chateada. Poxa, tudo bem, muito legal eu viver uma coisa linda, mas caramba, tinha que ser com alguém que era tudo que eu queria pra sempre? Passei dois anos lá naquele lugar, distante de tanta gente que eu amo, de tanta coisa, pra ficar tudo, TUDO pra trás. Tá doendo. Tá doendo porque eu não queria perder essa grande amizade. Tá doendo porque eu deixei pessoas que fizeram tanta diferença na minha vida e que sabe-se lá se algo disso tudo vai ficar. Eu tenho a impressão de que tudo que eu passei em Rio Grande vai ficar lá. Tudo o que veio comigo pra Brasília foram lembranças. Memórias de coisas boas, mas caramba, tinha que deixar absolutamente tudo pra trás? Não podia trazer nada comigo? Nem que fosse a ligação formada... uma pessoa pra contar... nada?
Sinceramente, eu sei que os Deuses sabem o que fazem, mas nesse momento, isso dói. Isso me incomoda e me deixa chateada. Eu queria um grande Amor, mas não no passado. Não adianta viver por apenas seis meses o que você quer pra toda a vida. Achar uma pessoa com quem vc se identifica tanto pra depois perder totalmente a ligação com ela. E nada, nada disso restar, a não ser lembranças.
Eu não aceitei isso direito ainda, e pensar dói, falar dói. Eu penso em tanta coisa, e tava tudo tão difícil de expressar. Mas quem sabe, escrevendo, fique mais fácil aceitar.
Ou talvez, só o tempo.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
As Faces do Amor (repost)
Há muito tempo, escrevi isso. Resolvi deixar aqui no blog...
16 January 2009 @ 01:24 am
Feast of Love
There is a story about the Greek Gods; they were bored so they invented human beings, but they were still bored so they invented love, then they weren’t bored any longer. So they decided to try love for themselves. And finally, they invented laughter, so they could stand it.
Esses dias eu ando pensando muito em relações humanas. Imagino os Deuses observando como nós interagimos com nossa espécie e o quanto eles se divertem com as confusões que nós causamos.
Ando pensando muito também no Amor, e nas diversas faces que o Amor pode ter.
Eu ficava pensando: se o Amor é a lei, por que é que as pessoas sofrem tanto? Por que existem tantos amores não-correspondidos, e por que sofremos tanto com isso?
E mais: eu tenho uma dificuldade muito grande quando penso que, às vzs, o Amor é totalmente correspondido, mas alguma coisa do destino separa duas pessoas que se amam. A morte, por exemplo.
Hoje assisti esse filme: Banquete do Amor. E ele mostra um pouco dos tipos diferentes de Amor. De como o amor fere, trai, mas também cura.
Durante todo o filme eu pensei coisas diferentes sobre o Amor.
Primeiro, eu vi pessoas se apaixonarem à primeira vista, e eu não acredito que isso aconteça. Depois, vi amantes que traíam esposa e namorado. Tinha um casal lindo com problemas de dinheiro e com parentes. Tinha um casal que tinha perdido o filho e se culpava por isso.
Sei lá. Vários “por ques” se passaram pela minha cabeça enquanto eu assistia o filme.
Eu nunca fui alguém de aceitar “heartbreaks” muito bem, ou qualquer tipo de tristeza. Não gosto de ver as pessoas sofrerem, não gosto de sofrer, e a dor de Amor é muito, muito difícil.
Mas aí, estava pensando, ao final… depois de um diálogo que tem no filme:
Harry Stevenson: God is either dead, or he despises us.
Bradley Thomas: You don’t really believe that.
Harry Stevenson: Maybe. I saw the most remarkable thing just now. I wandered into the stadium, I thought I was alone… but down on the 50 yard line there was a couple. They were making love. I watched for longer then I should have. I was envious… and then I felt sorry for them. There’s so much they don’t know; heartbreak they can’t even imagine.
Bradley Thomas: [sighs] Well, even if they knew, it wouldn’t change anything.
Harry Stevenson: How so?
Bradley Thomas: Chloe knew what was going to happen to Oscar.
Harry Stevenson: She knew?
Bradley Thomas: She did. She went to some psychic lady, predicted the whole thing.
Harry Stevenson: She believe her?
Bradley Thomas: Yes, Harry, she did. She didn’t run away, she didn’t crawl into a hole. She found them a house. She threw away her birth control and married him. God doesn’t hate us, Harry. If he did, he wouldn’t have made our hearts so brave.
Os Deuses colocam desafios nas nossas vidas para que possamos vencê-los e descobrir nossa força. E, falando de relacionamentos e Amor, talvez precisemos dos “heartbreaks” para que, quando encontrarmos a tal pessoa, nosso coração esteja forte o suficiente para valorizar aquela pessoa e não se quebrar; talvez precisemos das porradas para valorizarmos a nós mesmos e não deixemos que nossa felicidade dependa de outra pessoa…
Durante toda a nossa vida, encontraremos ciclos de vida e morte. Algo sempre tem que morrer para que outro possa nascer. Geralmente, a morte traz sofrimento para um dos lados. Se uma pessoa querida estava sofrendo e morre, bom, ela parou de sofrer, mas os que ficaram sofrem por terem perdido a pessoa querida.
Se alguém deixou de amar uma pessoa que ainda o ama… bom, sempre haverá sofrimento.
Mas bom… o sofrimento só vai até vc mesmo permite, não é?
Eu leio várias histórias e vejo vários filmes sobre pessoas que amaram tão profundamente uma pessoa que nunca mais foram capazes de amar outra pessoa da mesma maneira… mas… será que tem que ser assim? Será que a pessoa não se dá nenhuma chance de amar outra vez e de compatilhar a vida com um@ parceir@ novamente? Será que sempre um amor será comparado ao outro?
São situações muito individuais… cada um vive o Amor de uma maneira… mas… quantas pessoas o vivem saudavelmente? Quantas pessoas traem o parceiro por não ter coragem de terminar algo que não está mais funcionando? Quantos não querem enxergar? Quantos mantêm relações que só provocam o mal? E… por quê?
A dor de um fim às vezes é muito grande, e achamos que maior do que a dor de estar com alguém que não está mais te fazendo bem. Mas essa dor passa… o tempo cura a dor. Para alguns, é preciso retomar o Amor-Próprio para conseguir fazer isso.
Sei lá, esse é um assunto para o qual eu não tenho nenhuma conclusão e poderia continuar fazendo muitas outras perguntas e tentar respondê-las. Mas por enquanto, encerro aqui minha reflexão.
Mas, para fechar, eu só acho que… talvez, a Deusa queira com isso nos mostrar que todo ciclo tem um começo e um fim, seja esse fim a morte ou apenas o fim do relacionamento. Mas que todo fim dá origem a um novo começo, e que depende de nós como recomeçarmos.
Esses dias eu ando pensando muito em relações humanas. Imagino os Deuses observando como nós interagimos com nossa espécie e o quanto eles se divertem com as confusões que nós causamos.
Ando pensando muito também no Amor, e nas diversas faces que o Amor pode ter.
Eu ficava pensando: se o Amor é a lei, por que é que as pessoas sofrem tanto? Por que existem tantos amores não-correspondidos, e por que sofremos tanto com isso?
E mais: eu tenho uma dificuldade muito grande quando penso que, às vzs, o Amor é totalmente correspondido, mas alguma coisa do destino separa duas pessoas que se amam. A morte, por exemplo.
Hoje assisti esse filme: Banquete do Amor. E ele mostra um pouco dos tipos diferentes de Amor. De como o amor fere, trai, mas também cura.
Durante todo o filme eu pensei coisas diferentes sobre o Amor.
Primeiro, eu vi pessoas se apaixonarem à primeira vista, e eu não acredito que isso aconteça. Depois, vi amantes que traíam esposa e namorado. Tinha um casal lindo com problemas de dinheiro e com parentes. Tinha um casal que tinha perdido o filho e se culpava por isso.
Sei lá. Vários “por ques” se passaram pela minha cabeça enquanto eu assistia o filme.
Eu nunca fui alguém de aceitar “heartbreaks” muito bem, ou qualquer tipo de tristeza. Não gosto de ver as pessoas sofrerem, não gosto de sofrer, e a dor de Amor é muito, muito difícil.
Mas aí, estava pensando, ao final… depois de um diálogo que tem no filme:
Harry Stevenson: God is either dead, or he despises us.
Bradley Thomas: You don’t really believe that.
Harry Stevenson: Maybe. I saw the most remarkable thing just now. I wandered into the stadium, I thought I was alone… but down on the 50 yard line there was a couple. They were making love. I watched for longer then I should have. I was envious… and then I felt sorry for them. There’s so much they don’t know; heartbreak they can’t even imagine.
Bradley Thomas: [sighs] Well, even if they knew, it wouldn’t change anything.
Harry Stevenson: How so?
Bradley Thomas: Chloe knew what was going to happen to Oscar.
Harry Stevenson: She knew?
Bradley Thomas: She did. She went to some psychic lady, predicted the whole thing.
Harry Stevenson: She believe her?
Bradley Thomas: Yes, Harry, she did. She didn’t run away, she didn’t crawl into a hole. She found them a house. She threw away her birth control and married him. God doesn’t hate us, Harry. If he did, he wouldn’t have made our hearts so brave.
Os Deuses colocam desafios nas nossas vidas para que possamos vencê-los e descobrir nossa força. E, falando de relacionamentos e Amor, talvez precisemos dos “heartbreaks” para que, quando encontrarmos a tal pessoa, nosso coração esteja forte o suficiente para valorizar aquela pessoa e não se quebrar; talvez precisemos das porradas para valorizarmos a nós mesmos e não deixemos que nossa felicidade dependa de outra pessoa…
Durante toda a nossa vida, encontraremos ciclos de vida e morte. Algo sempre tem que morrer para que outro possa nascer. Geralmente, a morte traz sofrimento para um dos lados. Se uma pessoa querida estava sofrendo e morre, bom, ela parou de sofrer, mas os que ficaram sofrem por terem perdido a pessoa querida.
Se alguém deixou de amar uma pessoa que ainda o ama… bom, sempre haverá sofrimento.
Mas bom… o sofrimento só vai até vc mesmo permite, não é?
Eu leio várias histórias e vejo vários filmes sobre pessoas que amaram tão profundamente uma pessoa que nunca mais foram capazes de amar outra pessoa da mesma maneira… mas… será que tem que ser assim? Será que a pessoa não se dá nenhuma chance de amar outra vez e de compatilhar a vida com um@ parceir@ novamente? Será que sempre um amor será comparado ao outro?
São situações muito individuais… cada um vive o Amor de uma maneira… mas… quantas pessoas o vivem saudavelmente? Quantas pessoas traem o parceiro por não ter coragem de terminar algo que não está mais funcionando? Quantos não querem enxergar? Quantos mantêm relações que só provocam o mal? E… por quê?
A dor de um fim às vezes é muito grande, e achamos que maior do que a dor de estar com alguém que não está mais te fazendo bem. Mas essa dor passa… o tempo cura a dor. Para alguns, é preciso retomar o Amor-Próprio para conseguir fazer isso.
Sei lá, esse é um assunto para o qual eu não tenho nenhuma conclusão e poderia continuar fazendo muitas outras perguntas e tentar respondê-las. Mas por enquanto, encerro aqui minha reflexão.
Mas, para fechar, eu só acho que… talvez, a Deusa queira com isso nos mostrar que todo ciclo tem um começo e um fim, seja esse fim a morte ou apenas o fim do relacionamento. Mas que todo fim dá origem a um novo começo, e que depende de nós como recomeçarmos.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
Pensamentos insones
Ahhh, insônia! Eu não gosto de você!
São 5h30 e eu estou elétrica! Se pudesse, acho que até sairia andando por aí agora.
Estou pensando e pensando, pra variar. Claro, eu só venho nesse blog pra refletir, né?
É... e eu tenho refletido, como sempre. Tenho percebido que convívio social é uma coisa extremamente importante, e que quando eu não o tenho eu começo a me irritar.
Tenho percebido que sentir saudade é uma coisa importante.
Tenho percebido que sinto muita, muita falta das minhas coisas. Que não vejo a hora de por vários planos em prática.
Tenho surtado um pouco com a dissertação, achando que tá tudo errado, mas isso faz parte.
Sinceramente, o mestrado é a menor das minhas preocupações agora. Eu tô de boa quanto a isso, só vou ter q controlar o nervoso na hora e pronto.
O estado chorão e dependente do último post tinha muito a ver com TPM e já estou um tanto melhor em relação a isso. e percebi coisas que me fazem bem, sim: chuva, sair um pouco, vento na cara, mudar de ambiente. Rir. Sair desse mundo. Sexo (ops, mas isso não depende só de mim). Já falei Chuva?
Ahhh, enfim. Tô elétrica. Tô sem sono. Talvez um pouco ansiosa. Louca pra encerrar logo essa fase. E pensando no que isso implica.
Certamente, na hora certa eu vou descobrir.
São 5h30 e eu estou elétrica! Se pudesse, acho que até sairia andando por aí agora.
Estou pensando e pensando, pra variar. Claro, eu só venho nesse blog pra refletir, né?
É... e eu tenho refletido, como sempre. Tenho percebido que convívio social é uma coisa extremamente importante, e que quando eu não o tenho eu começo a me irritar.
Tenho percebido que sentir saudade é uma coisa importante.
Tenho percebido que sinto muita, muita falta das minhas coisas. Que não vejo a hora de por vários planos em prática.
Tenho surtado um pouco com a dissertação, achando que tá tudo errado, mas isso faz parte.
Sinceramente, o mestrado é a menor das minhas preocupações agora. Eu tô de boa quanto a isso, só vou ter q controlar o nervoso na hora e pronto.
O estado chorão e dependente do último post tinha muito a ver com TPM e já estou um tanto melhor em relação a isso. e percebi coisas que me fazem bem, sim: chuva, sair um pouco, vento na cara, mudar de ambiente. Rir. Sair desse mundo. Sexo (ops, mas isso não depende só de mim). Já falei Chuva?
Ahhh, enfim. Tô elétrica. Tô sem sono. Talvez um pouco ansiosa. Louca pra encerrar logo essa fase. E pensando no que isso implica.
Certamente, na hora certa eu vou descobrir.
sábado, 14 de janeiro de 2012
Outra face de Perséfone
Eu sempre escrevi aqui a respeito de Submundo, sobre
mergulhar nas suas sombras, sobre Perséfone, mas nunca precisei encarar um lado
dessa Deusa que tem se mostrado agora pra mim: a Deusa da Morte.
Claro, oras, a Rainha do Submundo também é responsável por
isso. E esse lado dela, às vezes, pode ser extremamente difícil. Caminhar no
Submundo estava relativamente tranqüilo quando eu pensava em um ponto de vista
só – eu mesma. Ok, me senti sozinha várias vezes, senti muita, muita falta de
muita coisa, e ainda sinto quando estou aqui. Mas, às vezes, não se trata
apenas de nós mesmos. Às vezes, existem outras pessoas que precisamos ajudar,
ou pelo menos estar do lado apoiando.
E eu não estava sendo muito bem sucedida nisso, não. Claro
que é compreensível, considerando um tanto de fatores, mas depois de dormir
sobre o assunto, parei pra pensar que eu não deveria estar assim. Que eu tenho
que ser mais forte esses dias pra dar força pra quem precisa. E percebi que,
pra isso, preciso recuperar as forças.
Tenho me sentido dependente demais de pessoas, de coisas que
não estão ao meu alcance, de coisas que não posso mudar. E não deveria ser
assim... não podemos depender do que é externo a nós, não é verdade?
Então, como contornar isso? Como recuperar essas forças pra
apoiar quem precisa se eu não tenho todos os recursos que seriam mais
convenientes? Como não me deixar influenciar pelas energias e sentimentos
externos a mim?
Se tem uma coisa que aprendi nessas vivências todas dos
últimos tempos foi que as pessoas nem sempre estarão ali quando você precisa –
aliás, eu fui obrigada a passar por muita coisa sozinha. Decepcionar-se com
isso, com elas, faz parte, mas não adianta simplesmente ficar assim. Se você
quer se sentir melhor, tem que fazer algo pra isso.
E meu objetivo nos próximos dias é descobrir o que vai me
fazer sentir melhor – sem depender de ninguém.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Retrospectiva
É fim de ano, mais uma vez. E eu estava aqui, relendo meus posts de resoluções de 2011 (aqui e aqui), considerando a magia do meu blog e achei que seria uma boa ideia aproveitá-la.
2011 foi um ano peculiar. Eu mergulhei no Submundo de uma forma que nunca tinha acontecido. Fui mais fundo, percebendo mais nuances de mim mesma, descobrindo realmente o que eu quero, minhas paixões, o que eu quero manter na minha vida e o que eu quero retirar.
Engraçado como certas coisas marcam a gente. Eu estava até um pouco traumatizada com Rio Grande pensando na cidade e no meu ano. Pensando no frio que passei, nas dificuldades morando sozinha, me sentindo sozinha, e torcendo pra tudo isso acabar, como se nada de bom tivesse acontecido.
Mas não, não foi bem assim. 2011 foi um ano de fases. De decisão, de término, de cura, de música, até a metade dele. Depois... muita coisa foi tirada. Ou talvez, apenas as ilusões. O que não era duradouro se foi. Mas em compensação, ganhei o maior presente, não é?
Confesso, ainda tem coisas (ou seriam pessoas?) que lamento não estarem mais na minha vida. Tem certas coisas que eu queria que não tivessem acontecido nesse tempo, mas que foram essenciais pra eu chegar onde estou agora, então, bom, nada é por acaso...
Pois é... talvez a maior lição de 2011 tenha sido exatamente essa. E pelo resultado de tudo, pelo meu maior presente, esse ano foi muito bom, e eu não quero ficar lembrando das coisas chatas, e sim do que foi bom. Da música, da diversão, da cura, da paixão, da lealdade, do Amor. E de como eu sou uma pessoa melhor agora.
E então entraremos em 2012. Planos?
Retomar a música, que eu tive que deixar pra lá por ter coisa demais na cabeça. Aula de canto só pra mim, piano (por minha conta). Doutorado sem matar ninguém. Sacerdócio em primeiro plano. Harmonizar com a família, já que voltarei pra casa depois de 8 anos. E continuar amando, amando muito.
Feliz 2012!
2011 foi um ano peculiar. Eu mergulhei no Submundo de uma forma que nunca tinha acontecido. Fui mais fundo, percebendo mais nuances de mim mesma, descobrindo realmente o que eu quero, minhas paixões, o que eu quero manter na minha vida e o que eu quero retirar.
Engraçado como certas coisas marcam a gente. Eu estava até um pouco traumatizada com Rio Grande pensando na cidade e no meu ano. Pensando no frio que passei, nas dificuldades morando sozinha, me sentindo sozinha, e torcendo pra tudo isso acabar, como se nada de bom tivesse acontecido.
Mas não, não foi bem assim. 2011 foi um ano de fases. De decisão, de término, de cura, de música, até a metade dele. Depois... muita coisa foi tirada. Ou talvez, apenas as ilusões. O que não era duradouro se foi. Mas em compensação, ganhei o maior presente, não é?
Confesso, ainda tem coisas (ou seriam pessoas?) que lamento não estarem mais na minha vida. Tem certas coisas que eu queria que não tivessem acontecido nesse tempo, mas que foram essenciais pra eu chegar onde estou agora, então, bom, nada é por acaso...
Pois é... talvez a maior lição de 2011 tenha sido exatamente essa. E pelo resultado de tudo, pelo meu maior presente, esse ano foi muito bom, e eu não quero ficar lembrando das coisas chatas, e sim do que foi bom. Da música, da diversão, da cura, da paixão, da lealdade, do Amor. E de como eu sou uma pessoa melhor agora.
E então entraremos em 2012. Planos?
Retomar a música, que eu tive que deixar pra lá por ter coisa demais na cabeça. Aula de canto só pra mim, piano (por minha conta). Doutorado sem matar ninguém. Sacerdócio em primeiro plano. Harmonizar com a família, já que voltarei pra casa depois de 8 anos. E continuar amando, amando muito.
Feliz 2012!
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Mais sobre Amor
Aqui estou eu no meu cantinho solitário, como faço quando às vezes preciso tirar coisas de mim mesma.
Eu sempre refleti muito sobre o Amor, né? E eu continuo fazendo isso, basicamente sempre.
Acho que o Amor sempre tem muito a nos ensinar.
E eu já aprendi muito com ele. Já entendi que tem gente que ama muito, muito livremente, e que tem gente que usa o Amor como chantagem ou como arma... já entendi que o Amor precisa ser regado, cuidado com carinho pra não morrer...
Também já percebi que Amor e Relacionamento são coisas distintas, e que um relacionamento não se sustenta só com Amor. Não, não. Nem sempre um "eu te amo" conserta tudo. É muito possível e fácil simplesmente amar. Mas sustentar um relacionamento... tá aí o grande mistério.
Eu, sinceramente, ainda me pergunto demais o que é normal e o que não é. Se estou sendo boba em pensar certas coisas, em achar certas coisas... e aí eu acabo deixando passar coisas que, talvez, fossem importantes. Reluto comigo mesma, achando que estou exagerando. Que vou encher o saco com bobagem se eu falar. E às vzs fico com um nó na garganta pensando tanto.
Mas não é assim que tem que ser, não é? E isso tem sido um grande desafio pra mim, na verdade. Ainda não o dominei nem um pouquinho.
Talvez eu tenha que aprender a ser mais tranquila com tudo. Aceitar que existem fases, e que nem sempre as duas pessoas se encontram na mesma fase. E entender como lidar com isso... a parte complicada da questão.
Escrevi, escrevi, e acho que não disse muita coisa. Mas não é aqui que tenho que dizer, mesmo. Só precisava escrever um pouco, liberar minha mente, porque eu tenho uma capacidade absurda de fazer tudo tomar uma proporção muito grande mentalmente. E aí, escrevendo eu tiro isso de mim pra não deixar crescer mais ainda.
É... o Amor ainda tem muito a me revelar.
Eu sempre refleti muito sobre o Amor, né? E eu continuo fazendo isso, basicamente sempre.
Acho que o Amor sempre tem muito a nos ensinar.
E eu já aprendi muito com ele. Já entendi que tem gente que ama muito, muito livremente, e que tem gente que usa o Amor como chantagem ou como arma... já entendi que o Amor precisa ser regado, cuidado com carinho pra não morrer...
Também já percebi que Amor e Relacionamento são coisas distintas, e que um relacionamento não se sustenta só com Amor. Não, não. Nem sempre um "eu te amo" conserta tudo. É muito possível e fácil simplesmente amar. Mas sustentar um relacionamento... tá aí o grande mistério.
Eu, sinceramente, ainda me pergunto demais o que é normal e o que não é. Se estou sendo boba em pensar certas coisas, em achar certas coisas... e aí eu acabo deixando passar coisas que, talvez, fossem importantes. Reluto comigo mesma, achando que estou exagerando. Que vou encher o saco com bobagem se eu falar. E às vzs fico com um nó na garganta pensando tanto.
Mas não é assim que tem que ser, não é? E isso tem sido um grande desafio pra mim, na verdade. Ainda não o dominei nem um pouquinho.
Talvez eu tenha que aprender a ser mais tranquila com tudo. Aceitar que existem fases, e que nem sempre as duas pessoas se encontram na mesma fase. E entender como lidar com isso... a parte complicada da questão.
Escrevi, escrevi, e acho que não disse muita coisa. Mas não é aqui que tenho que dizer, mesmo. Só precisava escrever um pouco, liberar minha mente, porque eu tenho uma capacidade absurda de fazer tudo tomar uma proporção muito grande mentalmente. E aí, escrevendo eu tiro isso de mim pra não deixar crescer mais ainda.
É... o Amor ainda tem muito a me revelar.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
CANSEEEEEI!!!!!!!!!!!!!!!
Cansei de ficar sozinha nesse fim de mundo quando não estou com a única pessoa que ainda tenho aqui.
Cansei de almoçar sozinha, de fazer comida sozinha, de comer miojo, de andar de ônibus, de improvisar tanta coisa.
Cansei de não ter minha família por perto, de não ter meus amigos por perto, de estar longe da TCS, de ter q falar com (quase) todas as pessoas que importam por telefone ou internet.
Cansei de estar tão dependente de algo. E de me esforçar pra tirar essa dependência, e isso doer.
Cansei até mesmo dos meus pensamentos, de tanta preocupação, de sempre racionalizar tudo, de ter dúvida de tanta coisa, tanto medo e insegurança.
Essa mudança me chama há muito tempo. Eu resisti, mas ela continuou puxando. E parece que agora, que tô quase lá, isso tá puxando mais e mais forte. E a ansiedade aumenta, e talvez seja isso que esteja pesando tanto.
Tá na hora de ir, mesmo. E eu estou feliz por isso. O que eu tenho de precioso aqui não vai mudar. Mas se eu não fôr... sei lá. Pode acabar estragando isso também.
Cansei de almoçar sozinha, de fazer comida sozinha, de comer miojo, de andar de ônibus, de improvisar tanta coisa.
Cansei de não ter minha família por perto, de não ter meus amigos por perto, de estar longe da TCS, de ter q falar com (quase) todas as pessoas que importam por telefone ou internet.
Cansei de estar tão dependente de algo. E de me esforçar pra tirar essa dependência, e isso doer.
Cansei até mesmo dos meus pensamentos, de tanta preocupação, de sempre racionalizar tudo, de ter dúvida de tanta coisa, tanto medo e insegurança.
Essa mudança me chama há muito tempo. Eu resisti, mas ela continuou puxando. E parece que agora, que tô quase lá, isso tá puxando mais e mais forte. E a ansiedade aumenta, e talvez seja isso que esteja pesando tanto.
Tá na hora de ir, mesmo. E eu estou feliz por isso. O que eu tenho de precioso aqui não vai mudar. Mas se eu não fôr... sei lá. Pode acabar estragando isso também.
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